[Especial]: o top 3 do Festival RTP da Canção 2017 para a equipa CE


A equipa do Crónicas de Eurofestivais escreveu o seguinte artigo com o objetivo de apresentar as suas preferências em relação aos concorrentes do Festival RTP da Canção 2017.

André Sousa

1º LUGAR
Salvador Sobral - "Amar pelos Dois"


É sem dúvida uma revelação. Com um tema que não prima muito pela inovação, é na voz do seu interprete que se encontra a diferencia. É interessante observar e tentar perceber a proporção que este tema alcançou. Em pouco tempo destacou-se dos demais, e na minha opinião. muito se deve à forma peculiar como é interpretada a letra e expressa para quem ouve a canção. Com uma voz bastante translúcida, onde cada palavra é bem expressa, esta torna-se uma boa aposta para o certame – sabendo, contudo, que poderá representar duas faces: ou ser um sucesso, ou ser esquecida.

2º LUGAR
Pedro Gonçalves - "Don't Walk Away"

Sinceramente acho que este tema merecia uma melhor pontuação por parte dos jurados. Temos de começar a inovar, e dar primazia a músicas em português, como foi o caso da justificação da pontuação dada este tema, fará perpetuar a ideia de que temos um Festival antiquado. Com uma inovação, no que concerne ao estilo apresentado, considero que este tema tem potencial para ser apresentado no certame. Contudo, considero que poderemos correr o risco da interpretação ser tão similares a outras tantas que lá vemos, e com isso acabarmos por não conseguir apuramento para a final. Mas na mesma dou os parabéns pela ousadia. 

3º LUGAR
Viva La Diva - "Nova Glória"

Não duvido de todo o potencial que esta canção tem. A sua composição é fantástica, aquela com que mais me identifico, e o instrumental é algo de fantástico. Penso que o que falha aqui são as conjugações de vozes. Em certas partes do tema deixam algo a desejar, e até me levam a pensar se não seria melhor avançarmos, somente, com a Kika. Ainda assim, espero que na final surpreendam com as mudanças necessárias que façam jus à grandiosidade deste tema. 


Andreia Valente

1º LUGAR
Pedro Gonçalves - "Don't Walk Away"


Esta composição de João Pedro Coimbra é um contra-argumento necessário num espetáculo de Festival da Canção que já recebeu inúmeras críticas por ser antiquado e retrógrado. A atuação de Pedro Gonçalves é surpreendentemente aliciante e o potencial eurovisivo da composição é inegável. Poderia “Don’t Walk Away” acrescentar alguma coisa em Kiev? Provavelmente não. É uma fórmula usada inúmeras vezes na ESC na última década e teria dificuldade em se destacar. No entanto, a vitória desta canção seria uma mensagem muito clara, para a organização do festival e para a RTP, de que Portugal não se importa de ser representado na língua inglesa e é aqui que está a vossa fonte de audiência: o povo português quer modernização!

2º LUGAR
Salvador Sobral - "Amar pelos Dois"

Ninguém consegue ficar indiferente à atuação do Salvador Sobral. Os irmãos Sobral apresentam uma música que, parecendo uma homenagem aos maravilhosos anos 50, traria algo de novo ao palco de Kiev: autenticidade, sentimento e não-conformismo à fórmula eurovisiva. No meio de tantas baladas que o certame da Eurovisão deste ano promete, esta balada é uma pérola fora da ostra e, com o staging mais simplicista possível, tem a possibilidade de conquistar a Europa.

3º LUGAR
Viva La Diva - "Nova Glória"

Embora tenhamos assistido na primeira semifinal uma performance totalmente desmembrada onde as três vozes e o instrumental correram em pistas paralelas, “Nova Glória” será a única música em que o júri e o televoto poderão entrar em consenso. Com uma reestruturação de harmonias e um maior esforço na apresentação, não ficaríamos mal representados com este trio.


Daniel Fidalgo

1º LUGAR
Salvador Sobral - "Amar pelos Dois"



A grande surpresa deste festival. Quem diria que o Salvador Sobral não só iria chegar à final como ainda seria um dos grandes favoritos à vitória. Uma canção sublime, com um trabalho instrumental incrível. Com ou sem “mofo”, é sem dúvida alguma um grande tema. A interpretação de Salvador na semifinal foi avassaladora, feita de um jeito que só ele sabe. Caso ganhe, independentemente do resultado em Kiev, iremos muito bem representados. 

