Apreciações Musicais - ESC 2017: Espanha



MANEL NAVARRO - "DO IT FOR YOUR LOVER"



André Sousa: Uma música da série juvenil “Massa Fresca”? Espanha, quem te viu e quem te vê… Não tenho palavras para comentar esta música tão sem nexo neste ESC.

Andreia Valente: A Espanha traz-nos a aposta mais fraca de 2017. O resultado de uma seleção nacional desastrosa só poderia ser uma escolha desastrosa. A verdade é que a produção musical de “Do It For Your Lover” soa a uma produção barata. A base da música é muito pobre e a melodia não tem nada de interessante. 

Catarina Gouveia: Eu odeio isto com todas as minhas forças. “Contigo” não era melhor, e isso é o mais grave. No entanto, esta versão animada e bilingue de “If I Were Sorry” é mais um esforço da Espanha de se modernizar e fugir da onda de maus resultados que a persegue. Não me parece que seja desta que isso vá acontecer.

Daniel Fidalgo: Do mais banal que já ouvi.

Diogo Canudo: O que é isto? Eu não tenho palavras para descrever uma música tão má como “Do It For Your Lover”. Faz-me lembrar as músicas da New Wave, Morangos com Açúcar, mas aquelas mesmo más! Nunca pensei que a Espanha (ou melhor, o júri) descesse tão baixo para escolher isto.

Elizabete Cruz: Provavelmente é dos instrumentais mais bem-dispostos deste ano. Não sendo nenhuma coisa do outro mundo, facilmente se destaca no meio de tanto drama. A verdade é que mesmo que seja algo que já foi visto e revisto, é capaz de deixar uma pessoa de sorriso na cara.

Jessica Mendes: Chato até mais não. É o género de música que eu imaginava a passar nas rádios a toda a hora se não fosse a mesma nota durante três minutos. Excelente momento para ir à casa de banho.

Joana Raimundo: Eu não aguento este instrumental e as vozes por trás, acho que é dos mais horrendos deste ano. Contudo… É catchy até, as piores são sempre as que ficam na cabeça.

Neuza Ferreira: Básico. Minimalista. Simples.


André Sousa: Manel está a milhas de ser um excelente cantor. Ele preocupa-se mais com o seu cabelo do que em afinar a voz.

Andreia Valente: Manel Navarro é, claramente, inexperiente e não tem segurança nenhuma na voz. Navarro vai parecer alguém que se enganou no caminho e acabou no palco de Kiev.

Catarina Gouveia: É perfeita para a canção. Não é boa, não é má, é o que a música pede.

Daniel Fidalgo: O único aspeto positivo nesta mediocridade. 

Diogo Canudo: Manel Navarro parece que ainda não passou a fase da puberdade e continua a cantar como um bebé. Poderia ir ao JESC!

Elizabete Cruz: O rapaz não tem ali nenhuma máquina vocal mas ele faz o que pode. Felizmente a música é ao nível de qualquer pessoa que consiga ser minimamente afinado.

Jessica Mendes: Ele tem uma voz bonita e que até se enquadra na música, mas nada de extraordinário ou sequer memorável. 

Joana Raimundo: Imagino que um ganso a ser esganado enquanto tem um bocado de pão entalado na garganta, soe igual ao Manel a cantar. O pior de tudo, é que ele canta pior nas partes espanholas no que nas inglesas.

Neuza Ferreira: É a única coisa que safa este tema. Demasiado boa para uma apresentação tão fraca e pobre.


André Sousa: Gostei dos efeitos utilizados na final espanhola e penso que poderia explorar isso melhor na Eurovisão. No entanto, é preciso que o Manel ganha consciência corporal e que saiba como interagir com as câmaras.

Andreia Valente: A estratégia da seleção nacional foi colocar um banda a acompanhar o Manel e tornou a performance aborrecida. A presença de palco de Manel vai ser completamente humilhada pela dimensão do palco no ESC. O desconforto é real. 

Catarina Gouveia: Admiro a capacidade de Manel para se tentar relacionar com todos os participantes e promover a sua canção ao máximo, sempre com a sua boa energia e disposição. Acredito que a sua presença vá agradar a muita gente.

Daniel Fidalgo: Péssima.

Diogo Canudo: Ai, por amor de todas as santas que existem no mundo, o Manel que repita a atuação que fez na final espanhola para eu me rir mais um pouco. Ah, e não se esqueça de mexer 100 vezes em 3 minutos no seu cabelo, e no fim olhe para a câmara para ver se está bem penteado!

Elizabete Cruz: Espanha é sempre fantástica a espalhar-se ao comprido nesta parte e este ano vai fazer exatamente, porque para quê perder uma tradição tão bonita não é verdade?

Jessica Mendes: Tal como tudo o resto: chata, banal e esquecível. Ou a Espanha melhora muito ou… esqueçam, a Espanha não se vai dar ao trabalho.

Joana Raimundo: O rapaz até que tenta fazer alguma coisa em palco, penso que será bastante interativo, mas não há muito que se possa fazer por esta música. 

Neuza Ferreira: Presença de palco?! Qual presença?! Não noto nada.


André Sousa: Além de ser uma das piores músicas do ano, é igualmente uma das piores letras. “Faz isso pelo teu amor”, isso o quê?

