[ESPECIAL]: os nossos ídolos eurovisivos


Mais do que um concurso, a Eurovisão também é uma forma de passarmos a conhecer novos artistas de quem provavelmente nunca ouviríamos falar. Nós, como qualquer eurofã, também ouvimos as discografias de vários artistas, mas há sempre aquele de que somos super fãs. Aquele que lança uma música nova que nós deixamos em repeat durante uma semana inteira. São esses artistas de quem vamos falar hoje e, quem sabe, convencer-vos a ouvir mais deles.

CHARLOTTE PERRELLI (SUÉCIA 1999 E 2008)
André Sousa



Quando me recordo da Eurovisão, o momento mais marcante para mim foi a participação da diva Charlotte Perrelli. “Hero”, além de ser uma música extremamente cativante, teve uma prestação em palco muito competente. Charlotte mostrou todo o seu talento em palco, e ainda hoje vivo com emoção esses 3 minutos que aconteceram na Eurovisão 2008. Além disso, foi o suficiente para conhecer mais da sua carreira e do seu reportório, que me agradou desde logo. A Charlotte é das melhores cantoras e performers da Suécia, e sabe muito bem como cativar um fã eurovisivo. Aliás, o seu papel de diva não faz com que perca a sua humildade, e não tem medo de mostrar o que realmente sente.





HELENA PAPARIZOU (GRÉCIA 2001 E 2005) 
Jessica Mendes




Há muitos anos que me lembro de ver a Eurovisão e, curiosamente, 2005 é o único ano deste século em que não vi. Assim sendo, a minha descoberta da Helena Paparizou foi diferente das minhas descobertas de hoje em dia. Corria o ano de 2008 quando uma pesquisa no youtube me leva à vitória grega de 2005. Adorei aquilo. Era um vício. Claro que agora sei que é das piores músicas dela (apesar de achar a vitória mais que justa por toda a performance). Ora isto foi há oito anos e os meus conhecimentos para fazer download de músicas do youtube era nenhum. Assim sendo, acabei a fazer download de todo o CD que continha a canção eurovisiva. Demorei meses até decidir ouvi-lo todo. Depressa comecei a ouvir os outros álbuns dela e dos Antique e a reconhecer músicas como "Opa Opa", "Why" ou "Heroes". Acho que me tornei verdadeiramente fã com o álbum "Vrisko To Logo Na Zo". Por muito estranho que as músicas me soassem, aquele toque mais rock era a minha cara. Até hoje, esse e o álbum seguinte "Giro Apo T'Oneiro", continuam os meu preferidos. E mesmo reconhecendo algumas músicas menos boas (todos os artistas as têm), oiço-as todas e sei as letras todas (mesmo no meu grego "manhoso"). E como boa fã, não há nada que eu não saiba sobre a minha artista preferida.

Nem esta foto nem o vídeo foram escolhidos ao acaso. O vídeo é da minha canção preferida. "Girna Me Sto Xtes", além de ser uma balada incrível, tem uma letra lindíssima (que fala sobre a morte do pai dela) e só pode ser cantada por alguém com uma extensão vocal enorme (que ela não mostrou na Eurovisão). A foto é de um quadro que lhe foi oferecido neste aniversário por fãs de vários países que assinaram os seus nomes. Um desses países é Portugal, representado, está claro, pelo meu nome. Claro que vê-la a apontar para o meu nome foi o ponto alto da minha vida de eurofã. A partir daqui é sempre a descer.

5 músicas preferidas:





LENA (ALEMANHA 2010 E 2011)
Elizabete Cruz




Corria o ano de 2010 quando na Eurovisão conhecemos essa jovem imitadora de macacos com vontade de ir à casa de banho chamada Lena. E desse momento eu só consigo recordar como odiei: odiei a música e odiei a cantora. Tendo um ano de diferença em relação a ela, naquele momento, senti-me demasiado adulta quando me comparava àquilo que via. Os anos foram passando e o “ódio” não foi mudando, até que um amigo achou que era engraçado pôr-me a ouvir a “Satellite” quase em loop. Acabei por gostar daquilo, porque aquela música é basicamente uma praga que entra na cabeça e não sai. E mesmo que negasse que gostava daquilo, acabei a procurar outros trabalhos da Lena e a encontrar essa coisa maravilhosa chamada “Stardust” (não só a música, o álbum inteiro). Tão diferente, tão natural, tão relaxante. Sem som a sair pelo nariz, sem pop foleiro, sem nada dessas coisas que não são vantagem nenhuma. Só aquela miúda, que na realidade já não era miúda nenhuma e de repente já era tão adulta quanto eu. O gosto começou aí e a partir daí foi investigar discografia anterior, acompanhar notícias, todo o tipo de coisa que os fãs viciados fazem. E o mais engraçado foi que acabei por me apaixonar por essa pessoa, que de certa forma vi crescer e se tornar numa bela mulher, ao passo que se tornava numa das cantoras com mais sucesso da Alemanha. Desde os inúmeros prémios que tem ganho, à fama conquistada com a sua personalidade no “The Voice Kids” e até ao momento que me dizem que está a dar uma música da Lena num McDonald’s na Argentina, tudo é motivo de orgulho para mim. Claro que hoje em dia a “Satellite” é uma das músicas dela que mais gosto e devia ter vergonha disso, mas olhem, não tenho. Perdoem-me.