2º LUGAR
Viva La Diva - "Nova Glória"

A aposta orquestral do festival. A voz da Kika Cardoso, a par com o instrumental melancólico e glorioso, são o ponto forte desta canção. O ponto mais fraco? Os tenores. Ou talvez não… acredito que se as vozes estiverem bem sincronizadas e harmonizadas na final de domingo, “Nova Glória” poderá ganhar uma nova força. Não dou os 12 pontos pela atuação na semifinal, que ficou longe de ser perfeita. Mas quem sabe, se não serão eles a levantar a nossa bandeira em Kiev caso a atuação na final seja sublime.

3º LUGAR
Pedro Gonçalves - "Don't Walk Away"

 A aposta mais eletrónica e contemporânea deste festival. Antes de mais, fica o agradecimento ao João Pedro Coimbra, autor da canção, por ter levado ao festival algo dos nossos dias. No entanto, o que é recente no nosso festival, pode não o ser na Eurovisão. A canção tem um intérprete à altura, que entrega a canção do modo mais correto. O ponto negativo remete-nos para a monotonia do tema. Estamos sempre à espera do um clímax, que nunca chega a acontecer. Tendo em conta a quantidade de baladas escolhidas até então para o festival europeu, creio que o Pedro poderia destacar-se, mas receio que o tema não seja dinâmico o suficiente para nos levar à final. 


Diogo Canudo

1º LUGAR
Salvador Sobral - "Amar pelos Dois"


Pode não ser a música mais inovadora e moderna do Festival Eurovisão da Canção caso seja a grande vencedora. Mas Portugal também não tem um bom historial em levar canções modernas. Mesmo que siga a linha das últimas décadas, "Amar pelos Dois" é mais do que uma simples canção de amor. É uma canção que prima pela qualidade, tem um lindo poema e uma interpretação fenomenal que há muito tempo não tínhamos no concurso. "Amar pelos Dois" ganha imenso pelo intérprete que tem, que consegue levar toda a audiência a sentir a magia da música. Sentiria orgulho se Portugal levasse uma música tão mágica com esta, e de certeza que seria o melhor representante desde "Senhora do Mar (Negras Águas)". Acredito que levava o país à final e poderíamos retornar a um possível top 15, se tivermos sorte.

2º LUGAR
Pedro Gonçalves - "Don't Walk Away"

Não posso deixar de dizer que tenho pena como esta canção foi tratada pelo júri. Basicamente, o facto de ser um jovem cantor, de ser uma proposta eletrónica e ser interpretada em inglês é sinónimo de ter quase os pontos mais baixos pelos jurados? Claro que não. "Don't Walk Away" é a proposta mais inovadora deste Festival da Canção e, com ela, poderíamos mostrar à Europa um outro lado nosso. Além disso, Pedro Gonçalves é uma das grandes promessas da música nacional e devíamos apoiar artistas com tanto talento como ele... e não o contrário! Não acredito que vença em Portugal, mas poderia ser a melhor proposta para os gostos europeus.

3º LUGAR
Viva La Diva - "Nova Glória"

"Nova Glória" apresenta uma proposta pop-lírico, que tem um refrão bastante intenso. Não é de todo a mais original que foi apresentada, mas não deixa de ser má consoante o que foi ouvido este ano no Festival RTP da Canção 2017. Kika tem uma voz fenomenal, bem como os operistas. No entanto, a sua coesão deixa a desejar. Poderiam melhorar esse aspecto, bem como os visuais apresentados. É preciso muito trabalho para que esta proposta seja extraordinária. Para já, é mediana.


Elizabete Cruz

1º LUGAR
Pedro Gonçalves – “Don’t Walk Away”


Desde início que o Pedro era o concorrente que me estava a causar mais curiosidade por saber que ele não é uma pessoa que está de fora do mundo eurovisivo. Acreditando na visão dele como eurofã, ansiava por algo diferente daquilo a que estamos habituados no Festival da Canção. Ele definia a música como “nova” e realmente a definição assenta-lhe. O instrumental é algo que creio que nunca se viu no festival, tal como o inglês – que, atenção, não considero que seja factor mais ou menos preponderante na hora de escolher uma música, mas neste caso é sim novidade – e a própria performance é mais arrojada do que aquilo a que estamos habituados. Apesar de este não ser o registo a que o cantor nos habituou, não considero que vocalmente ele tivesse estado mal, como muitos apregoam. Claro que muito teria que ser limado e o destino em Kiev seria com certeza incerto, mas a música é sim interessante e seria ainda mais interessante perceber como seria uma mudança de atitude de Portugal ao enviar uma música deste género.

