ESC 2015: comentários às indumentárias da primeira semifinal





Das indumentárias com maior falta de gosto - na minha opinião. Parece que, por momentos, estou a entrar num bar de diversão noturna para maiores de 18 anos, em pleno palco eurovisivo. O cabedal dos calções, os óculos de sol, o tipo de coreografia, só me leva a crer que estes senhores enganaram-se (de todo!) no sitio onde estão. 



A Arménia, este ano, aposta numa indumentária bastante neutra e que joga pelo seguro. Os tons negros, as capas e os vestidos compridos, conferem um toque de requinte e uma presença em palco bastante demarcada e chamativa. Penso que, na totalidade, foi criada uma harmonia  muito boa entre o cenário e as vestes de quem interpreta o tema arménio. Ao mesmo tempo, apesar dos vestidos serem longos, não impossibilitam os movimentos, nem a trajetória em palco.



Mas o que vem a ser isto? Se já não me agradava o tema levado pela Holanda, a indumentária ainda veio degradar mais a interpretação. Um vestido preto, que faz a intérprete parecer mais gorda, e que não se coaduna com a alegria transmitida e que se quer sentida pelos fãs eurovisivos. Além do mais, não cria impacto em palco, nem deixa qualquer tipo de boa lembrança. Um ponto fraco para Holanda.



A indumentária da Bélgica é das minhas favoritas. Um corte moderno e simplista nos coros, onde se aposta, apenas, numa cor - que se destaca muito bem em palco. A força visual conferida pelas vestes, é sem qualquer dúvida, muito bem pensada e arquitetada. Quanto ao próprio vocalista, conjuga-se na perfeição e adquire uma personalidade bastante própria. Gosto!



Este é um dos casos que me custa, um tanto ou quanto, comentar. Parece que estou em plena concentração motard, em que os coletes se enchem de emblemas e as cores escuras misturam-se com as gangas - criando uma imagem mais descontraída e que não é (em nada!) valorizada no certame.  



A Grécia pauta-se pelo requinte e pelo bom gosto. A força do tema aliada à indumentária escolhida, forma um momento mágico e bastante aprazível, ao olhar de quem acompanha o Festival. A aposta vai para um vestido longo, de cor dourada e preta, que salienta as formas do corpo da própria artista. Como ponto fraco, aponta-se o problema de mobilidade que se vê afetado.  



A Estónia, com toda a legitimidade, aposta num visual bastante discreto e intimista. Penso que a roupa não mereceu grande preocupação, a indumentária apresentada é simples e compra-se em qualquer loja existente num shopping - e com preços acessíveis. Por um lado gosto bastante do look, visto que não é muito exagerado, mas não sei até que certo ponto, não sairão prejudicados. A Eurovisão é a festa da voz, da cor e de cor isto não tem nada. 



Misturada! Isto é uma misturada tremenda que me causa cegueira precoce e compulsiva. Não consigo entender qual foi a ideia mas que resulta mal, isso resulta. Não gosto, não entendo e acho de um mau gosto extremo toda a conjugação de cores e o próprio vestido da intérprete que fica ali condicionada e nem se mexe em palco. Parece que a Sérvia quer disputar o pódio da maior falta de gosto com a Moldávia - e arrisca-se a conseguir.



Não entendo a escolha da Macedónia, Antes de ver a interpretação em palco, esperava mais e idealizava outra indumentária e outra forma de apresentação. Parece que estou a ver um filme de ficção científica que em nada tem a ver com o tema e com a mensagem que pretendem transmitir. Não sei o que tecer acerca de tudo, porque tudo é tão mau, que me impossibilita qualquer expressão. Apenas, destaco como ponto forte, o casaco do intérprete e mesmo esse, esse não é um ponto positivo marcante.



Associo muito a indumentária ao tema, apesar da letra ser bastante boa, tudo o resto é morno e acabará no esquecimento. Os vestidos longos, as posições estáticas, levam a que apenas o rosto e o olhar sejam destacados. Quanto à conjunção entre a indumentária e o cenário, nada tenho a apontar visto que se conjugam bem e formam algo esteticamente coerente. Na minha opinião, é algo normal.



Gosto da Bielorrússia. Gosto e ponto final. A indumentária é muito boa, o vestido dela é bastante vistoso e ao mesmo tempo confere uma subtileza bastante grande à interpretação. Ele, ao contrário, aposta em algo mais forte, algo que demarca a sua presença e que afirma uma posição preponderante. A conjugação dos dois é muito boa e complementar - o que leva a que nos percamos na sincronia da indumentária e dos corpos: de ambos.  



Sinceramente gosto da Rússia, não consigo desgostar do vestido longo e dos efeitos que nele vão sendo criados - aquando do decorrer da atuação. A indumentária escolhida remete para um mundo mais fantasiado, para uma mensagem mais alegre e mais positiva da vida. Penso que a sinergia criada e a harmonia são exemplares, o vestido de cor branca destaca-se muito bem e a presença torna-se mais demarcada. Quando ao ponto negativo, é mesmo a mobilidade, que se vê nula. 



Esperava tanto mais da Albânia. Um tema tão bom de ser ouvido, que desperta alegria e um cenário escuro, uma indumentária escura e uma forma tão estática de estar em palco. Penso que a Elhaida merecia algo mais colorido, um vestido que lhe assentasse melhor no corpo e que lhe conferisse um maior destaque. 



Os dinamarqueses preservam a mesma indumentária que apresentaram já na final do seu país. Roupas em tons de cinza e branco, adotando um estilo clássico e um tanto ou quanto monótono - em palco. Julgo que uma mudança seria benéfica para eles, visto que quando olho para a atuação, só me chama a atenção o vermelho dos vestidos dos coros e pouco mais que isso. Se o tema prima pela sonoridade alegre, penso que muitas coisas tinham de ser reformuladas - começando pela indumentária.



A indumentária romena passa, como em tantos outros casos, pelos tons negros e discretos. O intérprete, apresenta umas calças de fato clássicas, uma camisa simples de cor preta e um colete que faz com que o visual se complemente da melhor forma. No geral este conjunto cria um toque discreto e refinado ao artista - que se vê salvaguardado e ao mesmo tempo neutro aos comentários menos positivos. Destaco também, que a indumentária adapta-se ao cenário sem qualquer crítica.



A melhor indumentária da primeira semifinal! A Geórgia apresenta um visual negro que se coaduna na perfeição, com o tema e com a intérprete. As penas nos ombros, os calções, as botas cima do joelho e a própria maquilhagem, fazem despertar a atenção até daqueles mais distraídos. Para a interpretação o visual não poderia ser melhor escolhido, possibilita muito bem os movimentos e demarca o corpo da georgiana, de forma irrepreensível.  

Melhor indumentária da primeira semifinal: Geórgia
Pior indumentária da segunda semifinal: Sérvia

Imagens: Eurovision.tv
18/05/2015

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