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Porque é que o David Fonseca deveria ir ao Festival da Canção

por novembro 14, 2018

Caro David,

Vou tratar-te por tu que é uma coisa que geralmente não faço com as pessoas que mais admiro mas que, por isto ser escrito, me facilita ligeiramente o trabalho. Quero que saibas que és uma pessoa que me enerva. Nada de estranho até aqui porque a maioria das pessoas tem esse dom. A diferença entre ti e as outras pessoas é óbvia e está à vista de todos. Há pessoas, como eu, que nasceram sem qualquer tipo de talento e outras há, como tu, que têm o talento todo. Se Deus fosse justo como os cristãos proclamam, o talento seria distribuído por todos de igual forma e tu não eras diferente, eras só mais do mesmo.

Há uns anos, depois de lançares o surpreendente "Futuro Eu" (que para mim é o teu melhor trabalho), andaste pelo país de caravana a cantar para nós e a oferecer-nos CDs. Foi quando olhei com atenção para esse CD que me apercebi que eras muito mais que um compositor e cantor. És uma espécie de André Almeida no Benfica mas em bom (high 5 virtual para quem percebeu a referência). Voz principal, coros, instrumentos, composição e, como isto não chega, ainda tratas da parte criativa dos álbuns e vídeos (que, diga-se de passagem, são brilhantes).


Confesso que era aquela pessoa que conhecia apenas os teus hits até que te vi ao vivo. Foi um espetáculo que me abriu os olhos (e os ouvidos acima de tudo). É difícil definir o teu estilo musical e é isso que mais gosto em ti. Ao longo dos anos soubeste reinventar-te sem nunca perderes a tua essência e é muito raro encontrar alguém assim, da mesma forma que é difícil encontrar alguém com um timbre tão distinto.

Pensava eu que depois do "Seasons" não havia maneira de me surpreenderes e eis que aparece um álbum em português. A fasquia ficou tão lá em cima que eu fui ouvir "Radio Gemini" um pouco a medo mas ... que maravilha. Esta espécie de emissão de rádio meio esquizofrénica de uma hora distingue-se das demais emissões de rádio por ter uma coisa que as restantes não têm: música de qualidade. Conheço pessoas que não gostam da tua voz (todos têm os seus defeitos) e adoraram "Oh My Heart".


Bem sei que estás farto de dizer que não queres participar no Festival da Canção e é o meu maior desgosto enquanto eurofã. Eu percebo o teu ponto de vista: o FC não é nenhum Sanremo e tu não precisas deste género de competições para nada. No ESC é difícil prever o que aconteceria: ou as pessoas sabiam reconhecer talento (e a experiência diz-me que isso não acontece frequentemente), ou ias acabar no final da tabela com a mais irreverente participação portuguesa de sempre. Qualquer um dos dois resultados me deixaria orgulhosa porque sei que seriamos bem representados. 

Como sou uma pessoa esperançosa, estou a escrever este texto. Na minha cabeça há uma probabilidade mínima de estares neste momento no conforto da tua casa, por onde eu certamente já passei visto sermos ambos da zona de Leiria, a ler isto e pensar: "ah, espera lá, se uma rapariga de Leiria de um site dedicado à Eurovisão está a pedir, vou com certeza reconsiderar a minha decisão". Não sou exigente, tanto me faz se a música é em inglês ou português, se é balada, mais pop ou mais rock. Só quero que seja boa. Pode ser?  

Ficava nisto o resto do dia mas tenho de ir até ao Coliseu. Até já!

Imagem: Blitz/Vídeos: DavidFonsecaVEVO

Croácia: final nacional a 16 de fevereiro

por novembro 14, 2018

A Croatian Radiotelevision (HRT), emissora nacional croata, já decidiu qual a data do Dora, a final nacional para a Eurovisão 2019.

De acordo com a imprensa croata, 16 de fevereiro é a data escolhida para a final nacional croata que está de regresso. Contudo, a cidade que irá acolher o Dora ainda não foi confirmada sendo que há duas fortes candidatas: Opatija, que sediou a primeira edição da competição, ou Zagreb, a capital do país. Pode ver todas as datas de finais nacional aqui.

A Croácia estreou-se como país independente no Festival Eurovisão da Canção em 1993 e o seu melhor resultado é uns dois quartos lugares: em 1996, com Maja Blagdan e a canção "Sveta ljubav", e em 1999, com Doris Dragović e a canção "Marija Magdalena". Em 2018, o país foi representado por Franka e a canção "Crazy", alcançando o 17.º lugar na primeira semifinal com um total de 63 pontos.