2º LUGAR
Salvador Sobral – “Amar Pelos Dois”

“Amar Pelos Dois” foi uma música que teve muito azar em ter calhado na primeira semifinal do Festival da Canção, porque no meio de tanta balada acabei por não a aproveitar como ela merecia. Não sou fã do trabalho da Luísa Sobral, mas dou o braço a torcer neste caso. O instrumental desta música facilmente nos transporta para outro mundo e nos transmite tantas sensações! A interpretação do Salvador é magnífica, mesmo que ache que à primeira vista ela acabe por ser um pouco ofuscada pelos gestos característicos ao cantor – no meu caso aconteceu isso. A letra é maravilhosa, vale a pena ler e reler este poema, de tão sentido que ele pode ser. Esta música é a prova de que uma boa música não precisa de ser em inglês, porque boa música é sentida por qualquer pessoa, em qualquer lado, em qualquer língua. Ficarei feliz com a vitória do Pedro ou do Salvador e, de maneiras completamente distintas, tenho os dois como primeiro lugar. Como tal, o que usei para decidir qual colocaria aqui em primeiro e em segundo foi simplesmente o facto de que o Salvador não tem interesse na Eurovisão, nunca viu e provavelmente não tem real noção do que lá vai fazer. Todos sabemos que uma boa música não chega e o trabalho do intérprete é tão importante como a música, por isso fico bastante de pé atrás ao imaginar como seria o trabalho dele em Kiev.

3º LUGAR
Jorge Benvinda – “Gente Bestial”

Antes de mais, tenho que referir que tirando as duas primeiras músicas do meu top, não quero ver mais nenhuma em Kiev. Por isso mesmo, daqui para baixo é mesmo gosto pessoal e “Gente Bestial” foi com certeza a música deste Festival da Canção que mais vezes ouvi durante a semana – numa competição entre esta e as duas anteriores, porque as outras não ouvi uma única vez. O instrumental desta música é qualquer coisa que nem consigo explicar, mas quando a ouço não consigo estar quieta. Nem que seja o dedo grande do pé, alguma coisa tem que dançar! A música é uma animação, a apresentação em palco vai de encontro ao mesmo e a letra um verdadeiro deleite. Já tentaram decorar esta letra? Podem falar o que quiserem, que a melhor letra deste festival é mesmo esta e quem a conseguir trautear direitinha merece um prémio! Como disse, não quero isto em Kiev, mas a música merece todo o mérito, porque é com certeza bestial!


Jessica Mendes

1º LUGAR
Fernando Daniel – “Poema a Dois”


Há dois anos, depois da Yola ter perdido o FC, escrevi no twitter que achava as músicas do Nuno Feist demasiado boas para o FC e para o ESC. Se gosto delas todas? Não, mas mantenho cada palavra. Com isto não quero dizer que sou eu que tenho um gosto musical demasiado requintado (que não tenho, nem sequer percebo nada de música) e que o mundo inteiro está errado, mas "Poema a Dois" vem provar que, de certa forma, eu estou certa. A Eurovisão é cada vez menos um concurso de música e "Poema a Dois" representa muito bem a minha visão daquilo que é (ou que eu gostava que fosse) o concurso porque consegue aliar uma boa música (se se gosta do género é outra conversa, mas ninguém lhe pode negar a qualidade que ela tem), à nossa cultura. Se me baseasse apenas nas atuações das semifinais, esta música não estaria no meu primeiro lugar porque acho que o Fernando (que é um excelente cantor mas talvez não seja perfeito para esta canção) não lhe soube dar aquilo que ela pede, mas a versão estúdio é, para mim, do melhor que se viu no FC nos últimos tempos. Há muita gente que critica a falta de refrão e eu até percebo esse argumento porque os nossos ouvidos estão formatados para ouvir "mais do mesmo", mas não me lembro de ter lido nenhuma lei que diz que todas as músicas têm de ter refrão. Acho que é essa "fuga ao óbvio" e a conjugação das melodias de cada instrumento que me fez adorar a música desde a primeira vez que a ouvi.