5 músicas preferidas:





LOREEN (SUÉCIA 2012)
Carolina Pinto



Bem, o que se pode dizer acerca de Loreen? Toda a gente sabe que ela é a diva das divas. Se eu gostasse de mulheres, esta certamente seria a minha crush. É a artista mais completa, a meu ver, que passou pelo ESC. 

A primeira vez que ouvi "Euphoria", no ESC 2012, fiquei mesmo deslumbrada e disse logo que seria a vencedora desse ano. Tinha algo de especial, de misterioso, não só o tema mas a artista, que mais tarde viria a descobrir que é das minhas artistas prediletas. Sempre achei este género de musica divertido mas sempre muito monótono, porque este género musical é isto e isto mesmo. Mas a minha diva conseguiu transformar este género um tanto enfadonho em algo diferente. Aquela atuação no ESC 2012 foi surreal, foi mesmo um marco para mim, porque apesar de ver o ESC desde que me lembre e de ter muitos favoritos, nunca tinha encontrado aquele artista que demonstrasse tanto amor por esta arte, até ela chegar e arrasar. Sim, todos sabemos que a coreografia levada ao concurso era um tanto estranha, assim como o visual da artista. Mas a verdade é que sempre me identifiquei com as coisas estranhas. Nunca me identifiquei com as modas, com as belezas óbvias, com as coisas ordinárias, com as tendências, sobretudo. Não! E conhecer estes artistas que nos demonstram que o ser diferente é apenas não ser igual e ter igualdade de oportunidades, é incrível. Admiro-a não só pela música, porque uma musiquinha bonita muitos cantam, mas ela faz com alma, e além disso ser artista não é só fazer um papelinho bonito, é passar uma mensagem. Loreen consegue utilizar o seu trabalho para promover valores fundamentais e para passar mensagens com real substância. Ela defende todas e mais causas, principalmente sobre a sexualidade, o que infelizmente nos dias de hoje ainda mostra ser um tabu e um alvo de muitos preconceitos. Loreen despe-se desses preconceitos para mostrar aos que prestam atenção ao seu trabalho que a diferença está presente em todo o lado, e que ser diferente não é errado, pelo contrário, ser diferente proporciona diferentes vivências e aprendizagens. Relativamente ao trabalho na íntegra da minha diva, não há uma música que apenas goste, porque amo-as todas mesmo, não porque me sinto na obrigatoriedade de tal por ser a minha diva, mas porque simplesmente a música dela faz todo o sentido para mim. 

No entanto, e apesar de amar todas, há duas que ganham especial destaque e não sei o porquê, mas significam muito: "In My Head" e "My heart it's Refusing Me". Ao ouvir a primeira acho que entro numa espécie de transe, é brutal. A segunda já é mais mexida mas igualmente estupenda. Sinto que não há muito mais a dizer, porque a música não se explica, sente-se. Lamento o meu texto um pouco de auto-ajuda, mas acho que quem conhece o trabalho da Loreen compreende a real dimensão do mesmo e a importância que este tem tido para o mundo no combate a diversas causas. Quem não conhece o trabalho dela faça o favor de ir pesquisar imediatamente e preparar-se para ficar viciado.

5 músicas preferidas:





MANS ZELMERLÖW (SUÉCIA 2015)
Mariana Costa




E no dia 23 de maio de 2015 mais um vencedor do Festival Eurovisão da Canção era anunciado. Seu nome é Mans Zelmerlow e é o meu ídolo eurovisivo. Um herói dos nossos dias, uma pessoa que liga ao bem dos outros, uma pessoa atrevida, uma pessoa com jeito para tudo! Desde apresentador a cantor e tendo uma fundação para ajudar as crianças e os jovens adultos a ter uma vida melhor, Mans é, sem dúvida, um modelo a seguir!

