Crónica: EBU revela mudanças na apresentação das votações já em 2016!


A União Europeia de Radiodifusão (EBU) anunciou no passado dia 18 alterações na apresentação das votações já a partir do Festival Eurovisão da Canção 2016 (ESC 2016): veja o artigo aqui!

A questão que se coloca: como será a votação? Os telespetadores votam nas suas canções preferidas por via telefónica, por SMS ou pela app oficial, enquanto cada porta-voz dos 43 países a concurso apresenta os pontos do júri profissional, somente do júri. Posteriormente à apresentação dos pontos do júri profissional por parte dos porta-vozes, os pontos do televoto de todos os países participantes serão acrescentados, resultando daqui a votação final. 

Esta notícia tem causado grande impacto no mundo eurovisivo, muitas pessoas apoiam outras nem por isso. E o que nós achamos disto?

Bem, há aqui muitas aspetos que temos de ter em conta, mas num aspeto mais geral podemos dizer que esta alteração vai tornar o Festival mais interessante.

Em primeiro lugar, é de se destacar o caráter imprevisível que o concurso vai adquirir. O que queremos dizer com isto? É sabido que até agora, quando eram dadas as votações pelos porta-vozes dos países, bastava chegar-se a meio das votações para se perceber quem sairia vencedor ou pelos menos entre quem seria a disputa, o que a nosso ver era um pouco desinteressante, não havia aquele suspense. Com o novo método o concurso vai ser mais emocionante, neste ponto de vista, vai criar mais tensão, maior surpresa, enfim, o nosso "bichinho eurovisivo" vai vibrar mais.

Este novo sistema de votação veio para revolucionar o mundo eurovisivo. Podemos constatar que se este sistema tivesse sido aplicado há mais tempo, muitos resultados não teriam sido os mesmos: alguns países, nas semifinais, que ficaram com a classificação a seguir ao último qualificado para a Grande Final (e portanto não passaram à mesma), poderiam ter efetivamente passado - exemplo disso é o facto da Finlândia, em 2010, poder ter passado à final, caso existisse a nova votação.


Relativamente à situação de Portugal no concurso, o que mudaria se fosse esta a nova votação em vigor? Da participação portuguesa de 2009 até agora, o único representante que beneficiaria seria Suzy (ESC 2014), que conseguiria o apuramento para a Grande Final, conquistando o último lugar de acesso. Neste caso, quem sairia mais prejudicado seria São Marino que seria ultrapassado por Portugal, e que para além de perder o lugar de apuramento, desceria para o 12º lugar.

Suzy no ESC 2014: 


Posições dos países no ESC 2014 com os dois sistemas de votação:


Contudo, um dos aspetos negativos que aqui encontramos é o facto de este novo método incidir mais sobre a votação do júri  e deixar um pouco para segundo plano a votação do público, o televoto. Contém um aspeto negativo a nosso ver porque os fãs eurovisivos ou simples telespetadores têm direito a que a sua opinião seja tida em conta, merecem que seja dada a devida importância ao seu voto.

É necessário realçar que o ESC sempre foi um evento quase “intocável”. No entanto, esta nova forma de exercer o voto veio demonstrar exatamente o contrário, e que mais uma vez, o festival está sempre na “onda” da inovação e do desenvolvimento. Esta nova forma de voto vai não só dar mais entusiasmo ao evento como também tornar o mesmo mais equilibrado e justo.

Bem, só nos resta aguardar pelo ESC 2016 para ver como irá funcionar este novo método. Apesar de Portugal não participar este ano, estamos muito curiosos para ver o que sairá daqui. Não percam porque nós também não!

Explicação da EBU: 


imagem: escportugal/ vídeo: EurovisionSongContest
19/02/2016

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