ESC Gentlemen - Segundo Texto: 'E quando os Gentlemen cantam e encantam...'


"E QUANDO OS GENTLEMEN CANTAM E ENCANTAM..."

Foi ao longo dos últimos anos que se foi reforçando a importância da performance, do espectáculo visual e da apresentação para o sucesso de uma edição eurovisiva. No entanto, a Eurovisão é um concurso de canções. E quem não sabe cantar, também não sabe interpretar canções, de um modo geral. Claro que há exceções que, mais tarde, serão referidas, mas, e já que estamos a falar de homens, existem muitos intérpretes eurovisivos que cantam e encantam!

Começo esta enumeração por um dos mais aplaudidos vencedores de sempre da Eurovisão: Alexander Rybak. Em 2009, ainda era novata no meu interesse pelo certame. Recordo-me de me saltar logo à vista a interpretação da Noruega. Era diferente e atraía a atenção do telespectador. O violino foi o personagem principal, a forma como ele o tocava e também o sentia, mas a sua voz não ficou nada atrás! Rybak é um entendido em música. Começou a tocar aos 5 anos de idade, e desde aí que tem formação musical em várias vertentes. Para além de ser um menino bonito, não foi só isso que lhe deu o recorde de pontos na sua vitória. A sua voz, a sua composição de Fairytale, a sua performance e a sua entrega fizeram com que obtivesse um dos troféus mais merecidos na final eurovisiva.



O início da carreira de Loïc Nottet é bastante recente, mas nem por isso pouco lotada de sucessos. Este rapaz já deu que falar na Bélgica, na Eurovisão e até no youtube. Loïc tornou-se famoso após a sua participação no The Voice da Bélgica, depois de arrecadar o segundo lugar e de ter sido um dos favoritos do público para ganhar. Posteriormente foi elogiado pela cantora Sia, após ter publicado um cover da sua conhecida canção “Chandelier”. Daí até ter assinado um contrato com a Sony Music Belgium e a ter sido convidado para representar o seu país na Eurovisão em 2015, foi um pequeno passo. Inicialmente, não era conhecida a interpretação ao vivo da sua canção "Rhythm Inside", e o seu vídeo clip não foi suficiente para marcar os fãs. Mas quando surgiu a sua apresentação em palco, rapidamente se tornou um favorito. Foi evidente o seu talento na composição musical, na coreografia e na intimidade que a canção transmitia, mas sem dúvida que a sua voz ao vivo também contribuiu para o resultado final tao satisfatório: sem deslises, sem desafinações e tão segura!


Il Volo é aquele conjunto de 3 vozes que nunca irei esquecer. O meu favoritismo desde o início por eles foi evidente, foi insistente. E como eu gostaria que tivessem arrecadado a vitória! Ainda hoje, tantas vezes, dou por mim a cantarolar “Grande Amore” e a fazer de conta que domino o italiano. É uma canção forte, intensa, marcante, já o sabemos. Mas se não fosse interpretada por três excelentes vozes, não seria a mesma coisa. Fico impressionada com a forma como três cantores líricos tão jovens, que ainda têm tanto tempo para trabalhar e para evoluir, já tenham este domínio vocal tão impressionante.


Zeljko Joksimovic já participou duas vezes na Eurovisão como intérprete. É talvez uma das minhas vozes favoritas de sempre. Pelo simples facto: é exactamente igual ouvi-lo cantar ao vivo, em estúdio, em vídeo. Canta sempre da mesma forma, de uma forma excelente! A sua voz é tão segura, mas tão segura que impressiona. É limpa, madura e, ao mesmo tempo, linear. Adoro!

Valorizo imenso o trabalho de Nadav Guedj em 2015. Pode não ser o melhor cantor do mundo, mas não podia deixar de o referir aqui pela sua capacidade de cantar e dançar uma coreografia tão exigente, ao mesmo tempo. E ainda assim marcar a história de Israel na Eurovisão, que teimava em não passar da semi-final até ao ano de 2015. “Golden Boy” ficou marcada na memória dos eurofãs, sendo esta também uma canção que nunca nos deixa estar quietos quando a escutamos.

E por falar em canções que nunca nos deixam estar quietos, uma das vozes masculinas que mais me marcou em 2010 foi a de Vukašin Brajić. "Thunder And Lightning" faz parte da minha playlist de hoje em dia, apesar de ter sido uma canção que passou muito despercebida na eurovisão. Gosto muito da canção mas não escondo que prefiro a versão ao vivo, precisamente pela voz forte e convicta de Vukašin.

Ainda que em géneros diferentes, o mesmo acontece com “My Heart is Yours” de Didrik Solli-Tangen. É uma canção bem romântica, lamechas, bastante calma e, por isso, não estamos com disposição para a ouvir todos os dias. Mas quando a oiço, gosto de contemplar a voz segura e experiente do norueguês Didrik, principalmente na parte final, onde alcança notas soberbas.


Num panorama mais animado, temos o nosso Sebalter. Tenho que confessar que foi um desperdício o abandono da carreira musical para se dedicar à advocacia, a sua área de formação. Sebalter é talentoso, tanto vocalmente como a tocar violino e como entretainer. “Hunter of Stars” é outro exemplo de uma canção marcada na memória dos eurofãs e que não seria a mesma se não fosse cantada por Sebalter.


Refiro também Farid Mamadov, que teve uma excelente performance apesar de aliada ao nervosismo evidente. Recordo-me perfeitamente de o ver a tremer no início da canção, mas como sabia que tinha competência vocal suficiente, nunca duvidei que iria resultar.

Dima Bilan é uma das figuras masculinas que mais marcou a história da eurovisão. Em 2006, Dima Bilan tentou a sua sorte com “Never Let You Go”, com a qual obteve o segundo lugar. Como homem persistente que é, voltou a competir no ano seguinte, e foi aqui que se viu realmente que, apesar de ser uma figura mediática, também sabe interpretar uma canção mais calma, com uma mensagem incrível. A sua performance com “Believe” deu-lhe a vitória e um marco eurovisivo, tendo alcançado o sucesso mundial posteriormente.

E como estamos em 2016, não poderia deixar de relembrar as vozes que, para mim, mais marcaram a edição: Justs, da Letória e Michal Szpak, da Polónia. “Heartbeat” e “Color of Your Life” conquistaram-me desde o primeiro dia em que as escutei. Mas quando eu tomei conhecimento da clareza vocal destes dois cantores, fiquei completamente rendida. Justs arrepia com as suas notas arranhadas e Michal marca pela sua imagem e pela voz que nada se relaciona com ela.


Os programas de talentos ainda continuam a ser os meus favoritos na televisão. É aí que temos noção de como existem vozes verdadeiramente incríveis. Estes programas são vistos maioritariamente por mulheres, o que justifica a maior preferência por homens. E é assim que descobrimos homens que cantam e encantam, e que todos os anos, nos fazem render, mais ainda, ao espectáculo eurovisivo.

09/10/2016


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