Mans já tentou participar no nosso grandioso Festival duas vezes mas sem sucesso. Em 2007 com o seu Cara Mia, uma música ritmada, com vontade para dançar e bastante eurovisiva mas que fica em 6.º lugar na final do Melodifestivalen. Em 2009 participa com o tema “Hope And Glory”, uma canção de esperança, talvez com esperança de ganhar o Melodifestivalen desse ano mas que não teve êxito suficiente para levar ao grandioso palco de Moscovo. E chegamos ao ano de 2015, onde Mans participa no Melodifestivalen pela terceira vez, e pelo que dizem “à terceira é de vez” e foi o que aconteceu! Mans apresentou a música “Heroes” e podemos que para além de ter sido o herói dessa noite, também foi o herói durante o ano todo! Acho que esta foi a vitória que mais me marcou na história do Festival tanto pelo significado da música como pela performance em si. Sem dúvida que agora sou uma Manster com orgulho e continuarei!

5 músicas preferidas:

4. What’s In Your Eyes (feat. Tilde Vinther)





MARCO MENGONI (ITÁLIA 2013)
Diogo Canudo


2012 e 2013 foram anos completamente arrasadores para mim. Um deu-me a conhecer a fantástica Loreen e outro o requintado Marco Mengoni. Este é um dos artistas que mais qualidade deu à Eurovisão no século XXI, e toda a envolvência de "L'essenziale" é completamente cativante. Depois, quando se ouve o reportório todo de Marco, fica-se rendido ao enorme talento e bom gosto que este artista emana. Lembro-me, desde logo, de "Esseri umani", "Ti Ho Voluto Bene Veramente" ou até mesmo "Dali'inferno". É, de facto, um dos meus maiores ídolos e uma das minhas maiores referências. Mesmo que a Eurovisão não lhe tenha dado a classificação que merecia, espero um dia voltar a vê-lo a pisar o palco eurovisivo. Até lá, ele vai conquistando a Europa e o resto do mundo, como aconteceu em outubro passado quando ganhou o prémio Best European Act, no MTV EMA 2015. 

5 músicas preferidas:






OTT LEPLAND (ESTÓNIA 2012)
Maria Silva


Ott Lepland foi aquele que conquistou o meu coração em 2012.
O Festival Eurovisão da Canção realizou-se no Azerbaijão, país que na altura, e com toda a honestidade, não fazia ideia de onde ficava (nunca fui muito boa a geografia, não me julguem).

Subia ao palco a Estónia, um país que à semelhança de Portugal, nunca teve grande sorte no Festival. Lembro-me perfeitamente de a locutora portuguesa ter dito que Ott fazia musicais e que era considerado o Zack Efron do seu país. Esta afirmação fez com que eu fizesse "cara feia" porque de facto é uma comparação bastante redutora.

O "rapaz" começa a cantar, e à medida que vou ouvindo o seu tema, começo a apaixonar-me cada vez mais, não pela figura presente, mas pela garra que transmitia. Uma pessoa que realmente demonstrava aquilo que queria, e orgulho no seu país.  Com o tema "Kuula" ("Ouve" em Português) Ott captou a atenção de todo o público, e conseguiu com que o Mundo o ouvisse. Este é o meu herói!



SERGEY LAZAREV (RÚSSIA 2016)
Catarina Gouveia



Um "ídolo eurovisivo" muito dificilmente se cria para nós apenas com a participação no festival. Numa primeira impressão, ficamos arrasados e queremos saber mais, ouvir mais, ver mais. Sergey Lazarev, para além de representar o regresso de um dos géneros festivaleiros de que mais gosto à Eurovisão, tem uma discografia tão boa e até melhor do que "You Are The Only One". Basta ouvir a compilação "The Best" para perceber isso e descobrir a variedade de temas para os quais ele é sempre competente. Para não falar das atuações em palco, que são completamente arrebatadoras e dignas de um artista pop conhecido mundialmente. Apesar de ter falhado a vitória do festival devido ao júri, este foi para Sergey mais uma forma de se divulgar, não que ele precisasse devido a todo o sucesso que já tem, e espero que continue a ter todo o sucesso que merece, e que um dia volte ao festival para vingar a vitória que a si lhe pertence. 


Imagens: Eurovision.tv, wiwibloggs, Facebook Helena Paparizou, eqmusic/Vídeos: Eurovision.tv, Helena Paparizou, Dmytro Novashok, Digster Pop, Robert Gibiaqui, LoreenWAM, Warner Music Sweden
23/06/2016

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