[Especial] 20 artistas que poderiam representar os seus países no ESC


Se, como nós, são daquele tipo de fãs que costumam pensar em artistas que gostariam de ver na Eurovisão, este texto é para vocês. Se não são assim, vão passar a ser depois de lerem o que escrevemos. Nós também temos cantores de quem gostamos e que gostaríamos que fossem ao ESC e neste texto trazemos até vocês 20 opções para 20 países diferentes. Do pop mais eurovisivo, ao mais alternativo, passando pelo rap e pelo jazz. Em inglês, alemão, turco, grego, espanhol e outras tantas línguas. Temos músicas e artistas para todos os gostos. Entre estes 20 estão cinco que já participaram no concurso mas que, por uma razão ou por outra, achamos que o seu regresso faria sentido. Depois de lerem os nossos argumentos e de ouvirem as músicas que escolhemos, podem votar nos vossos preferidos no link que iremos disponibilizar mais abaixo.

ALEMANHA - MARK FORSTER


Desde a participação de Roman Lob que a Alemanha tem passado por um período negro na Eurovisão e, mesmo que em algumas das vezes os cantores que o país envia não merecessem lutar na Liga dos Últimos, a verdade é que o país parece estar a sofrer de macumba eurovisiva. Por esse mesmo motivo, Mark Forster seria uma escolha muuuuuito arriscada (podem acrescentar mais uns "u's", porque continuaria a ser verdade) para representar o país, já que o seu estilo é o rap. Rap a ter sucesso na Eurovisão? Pois, eu sei, muito difícil de imaginar. Mas a Alemanha é um país de rappers e Mark Forster teima em cantar na sua língua materna, que é horrível, mas que ele consegue fazer com que não pareça tão horrível - o que só prova como ele é bom. Para além disso o cantor não é um ignorante nas lides eurovisivas, já que fez parte do painel de jurados da Alemanha para o ESC 2015 (e colocou a Leonor Andrade em último - foi aquela facada no meu coração!). Não acho que fosse conseguir um resultado assim tão bom por ser um cantor com um género menos ouvido, mas pelo menos levaria diversidade, irreverência e qualidade a um concurso que está cheio de foleirada.





ARMÉNIA - SIRUSHO


Quem é que não adorou a participação da Arménia no Festival da Eurovisão 2008, na Sérvia, onde os espetadores foram presenciados com “Qele Qele” da Sirusho? Uma grande prestação, que trouxe um resultado fantástico para o país e que guardamos na nossa memória como uma atuação espantosa! Como uma cantora que não esquece as suas raízes, os novos trabalhos de Sirusho continuam a ser destemidos, dançantes, com a presença das sonoridades do país. A produção que acompanha a cantora, desde as músicas muito bem produzidas até aos vídeos com uma produção de fazer frente aos norte americanos, é a demonstração da competência da Sirusho e da equipa que a acompanha. Para além disso, a cantora é altamente carismática em palco. Com a sua voz grandiosa, que já mostrou ter em 2008, conciliada com todos os fatores atrás mencionados, bem como o carinho dos eurofãs, a Sirusho poderia levar a Arménia até à primeira posição da tabela qualificativa e levar o festival ao país. 



AUSTRÁLIA - KYLIE MINOGUE


Quando se ouve a palavra Austrália e a palavra Eurovisão, é impossível ocorrer-nos outra pessoa que não Kylie Minogue. O nome Kylie Minogue é mencionado entre os eurofãs desde, pelo menos, quando a Austrália fez parte do interval act na Eurovisão de 2013, mas o desejo de ver esta diva no palco do festival, por enquanto, não passa de um desejo. No entanto, a cantora não parece partilhar a mesma opinião, visto que já foi convidada mas, segundo a mesma, a Eurovisão não é para si porque ficaria assustadíssima e demasiado nervosa. Pois bem, para nós não deixa de ser uma das melhores cantoras pop internacionais de todo o sempre, que acompanhou a vida de todos nós. São, aproximadamente, 37 anos de uma carreira sólida, onde mesmo com altos e baixos na sua vida pessoal nunca desapontou os fãs. Mais de 80 milhões de álbuns vendidos. E, para quem conhece minimamente as tours da Kylie, sabe que as hipóteses para os países concorrentes iam ser mínimas. Quem sabe não poderá mudar de ideias no futuro!




