ESC 2017: comentários às indumentárias da 1ª semifinal



Ainda que os bailarinos da canção sueca tenham feito um ensaio com fato e camisa branca, parece que decidiram mudar de ideias e voltar à indumentária que foi utilizada no Melodifestivalen. E quem não adora uma turtleneck em homens bonitos? Quanto a Robin, a cor do seu fato foi certamente pensada como forma de realçar os seus olhos, e a verdade é que o favorece imenso.



É engraçado quando as roupas que Tamara usou em todos os programas e festas pré-Eurovisão são melhores que o vestido escolhido para utilizar em palco. No início da atuação, a representante da Geórgia aparece com uma capa vermelha que combina muito bem com o cenário e com os efeitos visuais. Quando a capa sai, revela-se um vestido justo com transparências que, se lhe dessem uns patins, ela podia muito bem começar a fazer piruetas e isto estava transformado num campeonato de patinagem artística. Como se não bastasse isto, a parte inferior tem plumas. Plumas!



A questão que se coloca é: a qual familiar foi Isaiah pedir aquele casaco emprestado? Tio, avô? Não lhe favorece minimamente, pesa imenso, dá-lhe o dobro da idade. É certo que, com a wind machine, funciona bem, mas quando o cantor está estático e sem levar com o vento... não. Era cortar uns 10 centímetros e melhorava exponencialmente! E passar a ferro, já agora.



Lindita é daquelas pessoas que ou tem um tremendo mau gosto ou está a receber dinheiro pelas costas para usar apenas roupas abomináveis. Quando "Böte" foi escolhida, a albanesa utilizava um catsuit cheio de brilho que lhe acertava lindamente. A partir daí, foi sempre a piorar até chegar à Eurovisão e usar um vestido branco menos opaco nos braços e da cintura para baixo, com uma espécie de coroa de flores a simular uma gola de palhaço. Os apliques em prateado não se percebe. Porque é que fazes isto contigo mesma, Lindita? 



No ensaio geral da primeira semifinal, Blanche optou por trocar o tão criticado vestido de noiva que utilizou no último ensaio por um vestido preto até aos pés, o que acabou por transformar toda a atmosfera da atuação. Tudo começou a fazer mais sentido, o preto combina muito mais com o cenário e com o espetáculo de luzes que temos em palco. Ainda que imaginássemos algo a resultar melhor na performance de "City Lights" - um macacão bem sóbrio, por exemplo -, não está nada mal.



Slavko tem uma das indumentárias mais polémicas do ano, certamente a mais marcante também. A sua trança é a sua imagem de marca e mesmo que atrapalhe aquilo que poderia ser uma grande atuação, ninguém se irá esquecer dela. A camisola semi-transparente combina na perfeição com ele. Por outro lado, as calças têm algo que faz com que Slavko pareça ainda mais baixo. O manto azul resultou bem no videoclip, mas não sabemos se irá resultar da mesma forma ao vivo.



Também não há novidades por parte da Finlândia. O vestido da vocalista dos Norma John manteve-se e isso é perfeitamente normal, pois quando tudo está a resultar bem não se deve inventar mais nada. É um vestido preto, em que a parte superior é em renda, com gola alta. Combina com a melancolia que a canção transmite e com todo cenário.



O Azerbaijão proporciona a todos nós a atuação mais estranha desta semifinal e a indumentária de Dihaj, coro e dark horse não podiam estar mais em sintonia. Para além de querermos aquela máscara para decorar a mesa de cabeceira, toda a indumentária de Dihaj é fantástica. moderna e devia ser enviada para nós em jeito de patrocínio. Pelo que conhecemos da cantora em entrevistas, podemos ver que tanto o que ela tem vestido como o seu coro tem tudo a ver com a sua personalidade e postura.



Quando soubemos que Salvador Sobral iria estar de preto da cabeça aos pés não conseguimos evitar torcer o nariz. A canção não é nada pesada, o cenário é um pouco escuro, porquê o preto? Eis que funcionou muito bem. As cores do fato utilizado no Festival da Canção seriam só mais uma distração para o que realmente importa: a música, a sua magia e interpretação transcendente de Salvador. O pormenor no bolso do casaco deu aquele toque especial, e afinal de contas nem um fato sóbrio faz com que Salvador perca aquela postura despreocupada e serena.



Demy optou por um vestido com brilhantes e com uma enorme racha na perna. É sem dúvida uma aposta arriscada por parte da cantora mas que combina com a atuação e com a música que transmite um sentimento de festa e que cai perfeitamente bem na cantora.



 Kasia Mós poderia usar um saco do lixo e ainda assim ser a mulher a mulher mais bonita e elegante da Eurovisão este ano. Apesar de ficar lindissima, talvez tivesse sido melhor optar por uma indumentária mais escura, devido à canção ser profunda e ligeiramente mais dark, sem dúvida que pede por algo mais elaborado.



O que há de errado com a roupa dos Sunstroke Project? Absolutamente nada. Embora a escolha pareça completamente errada, tem tudo a ver com a música.  Os “noivos” arrasam completamente em palco, juntamente com as backvocals, também vestidas de noiva, resultando numa atuação engraçada mas com conteúdo.



Se há roupa que irá lutar pelo Barbara Dex, será a da Islândia. Ainda tivemos esperança quando vimos o primeiro ensaio, mas tudo foi pelo cano abaixo no segundo. É impossível levar Svala a sério naqueles sapatos, que tanto arruínam a atmosfera, quando os usa, a cantora até parece ganhar uma postura de rapper, que nada tem a ver com a canção. É um exemplo clássico de como algo tão pequeno pode estragar por completo uma atuação.



Como é possível alguém ficar tão bem no que quase parece um saco de lixo acobreado? Não sabemos, mas que resultou com Martina Bárta, resultou. Sendo que a sua atuação é super simples, um palco com luz baixas e a cantora sozinha em palco, este brilho acabou por ficar muito bem.



Hovig optou por uma indumentária escura e simples, apenas com uns pormenores no casaco. A simplicidade pela que o cantor optou, foi a melhor escolha, devido aos efeitos em palco, não convém chamar muito a atenção para si, o que é o ideal.



Conseguem nomear uma roupa mais poderosa do que a de Artsvik? Nós não conseguimos. É sem dúvida das melhores indumentárias este ano e nada diz mais do que uma mulher poderosíssima do que aquelas calças pretas largas, e a camisola completamente detalhada. A atuação fica ainda mais forte com o complemento das bailarinas, também vestidas de escuro, e é sempre agradável quando conseguem fazer isso.



O que dizer sobre isto? Já na música, o Omar ficou preso ao início dos anos 2000, e em relação ao fato, anda lá perto também. O porquê de ter vestido brilhantes de cima a baixo é algo que nos ultrapassa, mas também dificilmente o cantor ficaria bem com outra coisa, visto que é difícil ficar bem a cantar a sua música.



O prémio para a originalidade vai para a Agnese, dos Triana Park, está uma diva autêntica. Todo o visual é sem dúvida um excelente complemento à música que já por si cheira a diversidade. Desde o bodysuit, ao cabelo, à maquilhagem, tudo resultou… À exceção daquelas botas, que temos de salientar que nada favorecem. Fora isso, não podiam ter escolhido melhor.

Imagens: Eurovision.tv







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