ESC 2017: emissora ucraniana pede respeito pela soberania do país à EBU


O conselho da emissora nacional ucraniana, UA:PBC, respondeu à carta enviada por Ingrid Deltenre, diretora geral da EBU, pedindo respeito pelas leis nacionais.

A emissora revelou, a resposta à carta enviada pela diretora da EBU ao primeiro ministro da Ucrânia sobre a proibição imposta a Julia Samoylova, cantora escolhida pela Rússia mas que se encontra proibida de entrar em solo ucraniano depois de uma visita ilegal à Crimeia, não aprovada pela governo da Ucrânia.

A carta enviada é composta por cinco pontos, onde a UA:PBC pede à União Europeia de Radiodifusão (EBU), que respeite a "soberania da Ucrânia" e que não utilize o certame como um método de "manipulação política".

Leia, de seguida, o conteúdo da carta:

"1. A Ucrânia é um membro a longo prazo da União Europeia de Radiodifusão, cumpridor das leis da associação e membro ativo do Festival Eurovisão. Por duas vezes os cantores do nosso país venceram o concurso, recebendo a honra de realizar o mesmo em nossa casa. Também salientamos que todos os participantes ucranianos na Eurovisão sempre respeitaram as leis dos países de acolhimento.

2. Ao visitar a Crimeia sem o consentimento do governo ucraniano, Julia Samoylova violou a soberania e as leis da Ucrânia. Além da Rússia, nenhum outro país onde as emissoras nacionais pertencem à EBU/UER têm razão ao desafiar essa situação, visto que nenhum outro país reconhece a Crimeia como território da Rússia.

3. Partilhamos o mesmo sentimento negativo dos restantes membros da UER sobre o facto da «competição deste ano estar a ser usada no confronto entre a Federação Russa e a Ucrânia». No entanto, estamos surpresos com o uso de palavras como 'tristeza' pelos responsáveis da EBU/UER para o lado ucraniano... mas não para o russo. Isto contradiz as declarações de Ingrid Deltenre que defende que a competição deve ser apolítica, mas que permanece do lado da Rússia. Além disso, a exigência de cancelar a decisão do Serviço de Segurança da Ucrânia poderia ser considerada uma interferência nos assuntos internos da Ucrânia, algo muito além dos poderes da EBU ou dos objetivos da Eurovisão.

4. Enquanto membro da EBU/UER, a emissora partilha plenamente os valores fundamentais de uma Europa democrática, serviço público e radiodifusão pública. Mas a partir desses valores, a NTU não pode ignorar os interesses da sociedade ucraniana e da sua integridade territorial enquanto Estado. Por outro lado, as ameaças de punir a emissora são contrárias aos valores democráticos e à posição da EBU e da comunidade internacional na avaliação do confronto Rússia-Ucrânia.

5. Apelamos à Sra. Ingrid Deltenre e à União Europeia de Radiodifusão que respeitem a soberania da Ucrânia e não recorram à ferramenta europeia para a manipulação política de outros e que evitem fazer tais declarações. Além disso, agora e no futuro, apelamos que evitem fazer ameaças de excluir a Ucrânia do lote de participantes."

Fonte: escportugal/Imagem: eurofestivalnews

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