BÉLGICA - LOIC NOTTET

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Quando se fala em Loic Nottet, que representou a Bélgica no ESC 2015, fala-se do que é ser um verdadeiro artista. Além da sua extrema originalidade, perfeccionismo e juvenilidade, é capaz de ter proporcionado um dos melhores momentos eurovisivos nos últimos anos. Isto é o futuro! São artistas como Loic Nottet que conseguem marcar pela positiva a história da música - e, neste caso, da música europeia. Além de haver atualmente poucos artistas com uma sensabilidade artística como a de Loic, o seu caso é raro - o seu talento é extremamente raro. Exemplo disso é a sua última música "Million Eyes", em que gravou um vídeo que demonstra, mais uma vez, as suas capacidades de dança e que põe à prova todas as emoções que um ser humano consegue produzir. Além de um excelente cantor e dançarino, é uma pessoa que não tem medo de arriscar e de expressar aquilo que o seu íntimo sente.



DINAMARCA - SIMONE


Afastada da final eurovisiva desde 2015, a Dinamarca tem vindo a perder o seu protagonismo na competição, o que não é de estranhar, a julgar, por exemplo, pela canção que representou o país este ano! No entanto, o destino dinamarquês na Eurovisão 2016 poderia ter sido completamente distinto, caso os dinamarqueses tivessem escolhido a proposta certa na seleção nacional: “Heart Shaped Hole” de Simone. Simone Egeriis é uma cantora pop, violinista e pianista, vencedora de um concurso de talentos dinamarquês e com três álbuns editados, dois dos quais certificados platina no país. Para além disso, não é estreante nas lides eurovisivas, tendo já participado por três vezes na seleção dinamarquesa: 2010, 2013 e, como já referido atrás, 2016, ano em que deveria ter vencido, sem qualquer margem para dúvidas. Simone seria uma excelente aposta para a Dinamarca, capaz de limpar os maus resultados dos últimos anos. Tem voz, imagem, vontade e, sobretudo, talento, ingrediente que a Dinamarca se esqueceu de acrescentar na proposta que levou este ano à Eurovisão! Queremos a Dinamarca de volta!




ESPANHA - PABLO ALBORAN



Se a Espanha quer apostar em grande e com toda a sua grandiosidade, a aposta certa reside em Pablo Alboran. Além de ser um dos cantores que mais vende no território espanhol e em muitos outros países da Europa, marca a diferença pela simplicidade das suas letras, das suas melodias e composições. A Espanha, em muitos anos, tenta levar para palco um enorme circo, com muita dança, cor e até coisas estranhas - aqui está uma oportunidade de aprenderem que "menos é mais". "Se Puede Amar" é o novo single do seu mais recente trabalho, e é posto nesse mesmo toda a sua maturidade artística. Poderia até não vencer o concurso (o que seria extremamente injusto), mas marcaria para sempre a história do certame com a grandiosa qualidade que de certeza que seria trazida para palco. Se Pablo até fosse ainda mais inteligente, convidava a nossa Carminho e ganhavam os dois pela Espanha - já que a RTP pouco ou nada quer saber dos excelentes fadistas que temos no nosso país. 