Reveja "Crazy":


Fonte/Imagem: eurovoix/Vídeo: eurovision song contest

Lituânia: cancelada a Eurovision After Party

por novembro 13, 2018

Numa publicação no Facebook, Ieva Zasimauskaite anunciou que a Eurovision After Party, que se realizaria no próximo mês na Lituânia, foi cancelada. 

Através da sua página na rede social Facebook, Ieva transmitiu que o evento que sonhava organizar desde o fim do Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2018, foi cancelado por motivos que não foram especificados. 

"Aparentemente, sou demasiado jovem para organizar eventos quando não tenho experiência com isso, mas ficarei grata a todas as pessoas que contribuíram de maneira tão bela e de boa vontade com esse meu sonho, que continuará sendo apenas um sonho."

Entre os confirmados para este espectáculo estavam Cesár Sampson (Áustria), Laura Rizzotto (Letónia), Ryan O’shaughnessy (Irlanda) e Elina Nechayeva (Estónia), todos representantes dos seus países na edição deste ano do ESC.

Recorde a atuação de Ieva:


A Lituânia participa no Festival Eurovisão da Canção desde o ano de 1994, tendo apenas conseguido até agora um sexto lugar, como melhor classificação, na edição de 2006, e sendo por isso, o único país báltico que ainda não ganhou nenhuma edição do concurso europeu. Em 2018, na cidade de Lisboa, a Lituânia foi representada por Ieva Zasimauskaité, com a canção “When we’re old”, tendo conseguido alcançar o 12.º lugar na Grande Final, com 181 pontos.

Fonte: eurovoix.com/Imagem e Vídeo: eurovision.tv/

Porque é que os Karetus deveriam ir ao Festival da Canção

por novembro 13, 2018

Música eletrónica no Festival da Canção? Falemos desse universo paralelo. 

O Festival da Canção peca por muitos aspetos, sejam eles conceptuais, organizacionais ou, simplesmente, a escolha de escrever a votação do televoto com papel e caneta. 

O aspeto que é o mais subtil e mais prejudicial é a aposta forçada em “simplicidade” anos após anos. Criou-se a ideia que o Festival da Canção é um festival em que quanto menos complexidade as canções tiverem, melhor. Tudo começa nos convites da RTP a autores que já têm “simplicidade” como fundamento inerente à sua música, mas quando um convite ao Diogo Piçarra, o artista pop mais conceituado do país, se transforma numa balada do mais simplista possível, aí sabemos que temos um problema.

A solução? FácilConvidem artistas que sejam reconhecidos pelas suas produções excecionais porque na produção é que está a dupla de Aces. 

Aqui entra o trio Karetus. 

O nome português com mais méritos na vertente eletrónica. Um trio de DJs e Produtores reconhecidos pelo seu remix de “Bella Ciao”, pela sua colaboração com Bárbara Madeira em “One Nation”, com Wet Bed Gang em “Maluco”,  com Diogo Piçarra em “Wall of Love”, com Agir em “Castles In The Sand” e a sua lista de hits nacionais é infindável. 


Não sendo um país que aprecia música eletrónica como a Letónia ou a Noruega, Portugal tem deixado incrementalmente artistas de música eletrónica entrarem nos charts e nas rádios, um sinal de que na última década a linha entre “mainstream” e música eletrónica tornou-se inexistente. 

O trio Karetus poderia trazer ao festival algo que o festival nunca teve: canções com produção moderna. Chega de violinos e guitarras clássicas. Queremos mostrar à Europa que Portugal tem artistas em todos os géneros musicais, não só no género “Melancolia-Lusitana-Escrita-Como-Se-Estivéssemos-Em-1980-Apenas-Acompanhada-Com-Guitarras-E-De-Repente-Ouve-se-A-Porra-De-Um-Violino”.   

Em português? Em inglês? Mandarim? Pouco importa. Que seja uma canção com todos os planos sensoriais. Que seja uma canção com um potencial visual forte e com uma afinidade ao público de toda a Europa. 

Não atravessaríamos uma crise de identidade por sermos representados por artistas que não são obcecados por guitarras portuguesas e pastéis de nata. Neste momento, não há nada que represente melhor a nova geração de portugueses do que “One Nation”.


Quanto ao artista que os Karetus poderiam convidar para interpretar a sua canção, a resposta instintiva é a Bárbara Bandeira. Uma artista pop jovem que arrecada milhões de visualizações, milhões de seguidores e milhões de streams por tudo o que é sítio. Não é uma voz de tirar o fôlego, mas a energia de sangue novo e a confiança de uma diva é algo que poderia ressuscitar um festival que já cheira a morto. Mofo! Perdão, eu queria dizer “mofo”. 

