[Entrevista a Martina Bárta] "Sinto que a responsabilidade me motiva imenso"


VERSÃO EM PORTUGUÊS



Martina Bárta é uma música jazz que divide a sua vida entre Praga e Berlim. Fez parte da banda 4 To The Bar mas é mais conhecida na sua terra natal pelo papel no musical Robin Hood.


Como é que te descreves?

Martina Bárta (MB): Otimista, às vezes demasiado louca e distraída. Amante da vida, da minha família, amigos e da música. Frequentemente irritadiça e impaciente


És uma cantora jazz com um grande talento. Como é que sentes a tua participação num concourso com músicas perdominantemente pop? 

MB: Para mim, participar na Eurovisão é um grande desafio. O maior projeto musical em que alguma vez participei. Não encaro o facto de o meu foco principal ser o jazz como uma desvantagem.


A tua vida profissional é entre Praga e Berlim. Onde é que te sentes realmente em casa?

MB: Simplesmente tenho duas casas. Amo Praga e Berlim. As duas cidades são completamente diferentes e cada uma tem a sua energia muito inspiracional para mim.


O que te chamou a atenção na canção "My Turn"?

MB: "My Turn" é uma música com uma história particular. Tem uma alma. Não é exactamente algo típica, mas isso torna-a mais forte.


Então, qual é a história?

MB: Cada um de nós deve estar preparado para oferecer um ombro amigo. Em qualquer momento, em qualquer lugar a toda a gente. Devemos apreciar as pessoas que amamos e as pessoas que nos rodeiam. Nunca sabemos quando é que vamos precisar de ajuda.


Estás ansiosa por participar no concurso?

MB: Estou muito ansiosa para participar na Eurovisão. Estou a preparar-me intensivamente. Tenho aulas de canto regularmente, trabalho a minha aparência e o meu bem estar psicológico que também é importante. Estou muito orgulhosa por ter a oportunidade de representar a República Checa.





Os resultados da República Checa têm melhorado todos os anos. Que efeito é que estas expetativas têm em ti e qual é o teu objetivo pessoal?

MB: Sinto que a responsabilidade me motiva imenso. Além disso eu não estou sozinha nisto, há uma equipa inteira a apoiar-me. Claro, ficaria extremamente feliz se conseguisse chegar à final e alcançar o melhor resultado possível. Acho que temos algo para oferecer e estamos a fazer o máximo para nos prepararmos para isso.


Tendo em conta o tipo de música, o sucesso dependerá muito da qualidade vocal. Como é que te estás a preparar?

MB: Tenho aulas de canto regulares com a Hana Pecková que é a melhor professora de canto na República Checa para mim. Ela sabe muito bem como trabalhar com os seus alunos de maneira a que eles não tenham medo de participar neste tipo de concursos. “Si canta come si parla,” ou “canta da mesma forma que falas". Ela relembra-me disto muitas vezes e está certa. Cantar deve sair naturalmente da tua alma.


Um evento desta envergadura com grande interesse de jornalistas e fãs é um novo desafio para ti. Como é que te sentes neste papel?

MB: A primeira semana depois da minha nomeação foi muito agitada. Por sorte, tenho excelentes pessoas à minha volta que estão felizes em ajudar-me sempre que preciso. Não estou sozinha e isso acalma-me. Ao mesmo tempo, isso confirma a importância da mensagem da música "My Turn".


De que músicas dos outros países é que gostas?

MB: Gosto do cantor australiano. Principalmente da sua aparência.


Este ano a Eurovisão vai ser sediada em Kiev. Estás ansiosa por estar nessa cidade?

MB: Nunca estive na Ucrânica, mas ouvi dizer que Kiev é uma cidade bonita. Vou difinitivamente visitar um bom clube de jazz e gostava de conhecer a cultura tradicional ucraniana. Gosto de muito de viajar e estou muito ansiosa para esta estadia em Kiev com a delegação checa e de outros países e todos os eurofãs.


Oiça "My Turn":




ENGLISH VERSION




Martina Bárta is a jazz musician who is divides her life between Berlin and Prague. She was part of the band 4 To The Bar and is best known by in her home country by her role in the musical Robin Hood.


How would you describe yourself? 

Martina Bárta (MB): Optimistic, sometimes too crazy and absentminded. Loving life, my family, friends and music. Often unnecessarily choleric and impatient.


You are a jazz singer with a great talent. How do you perceive your participation in a contest of perdominantly pop songs?

MB: For me, participation in the Eurovision is a huge challenge. The biggest music project I have ever participated in. I don´t take the fact that my main focus was mainly on jazz music in the past as a disadvantage.


Your professional life is a straddled between Prague and Berlin. Where do you actually feel at home?

MB: I simply have two homes. I love Prague and Berlin. Both cities are completely di erent and each of them has its own, for me very inspirational, energy.


What was it about the song "My Turn" appealed to you?

MB: My turn is a song with a particular story. It has a soul. It is not exactly typical, but that makes it stronger.


So, what is the story?

MB: Every one of us should be ready to offer a helping hand. Anytime, anywhere and to anyone. We should appreciate our loved ones and the people we are surrounded by. You never know when you are going to need help yourself.


Are you looking foward to participating in the contest?

MB: I very much look forward to participating in the Eurovision. I am preparing intensively. I regularly attend vocal lessons, I work on my physical appearance, and psychological well-being is important as well. I am very proud that I will get to represent the Czech Republic.




The results of the Czech Republic get better every year. What effect do these expectations have on you and what is your personal goal?

MB: I feel the responsibility motivates me enormously. Plus I am not alone in this, a whole team of people supports me. Of course, I will be extremely happy if we manage to get to the finals and to achieve the best place possible. I think we do have something to o ffer and we are doing maximum to prepare for it.


Considering the type of the song, success largely depends on the quality of the singing. How are you preparing?

MB: I regularly attend singing lessons of Hana Pecková who is the best vocal trainer in the Czech Republic for me. She knows very well how to work with her students in order for them not to be afraid of participation in this type of contest. “Si canta come si parla,” or “sing the same way as you talk.” She often reminds me that, and she is right. Singing should come naturally out of your soul.


An event of this size with huge interest of journalists and fans is a new challenge for you. How do you feel in this role?

MB: The first week after my nomination was really hectic. Luckily, I have great people around me who are happy to help me in case I need it. I am not alone in this and that calms me down. And at the same time, it confirms the importance of the message of the song My Turn.


Which songs of the other countries do you like?

MB: I like the Australian singer. Mainly his appearance.


This year the Eurovision will be held in the Ukrainian city of Kyiv. Are you looking foward to this city?

MB: I have never been to Ukraine, but I have heard Kyiv is a nice city. I will definitely visit a nice jazz club, and I would like to get to know the traditional Ukrainian culture. I like travelling, in general, very much and I´m really looking forward to the stay in Kyiv with the Czech crew, delegations from other countries and all the fans of Eurovision.


Listen to "My Turn":


Nota: esta entrevista não foi realizada pela equipa do Crónicas de Eurofestivais; resulta, então, de um documento enviado pela delegação checa com uma entrevista feita a Martina Bárta. O Crónicas de Eurofestivais tem o direito de a publicar.

Imagens: Cezka Televize/Vídeos: Eurovision Song Contest

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