ESTÓNIA - KERLI


Recebemos a notícia de que Kerli ia fazer parte do próximo Eesti Laul e já este especial ia em andamento. Coincidência? Achamos que não! Kerli já participou várias vezes na seleção nacional da Estónia, tanto como intérprete como autora, sempre sem sucesso. Este ano, o hype parece bem superior e, quem sabe, as nossas preces poderão ser ouvidas. Para quem não conhece esta cantora, e digamos que vale mesmo a pena fazer uma pesquisa, a carreira de Kerli é feita de um visual bastante fora do comum, com um conceito visual muito ligado às fadas e às origens do mundo. Musicalmente, o estilo atual é maioritariamente ligado à música dance eletrónica, ainda que o pop-rock faça parte da sua discografia. Ainda que, ultimamente, o "diferente" e o "exagerado" cause estranheza na Eurovisão, Kerli iria fazê-lo com a qualidade que às vezes falta nas propostas mais extravagantes. Já estamos fartos de performances banais! É de pessoas como Kerli que o festival precisa para voltar a ser marcante.



FINLÂNDIA - MIKAEL SAARI

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A Finlândia tem falhado sempre quando não escolhe Mikael Saari como seu representante. Foi em 2013 e em 2016 - e em qualquer um dos anos, apesar de ser em grande porção o favorito dos fãs eurovisivos, a Finlândia acaba sempre por desiludir. Mikael poderia até ser mais um cantor repetente, que pouco ou nada acrescenta ao panorama musical europeu, mas o mesmo tem uma particularidade que lhe confere tanto apreço: a subtileza com que canta e com que interpreta os seus temas, o uso de instrumentos musicais clássicos mas ao mesmo tempo modernos que lhe dão uma supremacia qualitativa impressionante nos tempos musicais que se vivem hoje. É de artistas como este que a Europa e a Eurovisão precisam. É de artistas como este que as pessoas precisam de ouvir para ficarem chocadas com a tamanha qualidade com que os seus temas são produzidos e para perceberem o valor real de uma música por inteiro, da sua forma mais sentida, verdadeira e real. "Storms", do seu álbum, é um exemplo disso mesmo.



FRANÇA - KENDJI GIRAC


Este não é um nome novo para os fãs da Eurovisão e é, arrisco-me a dizer, desejado por muitos para representar a França. O jovem vencedor da 3ª edição do The Voice francês, que saltou da caravana em que morava com os pais para o estrelato e conquistou milhões de franceses, foi a aposta da OGAE França para o OGAE Song Contest 2015, concurso que viria a vencer. Daqui já se depreende que Kendji seria uma opção que agradaria aos fãs (apesar de as OGAE's também terem gostos duvidosos!). Mas se não se pode justificar esta escolha com esta vitória ou com o estrondoso sucesso que tem em França, facilmente se justifica com o talento que ele tem. O rapaz domina a guitarra, canta em francês e em espanhol (as duas línguas na mesma música, sim) e ainda tem a irreverência de misturar pop actual com os ritmos do flamenco. Ser diferente no seu estilo musical trouxe-lhe o sucesso e tenho a certeza que esse sucesso também ia acontecer no palco eurovisivo. Para completar o pacote ainda tem uma carinha bonita e um corpo decente, o que todos sabemos que são pontos a favor. Portanto, depois de fazerem uma escolha acertada com o Amir, que tal um convite a este menino, França?





GRÉCIA - KOSTAS MARTAKIS


Lembram-se daquele sujeito que em 2008 perdeu para a Kalomira na final nacional grega? Lembra-se do que perdeu para os Freaky Fortune em 2014? Esqueçam-no porque não é dele que estamos a falar. Estamos a falar de alguém curiosamente muito parecido mas que canta músicas bastante diferentes das duas acima referidas. Kostas Martakis é um dos cantores gregos mais conhecidos e tem 5 álbuns lançados. Quando participou na final nacional grega fê-lo sempre com as músicas erradas e que, diga-se, têm muito pouco a ver com o seu trabalho. Em 2008 com um pop em inglês (o que é que foi aquilo?) e em 2014 com uma espécie de rock muito pobre. Do que a Grécia precisa é de um Kostas Martakis a cantar uma balada em grego. É a solução para o regresso ao top 10 e, quem sabe, para o regresso do ESC a Atenas. Se olharmos para os últimos anos vemos que nenhuma música grega foi uma balada que exprimisse a cultura do país. É óbvio que a Europa gosta da música grega, é óbvio que gosta até da língua e portanto não haveria maneira de isto não funcionar. Para melhorar tudo, apesar de parecer ter uma voz frágil, as suas interpretações ao vivo são absolutamente fantásticas com tanto sentimento que ele passa e, se nada mais funcionasse, aqueles olhos haviam de hipnotizar alguém a votar nele, certo?





