[Entrevista a Célia Lawson]: 'as editoras estão interessadas em desenvolver um estigma incontrolável



Depois de quase mais de 20 anos passados, Célia Lawson considera que as editoras ainda continuam a menosprezá-la, devido ao seu resultado eurovisivo. No entanto, dá algumas sugestões para os artistas portugueses triunfarem na Eurovisão. 

Célia Lawson é uma artista portuguesa, que iniciou a sua carreira em 1989. Representou Portugal na Eurovisão em 1997 com o tema "Antes do Adeus".

CE: Na sua opinião, qual é a vitória eurovisiva mais marcante de sempre?

Célia Lawson (CL):  Os memoráveis ABBA, são os vencedores que mais venderam discos. "Waterloo" é uma canção eterna.

CE: Que canção eurovisiva é a sua favorita?

CL: A minha música preferida por muitos anos foram os Secret Garden com "Nocturne". Depois, mais tarde, "Euphoria" de Loreen.

CE: O Festival sempre teve influência na sua vida?

CL: Certamente que sim, marcou de uma forma decisiva a maneira como sou tratada como artista. O festival determina a viragem da minha carreira, totalmente, de uma ponta a outra. A minha imagem está de tal forma associada ao festival por causa dos zero pontos, que as pessoas e as editoras não estão interessadas em saber se ajudo uma velhinha a atravessar a rua mas sim em desenvolver um estigma contínuo e incontrolável. Se o festival marcou em algum ponto da minha vida, sim, marcou o que eu quis e o que não pedi.

CE: Qual é a melhor canção que Portugal levou à Eurovisão?

CL: Portugal mandou várias canções merecedoras da vitória, por exemplo as Doce, mais tarde Dulce Pontes e, decididamente, a canção da Lúcia Moniz, de autoria do prezado Pedro Osório.

CE: Porque razão acha que Portugal nunca ganhou a Eurovisão?

CL: Portugal tem de se convencer de uma coisa. Em primeiro lugar, a topologia geográfica na Europa, para além da Espanha, que nunca nos dá pontos, temos o mar para votar em nós. Não há alianças antigas, como os países da Escandinávia, Balcãs, etc. Temos de nos convencermos que na Europa existem pólos comerciais de exportação de música: a Inglaterra, por exemplo, não deixa quase ninguém, para além dos americanos, entrar no seu mercado.

CE: Em que é que Portugal deve apostar para conseguir um bom resultado?

CL: Até que ponto que temos de cingir as nossas intérpretes eurovisivas à alusiva conexão ao Fado? Até que ponto temos de seguir o trajecto de um Ídolos ou um de The Voice? Na minha modesta opinião, temos de nos situarmos no mercado eurovisivo, e esse palco decorre habitualmente nos antigos países da União Soviética, e na Escandinávia.

CE: Que canções que ficaram nas últimas finais nacionais portuguesas de que mais se lembra e mais gosta?

CL: O tema da Carla Ribeiro, "Mea culpa",  entre outros...

Veja a atuação eurovisiva de Célia Lawson:


Foto: 4lyrics/Vídeo: Eurodictionary
31/07/2015

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