Crónica ESC 2016: 'espero que Portugal volte em força'


O Festival Eurovisão da Canção de 2016 encontra-se concluído e mais uma vez cumpriu-se a tradição de um evento europeu que continua a fazer história na televisão visto por mais de 200 milhões de europeus, adicionando este ano, a China, EUA, e Austrália! 

Foi um ótimo ano para o Festival Eurovisão da Canção quer nas canções a concurso com elevada qualidade, que nos efeitos cénico de palco, cenários, efeitos especiais e organização. No entanto, em opinião pessoal, o palco ficou aquém das minhas expectativas e não conseguiu trazer nada de novo ao que foi apresentado em Viena. 


Petra e Mans cumpriram o seu papel de apresentadores desta edição, com elevado profissionalismo. Sempre muito elegantes e ótima apresentação. Por momentos ate pensei que a Petra tivesse pedido emprestado o vestido verde da Simone de Oliveira, pois a cor era exatamente igual e corte muito idêntico.   

Quanto à final do Festival da Eurovisão da Canção, podemos dizer que este ano foi peculiar no que toca a favoritos e com vitórias antecipadas. Até ao ultimo momento, as casas de aposta, davam a vitória à Rússia e a Austrália ficando em segundo, seguindo-se a Espanha e depois a Ucrânia. Quase se adivinhava uma contenda muito renhida durante a noite da final, o que depois veio se a ver um resultado muito diferente. 


O júri atribuiu a Austrália. a vitória na grande final mas o público preferiu atribuir-lhe o 4.º lugar, facto que a atira para o segundo lugar na final. A Rússia seria a grande vencedora do televoto (público). Mas o resultado final deu uma vitória à Ucrânia, tudo por causa do novo sistema de votação. Devo frisar que a Ucrânia foi a mais votada com 12 pontos pelo Júri. 

Inicialmente eu critiquei este este sistema de votação, muito por causa das políticas de produção do evento, sempre que a Suécia ganha um eurofestival e tentar mudar as regras do jogo. Isto é, tornar o eurofestival como um Melodifestivalen, coisa que não é e nunca será. Basicamente o modelo utilizado este ano, é o que a Suécia tem vindo a utilizar na sua seleção nacional de canções, com as necessárias alterações. Eu estava muito apreensivo com o resultado final. Mas fiquei agradado com o resultado final, pois até ao último minuto, não se soube qual pais era vencedor. De facto este sistema torna momento da votação muito excitante, e talvez, de futuro, ajude a países que são outsiders e não favoritos, a destacarem-se no quadro classificativo. 


Jamala teve uma interpretação irrepreensível e memorável. Eu senti o que ela estava a transmitir de emoção no momento da sua atuação. Um momento envolvente e que me mereceu a atenção e alguns calafrios e arrepios na pele (quando sinto isso é porque o momento me tocou interiormente. Apesar seu tema que apesar de ter alusões políticas é uma canção muito intensa, emotiva e sobretudo foi muito bem interpretada. A simplicidade com que se apresentou em palco valeu-lhe a vitória final. 

A França, uma canção apontada como favorita, consegue alcançar a sexta posição e entrar no top 10 algo que não conseguia fazer desde 2009 com Patricia Kaas, bem diferente do resultado alcançado em 2015. 


Fiquei muito dececionado com o resultado fraquíssimo da Espanha. Sempre pensei que o nosso país vizinho tivesse uma posição melhor, a também devo realçar que os planos de camara na atuação da Barei, deixaram muito a desejar. O mesmo que sucedeu a Edurne. Produção televisiva de fraca qualidade! Na minha opinião, a Barei esteve muito bem e fez o que pode.  


Uma palavra para a Bulgária, pela excelente classificação que obteve. A interprete fez o que lhe competia, a canção era orelhuda o que lhe valeu um 4.º lugar na tabela classificativa.   

Assim fica o meu comentário a esta edição de 2016 e espero que Portugal volte em força em 2017 ao Eurovision Song Contest e com uma participação digna e com vontade de lutar pela vitória.  

Imagem/vídeos: eurovision.tv
24/05/2016

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