IRLANDA - THE SCRIPT


Vamos ignorar por alguns momentos que a Eurovisão é uma concurso com uma fama tal que nenhum artista ou banda com uma carreira sólida quer participar. Ignorando isso, a Irlanda teria tudo para regressar aos seus anos dourados e conseguir mais umas quantas vitórias. Como aqui somos todos muito realistas, esquecemos o facto de os U2 serem irlandeses e focámo-nos noutra banda. Os The Script existem há muitos anos no entanto atingiram a fama mundial em 2012 com a música "Hall of Fame" em colaboração com o rapper Will.I.Am. A canção faz parte do álbum #3 que, curiosamente, é aquele que mais se distancia do género pop/rock da banda apresentados nos outros 3 álbuns já lançados. Claro que esta seria uma aposta arriscada porque não é o género a que os fãs eurovisivos estão habituados. O que os The Script fazem é muito pouco eurovisivo mas, com a música certa ("Paint the town green" é um excelente exemplo de uma música com elementos que nos remetem imediatamente para a Irlanda, por exemplo) poderiam perfeitamente vencer o concurso sem muito esforço.




ITÁLIA - MARCO MENGONI


Em 2013 ele conquistou os fãs eurovisivos com o seu timbre pouco usual, o seu visual clássico e a sua poderosíssima "L'essenziale", que conquistou um 7º lugar no concurso. Não se pode considerar que seja um mau lugar, mas considerando a obra-prima de artista que se estava ali a cozinhar, com certeza não é um lugar digno. É que se Marco Mengoni já era um senhor na altura, agora é sem sombra de dúvida um bicho da música, não só italiana mas também europeia - ou não fosse ele um artista que conquistou a Europa sem perder a identidade, não fosse o MTV Best European Act do ano passado prova disso. E quem acompanha o cantor facilmente confirma que o trabalho de Mengoni é estrondoso. Não há uma única música que ele lance que não seja excelente. Cada música nova é um arrepio na espinha e um soco no estômago, é acharmos realmente que não somos dignos de ouvir tamanha divindade musical, tal é a qualidade. A Itália tem excelentes cantores e qualquer um podia representar dignamente o país, mas este precisa de levar novamente todas estas emoções para o palco eurovisivo - e ganhar, porque abaixo disso é roubo!





NORUEGA - KARIN PARK

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Até nos arrepiamos quando falamos de Karin Park. A Noruega tem, de uma vez por todas, de parar de enviar tentativas de músicas comerciais quando o seu todo esplendor reside em alternativas. Foi sucesso com "I Feed You My Love" de Margaret Berger e teria sido sucesso duplo com "Human Being" da própria Karin Park na seleção nacional de 2015. Além da sua extrema originalidade, estranheza e da sua forma alternativa de expressar as suas emoções, a sua voz tremida mas afinada transparece toda a mágoa que guarda dentro de si e que precisa de libertar através da música. Não é uma cantora plastificada, não é uma cantora que quer vender. É, sim, uma cantora verdadeira, real, que não tem medo de demonstrar o que a mais aflige, o que a faz ser um "ser humano". "Look What Have You Done" é um dos exemplos de músicas em que Karin não tem medo de ser ousada, de arriscar e de quebrar com todos os preconceitos inerentes a este tipo de música.