Porque é que Tiago Nacarato deveria ir ao Festival da Canção

por novembro 12, 2018

O cantor luso-brasileiro pode trazer um pouco do sangue quente dos nossos irmãos e aquecer os corações de todos os que assistem ao Festival da Canção.

Tiago Nacarato entrou de rompante pelas televisões de Portugal inteiro, como uma seta a trespassar os corações dos portugueses através do The Voice Portugal 2017. Sentado num banco, de violão, a cantar "Onde Anda Você", de Vinícius de Moraes, com uma simplicidade tal que prendeu toda a gente e que se tornou viral pela internet e pelo mundo. Foram necessários apenas alguns segundos para que os quatro mentores ficassem convencidos da sua qualidade.

O cantor portuense e luso-brasileiro, revelou em entrevistas que pretendia "lançar um disco e chegar às pessoas devagarinho", mas todo o boom que se gerou em volta da sua atuação no The Voice trouxe-lhe notoriedade quase imediatamente e que se manteve após o programa, mesmo não tendo vencido.

Apaixonado pela música brasileira, vagueia pelos sons de samba e bossa-nova, inspirado pelo pai, também músico. Faz parte da banda "Bamba Social", que revisita e recria temas clássicos brasileiros e faz carreira a solo, sendo seguido por milhares de pessoas que enchem as casas onde atua, fazendo grande sucesso.

Tiago Nacarato - Onde Anda Você



Então e porque é que Tiago Nacarato deveria participar no Festival da Canção?

Sabemos que os fãs (e não só) do Festival da Canção estão fartos de canções lentas e simples, que tentam reproduzir aquele efeito Salvador Sobral, e que o tornam num festival monótono, mas é precisamente e principalmente pela sua simplicidade presente nas suas atuações e pela alegria que as suas canções transmitem que sugerimos Tiago Nacarato para participar.

O cantor não precisa de muito para nos fazer sentir atraídos pela canção que canta. Sozinho, inspirado por mestres da música brasileira como Caetano Veloso e João Gilberto, com a sua voz e o seu violão, adicionando uma pitada do bossa-nova que lhe corre nas veias, consegue transformar e dar uma roupagem totalmente nova a qualquer tema, trazendo aquela brisa fresca que corre pelo típico verão quente que é o festival e agradando ao ouvido de toda a gente.

Estando ainda no começo da sua carreira, mas já fazendo sucesso em Portugal com a sua nova e excelente canção "A Dança" (que é uma não poder ir ao FC), este artista seria ideal para fazer parte do grande espetáculo da música portuguesa, tendo a oportunidade de se projetar a si e à sua música de raízes brasileiras no panorama europeu e mundial, ao mesmo tempo que poderia trazer mais um bom resultado ao nosso país.

Tiago Nacarato - A Dança



Imagem: Facebook Tiago Nacarato Vídeos: Youtube

Croácia: HRT vai permitir canções em inglês no Dora 2019

por novembro 12, 2018

A emissora da Croácia, Croatian Radiotelevision (HRT), revelou mais detalhes sobre o Dora 2019, seleção do país para eleger o seu representante no Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2019.

A emissora estatal da Croácia, Croatian Radiotelevision (HRT), revelou que mais detalhes sobre o Dora 2019programa que vai servir para eleger o representante do país no Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2019. A HRT vai permitir canções em inglês, francês, italiano e croata. Isto é uma adição às regras previamente anunciadas que permitem que compositores estrangeiros se candidatem à competição.

Para além disso, as canções do programa devem estar em um formato completo quando forem enviadas à emissora, ou seja, canções em formato demo serão descartadas.

De acordo com a imprensa croata, a HRT está a trabalhar com a Opatija para sediar a edição de 2019, sendo que esta irá decorrer em três noites: na primeira serão apresentadas Chansons e Optaija Serenades com Orquestra Sinfnica; na segunda noite serão apresentados clássicos do Dora; na terceira noite são apresentadas as canções em competição para representar o país no ESC 2019.

A Croácia estreou-se como país independente no Festival Eurovisão da Canção em 1993 e o seu melhor resultado é uns dois quartos lugares: em 1996, com Maja Blagdan e a canção "Sveta ljubav", e em 1999, com Doris Dragović e a canção "Marija Magdalena". Em 2018, o país foi representado por Franka e a canção "Crazy", alcançando o 17.º lugar na primeira semifinal com um total de 63 pontos.

Reveja "Crazy":


Fonte e Imagem: Eurovoix/Vídeo: Eurovision.tv
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