2º LUGAR
Jorge Benvinda – “Gente Bestial”

Há uma palavra para descrever esta música: genial. Há muito tempo que não aparecia no Festival uma música deste género tão boa. A música em si é excelente, mas a letra é o que a torna fantástica. Não estava com grandes expectativas em relação a esta proposta até porque não conheço bem os Virgem Suta e, por isso mesmo, ouvir esta música no meio de tantas que não gostei foi uma lufada de ar fresco. Outro ponto muito positivo foi a interpretação de Jorge Benvinda. Primeiro, decorar esta letra não deve ser fácil e segundo, cantá-la é ainda mais difícil na medida em que é preciso respirar nos momentos exactos ou a meio da frase já não há quem aguente. Há quem a compare a "A Luta É Alegria". Nada a ver. Os Homens da Luta foram ao festival com uma joke entry e "Gente Bestial" está longe de o ser. Faço uma vénia virtual ao compositor, letrista e intérprete desta canção. Se a quero em Kiev? A minha parte racional diz que não porque sabe que acabávamos em último lugar. Já a minha parte irracional diz que sim e, na maioria das vezes, a minha parte irracional vence sempre a racional.

3º LUGAR
Salvador Sobral – “Amar Pelos Dois”

Esta música foi uma agradável surpresa na medida em que não estava à espera de grande coisa dos manos Sobral por não ser a maior fã do trabalho da Luísa e por uma entrevista que li do Salvador em que ele me pareceu estar num mundo totalmente à parte daquele que é o mundo da Eurovisão. Essa postura acaba por ir de encontro à música que interpretou. Confesso que no dia da semifinal acabei por não prestar grande atenção a este "Amar pelos dois" porque estava a fazer outras coisas e tinha o FC apenas como barulho de fundo e, entre tantas baladas, esta acabou por não se destacar. Mas com todo o hype que se tem criado à volta deste tema, era impossível ficar indiferente. Não é a minha música preferida, para ser honesta, não acho que vá conseguir um grande lugar no ESC se vencer o FC, mas seria certamente uma música que se destaca num festival cheio de "mais do mesmo". Não sou a maior fã da voz do Salvador mas acho que interpretação dele absolutamente deliciosa. Apesar de reconhecer o mérito da canção e da letra, falta-me encontrar a "mágica" (já dizia o Gonçalo Tavares) que todos lhe vêem.


Joana Raimundo

1º LUGAR
Pedro Gonçalves - “Don’t Walk Away”


Finalmente chegou a inovação que Portugal precisava. Apesar de este tipo de música e apresentação não ser novidade na Eurovisão, sem dúvida que iria ser revolucionário o nosso país levar Pedro Gonçalves ao festival. Não penso que se destacaria pela música em si, na Europa, é um estilo que já está mais que ouvido, mas que demonstraria que, afinal, nós estamos presentes e prontos para avançar para o estilo moderno, que se fez notar pelos 12 pontos que “Don’t Walk Away” recebeu do televoto. Provavelmente, não será a música que irá ser a vencedora do Festival da Canção mas, ao menos, para os eurofãs que acompanham as finais nacionais, ao menos mostramos que temos uma nova geração de artistas a crescer em Portugal, e talvez um dia, consigamos levar uma música moderna com uma atuação inovadora à Eurovisão.

2º LUGAR
Salvador Sobral - “Amar pelos Dois”

Esta é a 2ª e última canção que por mim representaria Portugal em Kiev. Simples, mas eficaz. A voz de Salvador e a melodia que emana, encanta (quase) qualquer um que a oiça. É um canção de amor belíssima, e mesmo não apreciando o género, confesso que esta ficou no meu ouvido e já a sei toda de cor, fiquei apaixonadíssima, não logo à primeira vez que a ouvi, visto que foi díficil “Amar pelos Dois” destacar-se de imediato numa semi-final repleta de baladas. Fico muito contente de termos uma música tão bela, e diferente das outras baladas, mas cantada na nossa língua, e adoro todo o vintage que a rodeia e à atuação.

3º LUGAR
Fernando Daniel - “Poema a Dois” 

Este foi para mim o lugar mais díficil de escolher, pelo que decidi seguir o instinto do que mais gostei de ouvir. Vou confessar que ponderei ter “Gente Bestial” do Jorge Benvida neste terceiro lugar, não posso deixar de mencionar o quanto bestial a música é. Contudo, decidi escolher “Poema a Dois” porque apesar de Fernando Daniel não ter estado no seu melhor, tudo o que está por trás cativou-me. Tal como Salvador, não foi à primeira, mas após ouvir várias vezes, facilmente entrou no meu ouvido, e agora sei a letra de cor. Não posso falar dos arranjos, ou termos técnicos, porque não os percebo mas, acho que de facto, toda a música é uma mistura interessante de géneros.

Imagens: movenoticias.pt, infocul.pt, dn.pt e rtp.pt






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