O Regresso da Dona Gertrudes: Quinto texto - 'Fairytale' de Alexander Rybak


Tenho de vos dizer que já estou mais que farta de escrever para vocês. Porquê? Porque estes meninos do site são uns pobres e mal agradecidos. Não me pagam e ainda dizem que eu devia era falar das músicas vencedoras. Dizem que eu não tenho inteligência e imaginação para tal e eu, para os calar, hoje decidi presentear-vos com uma música que se fartou de bater recordes. Senhoras e senhores: fairytale de Alexander Rybak.


“Years ago, when I was younger 
I kind of liked, a girl I knew 
She was mine and we were sweethearts 
That was then but then it's true 

I'm in love with a fairytale 
Even though it hurts 
Cause I don't care if I lose my mind, 
I'm already cursed 

Every day we started fighting 
Every night we fell in love 
No one else could make me sadder 
But no one else could lift me high above 

I don't know what I was doing 
Suddenly we fell apart 
Nowadays I cannot find her 
But when I do we'll get a brand new start 

I'm in love with a fairytale 
Even though it hurts 
Cause I don't care if I lose my mind, 
I'm already cursed 

She's a fairytale, yeah 
Even though it hurts 
cause I don't care if I lose my mind, 
I'm already cursed”

Eu tenho visto vencedores eurovisivos com letras muito ridículas, mas esta exagera. Rapidamente, esta música fala de um amor que supostamente é um conto de fadas, ou pelo menos devia ser. Sim, porque a julgar por algumas passagens que vemos aqui, é tudo menos um conto de fadas. 

As conclusões a tirar disto são basicamente duas:

- A juventude hoje em dia está completamente perdida, mas isso já não é novidade para ninguém;

- O Alexander Rybak é um bipolar do pior, ou namora com duas raparigas ao mesmo tempo. 

Mas vamos começar pelo princípio, porque vocês já sabem que eu sou uma pessoa extremamente organizada. Reparem no primeiro verso: “years ago, when I was younger”. Isto é poesia ao mais alto nível. Deste verso podemos deduzir imensas coisas como por exemplo o facto de ele envelhecer. Ainda bem que ele salienta que há uns anos era mais novo porque senão o público menos erudito nunca conseguiria chegar a tal conclusão. 


Mas engane-se quem acha que a primeira estrofe se resume apenas a isto. Portanto há uns anos, quando ele era mais novo, gostava de uma rapariga que conhecia e que era dele. O mais interessante vem depois. Se o meu inglês não me falha, “isso era antes, mas antes era verdade”. Ou seja, ele estava confuso. Até porque meter o verbo to be no presente logo depois de usar um then é capaz de não estar correto (pelo menos neste contexto), mas o que é que isso interessa quando se tem um rapazinho a sorrir e fingir que toca violino?


Mas passemos então a parte em que vos explico porque é que o Alexander Rybak é adepto da poligamia. Ora, ele está apaixonado por alguém que é um conto de fadas, mas isso magoa-o. A Disney anda a fazer um trabalho enganador na promoção das suas histórias de encantar. Mas além de o magoar, o facto de ele estar a viver um conto de fadas é uma maldição. Faz sentido, sim senhor. Mas isto continua. Cada dia começam a lutar, e cada noite se apaixonam. Mais ninguém o pode fazer mais triste e também mais ninguém o pode fazer mais feliz. Ou isto são raparigas diferentes ou são ambos bipolares. E se forem bipolares é melhor tomarem medicação porque isto está grave. Tenho para mim que a única frase lógica no meio de tanta maluquice é “I don't know what I was doing” e, muito provavelmente, isto refere-se ao letrista e ao seu próprio trabalho. 

10/07/2016
Vídeo: Eurovision.tv

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