Opiniões Musicais - ESC 2015: Malta, Noruega, Portugal, República Checa e Israel




AMBER - "WARRIOR"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Amber tem um timbre muito bonito e uma voz cristalina. Mas a leveza da sua voz pode fazer com que seja engolida pela orquestração do tema. O tema não relembra a cultura do país, mas o seu refrão fica no ouvido, o que é positivo. Apesar de Amber ter uma boa voz parece ser ainda algo imatura na sua interpretação, pode melhorar e muito tanto a sua expressão corporal como a sua prestação vocal. 

Ricardo Soler: Parece que as cordas nas baladas estão para ficar este ano. É uma balada com um instrumental poderoso, mas que é igual a tantas outras que já se ouviram em anos anteriores. Pode ser que me engane...

Suzy: Malta presenteou-nos este ano com um tema muito poderoso, com muita força e carga emotiva que nos faz sentir emocionados. O conjunto de cordas utilizado ainda enriquece mais este tema.




MORLAND & DEBRAH SCARLETT - "A MONSTER LIKE ME"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Temos de confessar que o título do tema é algo peculiar, "A Monster Like Me" não é um titulo de tema que se espera ver neste tipo de certame. As vozes e a interpretação de Mørland e Deborah combinam muito bem, é uma balada bonita e que pode alcançar uma excelente posição, pois não é uma típica balada cliché. Este tema apresenta uma orquestração muito boa e tem uma certa substância artística, a começar logo pelo título do tema, que é interessante. Resta é saber se a Europa se apercebe disso. 

Ricardo Soler: Confesso que sou fã de temas com uma temática mais obscura, e a Noruega não me decepciona este ano. Gosto da forma como a canção se desenvolve e a química entre os dois é ótima, podendo ajudar imenso em termos de realização e consequente empatia com o público.

Suzy: Que balada excepcional, intimista, penetrante, sensibilizante, que nos transpõe para os sonhos, ou para a mensagem que transmite, que é muito forte. Realmente é um dos temas mais fortes da Eurovisão, tem um toque, se formos comparar, com artistas internacionais. Mesmo as harmonias conjugam na perfeição, mas a mensagem aqui ganha outra vida.



LEONOR ANDRADE - "HÁ UM MAR QUE NOS SEPARA"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Um tema pop rock muito bem elaborado e interessante. É importante realçar o facto de que o tema irá ser interpretado na língua portuguesa, o que é importante e nos coloca a par de muitos poucos países no evento. A Leonor tem um timbre muito interessante e bonito, e pode surpreender muito neste certame. Ainda pode melhorar muito tanto no que diz respeito na presença em palco como a nível vocal. Em determinados momentos, tanto a nível vocal como na expressão corporal em palco, a Leonor lembra a grande intérprete Marisa Liz, dos Amor Electro. 

Ricardo Soler: Recuso-me a comentar esta escolha feita no Festival da Canção, mas não deixo de desejar muita sorte à intérprete.

Suzy: A nossa Leonor poderá marcar a diferença, sem dúvida pela sua personalidade. É um doce de menina, muito simpática, humilde e que tem muita garra na sua interpretação - porque o tema assim o pede. Garra, um tema pop rock, que tem algumas diferenças comparativamente com todos os temas apresentados este ano. O tema "Há um mar que nos separa", por ter esse factor diferenciador do género musical, poderá ganhar apoiantes. Poderá também ganhar mais uns pontos por quebrar este prolópio de baladas existentes este ano. No seu geral considero o tema agradável, que se ouve bem e que vai fazer as pessoas aplaudir e bater palmas. Se é suficiente para chegar à final, não sei porque é uma incógnita por diversos factores - nomeadamente também os políticos e geográficos.



MARTA JANDOVÁ & VÁCLAV NOID BÁRTA - "HOPE NEVER DIES"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Este ano existem muitos duetos no evento, mas na verdade este parece-nos ser o menos conseguido de todos os presentes. São bons cantores, mas o tema é algo antiquado e não possui muita força a nível da orquestração, o que não torna o tema muito grandioso. 

Ricardo Soler: O sotaque inglês é terrível e distrai-me de uma balada com algum potencial - mas que se pode perder no meio de tantas baladas este ano e que são um pouco melhores que estas. Ponto positivo para o modo excelente como duas vozes tão diferentes funcionam bem juntas.

Suzy: Uma composição musical previsível, as vozes não são extraordinárias - principalmente a intérprete feminina. Um tema agradável, mas não surpreendente.



NAVAD GUEDJ - "GOLDEN BOY"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Israel tem-nos habituado a um determinado género musical no evento, por isso este tema é algo distanciado dessas sonoridades apresentadas anteriormente. Isso pode também ser positivo, obviamente. Mas há algo que é importante referir, os temas de Israel possuem sempre um elemento na sua orquestração típico da sua cultura, o que é muito importante. Nadav canta muito bem, mas o tema não é muito surpreendente. Aliás, a forma como começa o tema não remete para o tipo de sonoridade que depois o tema apresenta. Os coros não dão muita força ao tema, como é de esperar.

Ricardo Soler: Se esta canção não tivesse um trecho igual a "Sing" do Ed Sheeran seria possivelmente outra das minhas favoritas. O plágio deveria ser punido. Dá-me pena porque esta canção tem tudo para ficar bem posicionada (e não duvido que fique), mas a questão do plágio deixa-me muito irritado.

Suzy: Navad é um grande talento, com uma grande voz e que finalmente vem quebrar o extensivo painel de baladas desta Eurovisão 2015. É o tema que vai quebrar a monotonia deste certame, que vai colocar todos os presentes e os telespectadores a dançarem, que também é importante neste tipo de certame. Gosto muito do início do tema, tem uma batida de pop funk dançável moderno, e que depois, ao longo do tema, tem momentos étnicos, com sonoridades especificas do país - que eu acho interessante. O único senão é que ele tenta ao longo da música misturar muito e torna o tema numa salganhada.



Vídeos: Eurovision.tv e Navad Guedj Official
03/05/2015

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