Apreciações Musicais - ESC 2017: Estónia



KOIT TOOME & LAURA - "VERONA"



André Sousa: A Estónia este ano trouxe um daqueles temas que parece que já ouvi vezes em conta no certame. Contudo, até gosto do instrumental.

Andreia Valente: Não percebo o que os fãs eurovisivos vêm nesta canção. É apenas mais um dueto dramático com duas vozes competentes e uma batida comum. O refrão fica na cabeça, mas ajuda que o instrumental esteja carregadíssimo de backing vocals.

Catarina Gouveia: Rendi-me completamente a “Verona”. Ao mesmo tempo que é moderna, consegue fazer-nos lembrar de músicas dos anos 80, nomeadamente dos Modern Talking. Ainda que eu defendesse Kerli com unhas e dentes, a Estónia escolheu muito, muito bem!

Daniel Fidalgo: Fresco, descomprometido, dançante. Uma verdadeira lufada de ar fresco no meio de tanta balada. 

Diogo Canudo: Finalmente, uma música dita “eurovisiva” que me faz relembrar as grandes músicas que há dez anos se faziam para o concurso. “Verona” pode já ser um pouco ultrapassada, mas é um regalo para todos os fãs eurovisivos como eu que têm saudades de anos como 2007, 2008 e 2009. Adoro!

Elizabete Cruz: Apesar de não achar o instrumental nada de especial, a verdade é que ele fica na cabeça e é difícil uma pessoa não acabar por abanar a cabeça, ou o dedo, ou alguma coisa, no ritmo da música.

Jessica Mendes: O que começa como uma balada acaba por transformar-se em algo bastante diferente. É essa diferença que vai fazer com que esta música se distinga das restantes.

Joana Raimundo: Este ano viraram-se todos para o início dos anos 2000, é incrível. 

Neuza Ferreira: Gosto bastante do instrumental. Um instrumental bem pensando tendo em conta as vozes.


André Sousa: As vozes conjugadas são boas. Por outro lado, a voz do interprete sobressai à da interprete – que é bem mais fraca.  

Andreia Valente: Koit tem uma voz segura e uma amplitude vocal excelente. Laura precisa de melhorar muito antes de subir ao palco de Kiev. A combinação das vozes é harmoniosa, pelo que se percebe por baixo do instrumental cheio de backing vocals.

Catarina Gouveia: A voz de Laura é claramente mais fraquinha que a de Kooit, ainda que ela tenha um timbre muito bonito de se ouvir na versão estúdio. 

Daniel Fidalgo: No áudio, as vozes fundem-se na perfeição. Ao vivo, a voz de Laura esteve muito aquém do esperado. Espero que melhore. 

Diogo Canudo: Meu Deus, o Koit Toome canta tão bem, até afasta todas as atenções de Laura e dá um brilho novo à canção. Laura, apesar de nos momentos mais fortes da canção, estar à altura, é bastante fraca nas partes e nos tons mais baixos da canção, que são os versos.

Elizabete Cruz: Por muito que a música não peça nada por aí além vocalmente, não consigo gostar de ouvir nenhum dos dois a cantar. Parece que em muitas partes eles simplesmente não se encaixam no instrumental.

Jessica Mendes: Ele é um cantor fantástico e os falsetes estão no ponto, já ela deixa muito a desejar. Talvez a música não tenha sido feita totalmente para a voz da Laura porque eu lembro-me de a ver no Eesti Laul e de ela se safar bastante bem mas aqui simplesmente não dá.

Joana Raimundo: Que pães sem sal. Ambas as vozes são super fracas e é um dueto que até mete medo. 

Neuza Ferreira: Prefiro a voz dela à dele, mas claramente são duas vozes que se conjugam na perfeição.


André Sousa: Espero mais do que vi na final nacional. 

Andreia Valente: Não há absolutamente química nenhuma entre Koit e Laura. O dramatismo é cómico. Chega a ser desconfortável.

Catarina Gouveia: Sou fraca por duetos melosos. Simplesmente adoro ver uma boa química em palco, algo que não acontece em “Verona”, mas que é ultrapassado com o fantástico trabalho de câmaras.

Daniel Fidalgo: A manter. A atuação na final da Estónia, com alguns retoques, está impecável. Adoro o ar de diva de Laura enquanto interpreta o tema. 

Diogo Canudo: Eu gostei bastante da apresentação que a dupla fez no Eesti Laul 2017, mas admito que só foi boa por causa da segurança que Koit teve em palco. Espero que façam algo ainda mais surpreendente em maio.