REINO UNIDO - JAMIE CULLUM


Neste últimos anos tem sido risco atrás de risco e correm todos mal. Ora, se é para arriscar, que seja em bom. Pelo menos com o Jamie Cullum o Reino Unido dignava-se a dar aos europeus três minutos de pura genialidade musical. Se ficassem em último já era culpa dos eurofãs que não gostam de nada que não seja músicas made in Sweden. Para os menos atentos, o Jamie é um pequeno génio do jazz (pequeno pelo seu tamanho e não pelo seu talento). As suas músicas são uma mistura de tudo o que possam imaginar e os seus covers geralmente sempre melhores que o original (senão acreditam vejam a "Don't Stop The Music" da Rihanna). Mas é ainda mais incrível como ele consegue mover multidões num espetáculo ao vivo focado apenas na música (e vemos cada vez menos desses, não é?). Quer se goste de jazz ou não, é inegável o seu talento para o piano sobretudo quando descobrimos que ele nunca estudou música nem tão pouco sabe ler uma pauta. Se houvesse música ao vivo no ESC, era vitória garantida para o Reino Unido. Assim seria complicado prever mas um top 10 não seria, de todo, improvável até porque o Jamie já provou ser capaz de se adaptar ao meio eurovisivo (e não deve ser fácil tendo em conta que a maioria das suas músicas têm 5 e 7 minutos)  quando compôs "Standing Still", a música alemã de 2012 (sim, foi ele).



ROMÉNIA - INNA


Todos sabemos o quão triste e chatinha foi a situação da Roménia em 2016. No entanto, a justiça foi feita, a questão foi miraculosamente resolvida e para 2017 estão de volta. E que regresso seria esse se o país fosse representado pela Inna! Muitos poderão não saber, mas uma grande parte das cantoras e cantores que se ouve nas discotecas são provenientes da Roménia. Quem diz Inna, diz Alexandra Stan, Eduard Maya e muitos mais. A Inna, em específico, tem consigo uma equipa que consegue conjugar na perfeição o house, o étnico e o pop atual. Temos a certeza que faria, também, um excelente espetáculo visual! E quem não tem saudades de um bom pop étnico na Eurovisão, numa altura em que os temas são cada vez menos únicos e cada vez mais americanizados e comerciais? A própria Roménia precisa disso, de não deixar perder a sua essência no festival, como tem vindo a acontecer durante os últimos anos. 




SÉRVIA - ZELJKO JOKSIMOVIC


Vamos falar de justiça por breves momentos. Lembram-se de alguém que mereça mais uma vitória eurovisiva que o Zeljko Joksimovic? Tentem, vá... Já conseguiram pensar em alguém? Não? Claro que não. Zeljko Joksimovic é uma músico incrível daqueles que não temos a sorte de ver muito na Eurovisão. Tem um 3.º e 2.º lugares enquanto cantor e detém ainda os melhores lugares de sempre de Bósnia e Montenegro. Alguém alguma vez achou que Montenegro podia alcançar um 11.º lugar? Não. Até aparecer este génio e compor mais uma balada balcânica. Aliás, todos nós sabemos o que são baladas balcânicas por culpa deste senhor. Se a Eurovisão é, acima de tudo, um concurso musical que procura exprimir culturas, então o Zeljko Joksimovic fá-lo melhor que ninguém. Dizem que à terceira é de vez e se há pessoa que merece é ele. Estamos à espera da sucessora de "Lane Moje" (que devia ter ganho) e de "Nije Ljubav Stvar" (que foi empurrada para o 3.º lugar por uma palhaçada russa) até porque, de vez em quando, também sabe bem ver em palco aquilo que é (ou era) a essência eurovisiva.




