Há 60 anos era aprovado o Grand Prix Eurovision De La Chanson


O Festival Eurovisão da Canção está de parabéns. Foi exatamente há 60 anos que tudo começou numa Assembleia Geral da European Broadcast Union (EBU), em Roma.

Nesta assembleia, que se realizava todos os anos, um dos pontos discutidos foi a aprovação do Grand Prix Eurovision De La Chanson. A ideia agradou à assembleia e foi assim que nasceu o concurso que hoje conhecemos como Eurovisão. A Suíça recebeu (e venceu) a primeira edição em Lugano. Mas como é que a EBU foi formada? Como é que se chegou ao nome Eurovisão? É a essas questões que vamos responder! "Venha" connosco nesta "viagem" pela história da criação do ESC como o conhecemos.


A EBU foi formada a 12 de fevereiro de 1950, por iniciativa da BBC que reuniu 23 organizações em Devon para discutir uma cooperação e troca de conteúdos televisivos na área do entretenimento. Também o nome Eurovision vem de terras de sua majestade. É graças ao jornalista George Campey, que a 5 de novembro de 1951 se referiu com este nome a um programa que na altura estava a ser exibido num canal alemão, que nasce o nome Eurovisão.

Depois de formada a EBU, as televisões começaram a colaborar entre elas. A 2 de junho de 1953 foi transmitido em vários países o primeiro grande evento: a coroação da rainha Elizabete II de Inglaterra. O evento foi transmitido no Reino Unido, França, Bélgica, Holanda e Alemanha. Um ano mais tarde e, curiosamente, também na Suíça é transmitido o Mundial de futebol: o primeiro com transmissão televisiva.


Com o sucesso que foi a transmissão do Mundial e com o lucro, Marcel Bezençon (um nome que certamente conhece), diretor da emissora suíça e presidente da comissão de programas da EBU, procurava novos programas para a grelha europeia. Em janeiro de 1955, depois de o Grand Prix Eurovision De La Chanson já ter sido aprovado, houve reunião da comissão de programas da EBU, no Mónaco. Em cima da mesa estavam dois programas, um deles um concurso musical. O objetivo deste era "encorajar a criação de originais e estimular, através de uma competição internacional, o espírito de rivalidade amigável entre compositores". 

Ia começar a Eurovisão, mas para isso era preciso decidir ainda muita coisa. Um grupo da EBU começou a planear regras, com base no Sanremo, mas houve muitas ideias rejeitadas. Entre estas a ideia de as canções serem apresentadas duas vezes: uma com a orquestra e outra apenas com um piano, algo impensável há 60 anos e também nos dias de hoje. Na primeira edição competiram 7 países: Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Luxemburgo e Suíça. Apesar de serem apenas sete países a concurso houve mais dois a transmiti-lo: Dinamarca e Áustria. 


Não estando diretamente ligado à criação do ESC, o ator Michael Brennan teve certamente algumas ideias que nos são familiares. Inspirado pelo Sanremo, que na altura era apenas radiofónico, em março de 1954 o ator propôs à BBC que apostasse num festival de música: o Festival of British Popular Songs. Brennan sugeria um júri regional e uma tabela com os votos para os espetadores poderem estar a par das votações. Responsáveis da EBU acabaram por ver um destes festivais e é daqui que vêm as tabelas que todos os anos nos deixam a fazer contas em frente à televisão. 

Desde então muito aconteceu e houve muitas mudanças no festival. Acabou-se com a orquestra, introduziu-se o voto do público, os países deixaram de poder cantar apenas na sua língua materna... mas a essência é a mesma e, em maio, "vamos" até à Suécia celebrar mais um Grand Prix Eurovision De La Chanson.

19/10/2015
Fonte/Imagens:  Eurovision.tv

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