Andreia Valente: Alguém começou a escrever a música em espanhol e depois decidiu acrescentar um refrão em inglês com uma letra completamente arbitrária. É sempre um gosto ouvir os nossos hermanos a cantar em espanhol mas o refrão estraga esse gosto por completo.

Catarina Gouveia: A única coisa positiva desta letra é, de facto, ter um refrão em inglês memorável.

Daniel Fidalgo: Péssima.

Diogo Canudo: Se não é a pior letra do ano, está perto disso. Super repetitiva nos refrões e até mesmo nos versos, não há imaginação para mais? Eu nunca ouvi uma música espanhola tão má como esta. Que horror! Eu nem consigo descrever a letra decentemente, é tudo tão horrível. 

Elizabete Cruz: A letra vai na linha da boa disposição do instrumental, incentivando a olhar para as coisas boas da vida e pelas quais vale a pena lutar. Pena que seja tão repetitiva ao ponto de se tornar irritante.

Jessica Mendes: “Do it for your lover” é o título da canção. Achei por bem referi-lo uma vez que este só é dito 26 vezes durante a música e podia ter passado despercebido. Não sou fã de músicas bilingue sobretudo quando são mal construídas como é o caso.

Joana Raimundo: O Manel veio ensinar aos boys da Europa como se engata as chicas. Nada contra isso. 

Neuza Ferreira: Repetitiva e chata. É uma pena não ser ou completamente em Inglês ou completamente em Espanhol... Qualquer coisa seria melhor do que a mistura de ambas.


André Sousa:  A Espanha adora ficar nos últimos lugares.

Andreia Valente: Um dos cinco últimos lugares. 

Catarina Gouveia: Eu tenho cá para mim que isto ainda vai resultar bem, por ser uma canção capaz de passar 100 vezes por dia nas rádios. Por resultar bem, entenda-se, ficar fora do bottom5. 

Daniel Fidalgo: Forte candidata ao último lugar.

Diogo Canudo: Agradeçam aos vossos jurados pelo vosso país ficar este ano em último lugar, Espanha.

Elizabete Cruz: A Espanha prepara-se para mais um bottom 5.

Jessica Mendes: Não é fácil prever em qual dos últimos três lugares vai acabar a Espanha mas eu aposto no penúltimo.

Joana Raimundo: Bottom 5, óbvio. 

Neuza Ferreira: Final da tabela, como tem sido hábito para os nuestros hermanos.


André Sousa: 1 ponto.

Andreia Valente: 1 ponto.

Catarina Gouveia: 3 pontos.

Daniel Fidalgo: 1 ponto.

Diogo Canudo: 0 pontos.

Elizabete Cruz: 3 pontos.

Jessica Mendes: 1 ponto.

Joana Raimundo: 2 pontos.

Neuza Ferreira: 5 pontos.

Total: 17 pontos.


André Sousa: Espanha, bateste mesmo no fundo.

Andreia Valente: No bueno, hermanos. No bueno.

Catarina Gouveia: Drama Portugal 2010, mas em Espanha… 

Daniel Fidalgo: Por estas e por outras é que o “Big 5” devia ser extinto.

Diogo Canudo: O júri espanhol desceu mesmo baixo. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Elizabete Cruz: Vamos lá para mais um ano em que Portugal recebe pontos da Espanha e não lhes dá nenhum?

Jessica Mendes: A música pode ser má, mas a final nacional foi épica.

Joana Raimundo: Acho que é muito humilhante para a Espanha levar isto. 

Neuza Ferreira: Será isto uma marca branca do Ed Sheeran?


1.º Azerbaijão - 77 pontos; 2.º Portugal - 77 pontos; 3.º Bulgária - 75 pontos; 4.º Sérvia - 71 pontos; 5.º Dinamarca - 70 pontos; 6.º Finlândia - 68 pontos; 7.º Israel - 66 pontos; 8.º Polónia - 65 pontos; 9.º Suécia - 65 pontos; 10.º Hungria - 64 pontos; 11.º Bélgica - 63 pontos; 12.º Arménia - 60 pontos; 13.º Austrália - 60 pontos; 14.º Islândia - 59 pontos; 15.º Holanda - 58 pontos; 16.º Suíça - 57 pontos; 17.º Albânia - 56 pontos; 18.º Macedónia - 56 pontos; 19.º Estónia - 55 pontos; 20.º Bielorrússia - 54 pontos; 21.º Áustria - 49 pontos; 22 Geórgia - 46 pontos; 23 Moldávia - 45 pontos; 24.º Montenegro - 41 pontos; 25.º Noruega - 38 pontos; 26.º Rússia - 37 pontos; 27.º Grécia - 37 pontos; 28.º Irlanda - 33 pontos; 29.º Chipre - 32 pontos; 30.º República Checa - 30 pontos; 31.º Letónia - 29 pontos;  32.º Roménia - 27 pontos; 33.º Alemanha - 27 pontos; 34.º Malta - 23 pontos; 35.º Croácia - 22 pontos; 36.º São Marino - 18 pontos; 37.º Espanha - 17 pontos; 38.º Eslovénia - 14 pontos; 39.º Lituânia - 14 pontos.

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