SUÉCIA - ROBYN


Os anos de ouro da Suécia na Eurovisão estão à vista de todos e nada melhor do que levar uma das artistas suecas mais talentosas de renome internacional para abrilhantar mais as participações do país. Robyn é uma cantora e compositora pop de 37 anos com um currículo invejável. Vencedora de um Grammy sueco e indicada ao Grammy internacional, a artista começou a sua carreira nos anos 90 e possui alguns grandes sucessos como "Show me Love" e "Do You Know (What it Takes)", tendo ainda ajudado na composição de uma canção para o Melodifestivalen de 1997. Atualmente, as suas músicas caracterizam-se por terem batidas fortes e eletrónicas. O seu último trabalho, a trilogia "Body Talk", foi um sucesso nas plataformas digitais. A Suécia domina a Eurovisão e seria ótimo ver uma artista tão irreverente em palco a dar seguimento ao sucesso sueco.




SUÍÇA - STEFANIE HEINZMANN


Apesar de se ter popularizado ao vencer um concurso na Alemanha e ter conseguido assim o sucesso que hoje tem, Stefanie é na realidade uma cantora suíça, o que pode parecer difícil de acreditar porque como assim a Suíça tem uma cantora desta qualidade e nunca fez nada com ela. É verdade, o país que já se começa a habituar ao último lugar na semifinal tem na sua lista de opções Stefanie Heinzmann, uma cantora com uma voz poderosíssima, um visual completamente irreverente e uma veia pop/soul absolutamente fantástica. Um mau lugar era impossível - a menos que estivesse tudo surdo - já que esta rapariga tem a bagagem completa para conseguir trazer finalmente bons resultados para a Suíça. Portanto, caros suíços, façam lá o favor de deixar o cómodo último lugar e escolham alguém que vai lá partir aquilo tudo e mostrar de que é que a boa música é feita.




TURQUIA - MURAT BOZ


Como se sabe, ainda não vai ser desta que veremos a Turquia novamente a pisar o palco da Eurovisão, o que deixa o festival muito mais pobre culturalmente. E porquê? Porque se há país que mistura elementos da música moderna com sonoridades culturais de uma forma surpreendente é a Turquia. Um país que raramente falha no festival e que contribui de forma decisiva para uma maior diversidade musical. Um dos grandes nomes na música pop turca, Murat Boz, poderia perfeitamente proporcionar um regresso explosivo, com as suas canções pop dançantes, misturadas com sonoridades turcas. Murazt Boz já colaborou com a Shakira e participou no The Voice turco. Foi apostando na sua formação musical ao longo do seu crescimento, tendo estudado jazz. A sua carreira explodiu no país em 2006, com o lançamento do seu primeiro single “Maximum”, que estrou na primeira posição na Billboard turca. O seu primeiro álbum, com o mesmo nome do single de estreia, foi um enorme sucesso no país. O seu último trabalho discográfico, “Janti” é também um sucesso e o primeiro single deste álbum, com o mesmo nome, conta com mais de 70 milhões de visualizações. Sem dúvida, um cantor a ter em conta aquando do regresso da Turquia.



UCRÂNIA - ANI LORAK


Dispensa apresentações, certo? Oito anos após "Shady Lady" ser interpretada na Sérvia, Ani Lorak continua a ser uma das maiores divas de sempre a participar na Eurovisão, e, para muitos, uma das mais injustiçadas, visto que perdeu o troféu para Dima Bilan. Quem acompanha o trabalho da artista sabe que, nem todo, mas a maior parte do seu trabalho mais recente são baladas românticas, mas digamos que isso é um desperdício para quem já fez uma performance tão icónica como a de "Shady Lady", e é por isso que amávamos que a cantora voltasse ao festival, onde demonstrasse a sua evolução, com um tema dance mais maduro. "Зажигай сердце" é um excelente exemplo daquilo que a cantora poderia fazer, que certamente não deixaria ninguém indiferente. Uma coisa é certa: muito poucos têm este talento, de conseguir conciliar tão bem o controlo vocal com uma coreografia bastante arrojada e desafiante. Ani Lorak, mais do que uma diva, um termo que tem sido tão banalizado, é uma estrela. Uma autêntica máquina. E se há regressos que desejamos mesmo, este é um deles!


Veja o recap de todas as músicas e vote AQUI.



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26/11/2016

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