[Especial]: Polémicas e curiosidades sobre os representantes do ESC 2017



O Festival Eurovisão da Canção 2017 já se distingue das edições de anos anteriores por estar carregado de maiores conflitos políticos e de seleções nacionais duvidosas. No entanto, as polémicas não acabam aí e, os próprios representantes dos vários países, estão a ser a fonte de atenção de muitas headlines. Aqui estão algumas dessas histórias:


Jacques Houdek - Croácia 


Embora tenha tentado a sua sorte quando ainda havia seleção nacional croata em 2000, 2001, 2004, 2005, 2007 e 2011, apenas em 2017 Jacques Houdek conseguiu alcançar o palco da Eurovisão, sendo selecionado internamente. 

Em 2005, Houdek declarou numa entrevista à revista Tena: “A população gay e lésbica não podem ter igualdade perante os outros cidadãos porque isso significaria voltar a Sodoma e Gomorra”.  Sodoma e Gomorra são duas cidades mencionadas na Bíblia que terão sido destruídas por Deus, com fogo caído do céu, devido à prática de atos imorais, de acordo com as escrituras. Houdek prosseguiu adjetivando as uniões do mesmo sexo de “doentias”.

Por estas declarações, Houdek recebeu o título de “Homofóbico do Ano”, em 2006, atribuído pelo principal portal LGBT croata Gay.hr, e o cantor foi listado no documento de “figuras públicas que deram declarações homofóbicas” pela associação International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association (ILGA). 

Em 2011, Houdek foi nomeado para o título de “Homofóbico da Década” pela organização Zagreb Pride. O cantor respondeu a estas alegações na sua página do Facebook dizendo arrepender-se de ter sido nomeado para o título e que não tem nada contra qualquer tipo de amor.


Lucie Jones - Reino Unido 

 

Lucie Jones, representante do Reino Unido no ESC 2017, participou na temporada seis do The X Factor UK, em 2009.

Na quinta semana dos live shows, Lucie teve que defrontar duas caras que os eurofãs conhecem tão bem: Jedward. Sendo estes concorrentes os menos votados da noite, a decisão sobre quem passaria à final caberia ao júri. Louis Walsh e Dannii Minogue votaram em favor de Jedward, enquanto Cheryl Cole e Simon Cowell votaram em Lucie. Com um empate do júri, o televoto foi soberano e Lucie Jones foi eliminada. 

Logo após esta eliminação, ITV, a emissora oficial do The X Factor UK, recebeu mais de mil reclamações formais sobre a especulação que terá havido manipulação de votos a favor de Jedward.


Omar Naber - Eslovénia 

 

Em 2011, o cantor foi acusado de um crime de acordo com o artigo 181 do Código Penal, que declara: “Quem usar força ou ameaçar outra pessoa num ataque direto sobre à sua vida e corpo e obrigá-la a fazer ou sofrer qualquer ato sexual, será punido com prisão de seis meses a dez anos ".

Naber esteve em processos de alegações de uma estudante de 21 anos de que, na noite de 27 de outubro de 2005, o cantor terá tocado e assediado sexualmente a jovem, numa discoteca em Ljubljana. Naber terá aprisionado as mãos da estudante nas suas costas com a sua mão direita e terá tentado penetrar sexualmente a estudante com a sua mão esquerda. Em tentativas de se soltar do seu agressor, a estudante terá sido atingida do lado esquerdo da cara pelo punho de Naber. 

Durante todo o processo, Naber negou as acusações e afirmou que não ter tocado em nenhuma estudante do sexo feminino. O seu advogado insistiu que as alegações de assédio sexual não poderiam ser comprovadas e que o julgamento deveria ser apenas pelo delito de lesão corporal leve.

Segundo a imprensa eslovena, o tribunal concedeu, em 2011, sete meses de pena suspensa com liberdade condicional durante dois anos por um crime de violência e assédio sexual. 


Kasia Moś - Polónia 

 

Kasia Moś foi escolhida para representar a Polónia no Festival Eurovisão da Canção em Kiev com a sua canção “Flashlight”. 

Em outubro de 2016, Kasia pousou seminua para a capa da Playboy e participou numa sessão de fotografias em tons cinzentos. Nestas fotografias, a cantora aparece rodeada de cães que resgatou de abrigos de animais. 

A representante polaca aproveitou o convite da Playboy para se expor como uma ativista em prol dos direitos dos animais e acrescentou que a canção “Flashlight” foi inspirada na sua paixão pela luta destes direitos. Numa entrevista Kasia acrescentou: “Eu tenho cinco cães e dois gatos e não consigo acreditar que no século XXI ainda hajam cães acorrentados, pessoas que usam peles e caçadores de animais na Polónia- para mim, isto é horrível e repugnante”. 

Em Kiev, a canção polaca será dedicada a todos as pessoas e animais atormentados.


Tamara "Tako" Gachechiladze - Geórgia 


Tako já é uma cara conhecida dos Eurofãs mais atentos, uma vez que a cantora já teve a um passo de subir para o palco da Eurovisão. 

Acabados de sair de um conflito armado em 2008, considerado a primeira guerra europeia do século, a Geórgia e a Rússia encontravam-se num ambiente de grande tensão e a presença da Geórgia no certame em 2008 era questionada, uma vez que a Eurovisão decorreria na Rússia.

No entanto, um grupo chamado Stephane & 3G ganhou a seleção nacional na Geórgia e foi, consequentemente, escolhido para representar o país na Eurovisão. Tako e o resto da girlband apresentaram a canção “We Don’t Want To Put In”, que causou uma enorme controvérsia por ser vista como uma referência ao presidente russo, Vladimir Putin. 

A dez de Março, a European Broadcasting Union (EBU) declarou que a canção “We Don’t Want To Put In” não obedecia às regras impostas de que “nenhuma canção participante poderá ter letra, gestos ou discursos de natureza política” e que a Geórgia teria de reescrever a canção ou escolher outra aposta, no caso de querer participar no certame desse ano.

A delegação georgiana alegou que a pressão adveio da delegação russa e recusou-se a fazer qualquer alteração na canção. A onze de março, Tako e o resto de Stephane & 3G retiraram-se da competição.

Imagens: escunited.com, plejada.pl, rtvslo.si, marieclaire.co.uk e thesun.co.uk

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