Elizabete Cruz: É assim, eu entendo a ideia, mas que aflição de os ver a cantar cada um para o seu lado! Espero que o palco em Kiev não seja muito grande, senão fica um em cada canto e nem se vêm um ao outro.

Jessica Mendes: Este é o exemplo perfeito de uma atuação simples que se torna melhorzinha devido aos planos de câmara. Ainda assim acho-a demasiado parecida a 2015 e pior trabalhada.

Joana Raimundo: Isto vai ser tão azeiteiro que tenho medo que um deles escorre em palco.

Neuza Ferreira: Gosto. Apenas acrescentaria um pouco mais de expressividade nos intérpretes. Se trabalharem mais podem obter uma presença bastante boa no palco do ESC.


André Sousa: Mais um tema que se apresenta com uma letra fraca e cheia de clichés. 

Andreia Valente: Dramática, cliché e desinteressante. Os italianos vão adorar a referência.

Catarina Gouveia: O compositor foi a Verona e eis que teve vontade de escrever uma música, e foi assim que ela nasceu. Porque uma história básica deixa de ser básica se tiver como pano de fundo um sítio com um nome bonito, não é?

Daniel Fidalgo: Gosto particularmente da letra de “Verona”. A alusão a esta romântica cidade italiana encaixa perfeitamente na mensagem amorosa da canção.

Diogo Canudo: Os cantores estão perdidos em “Verona” depois de terem dado tudo por amor e se terem desiludido. Apesar de não ser uma letra espetacular, ao menos acaba por ser diferente de todas as outras. Parece um mini-filme numa letra musical.

Elizabete Cruz: Mais uma letra não muito interessante sobre duas pessoas que não falaram o que tinham a falar no seu devido tempo. Mas juro que no início da letra iam contar uma história do género “A Ressaca”.

Jessica Mendes: Há duas coisas que eu gosto muito nesta letra: a referência óbvia mas ainda assim nada cliché a Verona e ao romance Romeu e Julieta e o final em que a Laura acaba sozinha em palco indo de encontro à história da música.

Joana Raimundo: Vá, uma canção sobre amor com drama. Sempre é melhor uma história trágica. 

Neuza Ferreira: É simples e até pode ser considerada “mais do mesmo”, mas é das melhores letras presentes na segunda semi final.


André Sousa: Duvido da passagem à final.

Andreia Valente: Passará para a final como uma das canções mais votadas pelo júri e pelo televoto. Na final, espero que fique a meio da tabela.

Catarina Gouveia: Bem, pior que o ano passado é literalmente impossível. Acho que passa à final facilmente. 

Daniel Fidalgo: Vai certamente passar à grande final. Há uns tempos atrás acreditava no top 5, mas neste momento já acho difícil… top 10.  

Diogo Canudo: Deve ficar no top 20 eurovisivo. 

Elizabete Cruz: Difícil prever. No ano passado tinham uma música melhor e foi o que foi.

Jessica Mendes: Penso que consegue a final, mas depois do ano passado já não sei de nada.

Joana Raimundo: Eles estão mesmo perdidos... Isto é, no caminho para a final, porque esse não o vão encontrar de certeza.

Neuza Ferreira: Passa à final, mas duvido que consiga um bom lugar.


André Sousa: 4 pontos.

Andreia Valente: 7 pontos.

Catarina Gouveia: 10 pontos.

Daniel Fidalgo: 10 pontos.

Diogo Canudo: 7 pontos.

Elizabete Cruz: 3 pontos.

Jessica Mendes: 6 pontos.

Joana Raimundo: 0 pontos.

Neuza Ferreira: 8 pontos.

Total: 55 pontos.


André Sousa: E apostar em algo novo, não?

Andreia Valente: Olhar dramático. Pausa. Olhar dramático. Pausa. Playback.

Catarina Gouveia: Se eles estão perdidos imaginem eu ao tentar perceber a história desta letra…

Daniel Fidalgo: A Itália vai ganhar, mas não é necessário aludir a Verona para toda a gente o saber.

Diogo Canudo: Tirem a Laura. O Koit fica melhor sozinho a cantar “Verona”.

Elizabete Cruz: Quando é que a Estónia vai mandar um dueto em que as pessoas olham uma para a outra pelo menos uma vez?

Jessica Mendes: Justice for Jüri!!

Joana Raimundo: Nem o Shakespeare consegue salvar esta canção.

Neuza Ferreira: Está na altura de começarem a dar o devido mérito à Estónia.


1.º Azerbaijão - 77 pontos; 2.º Portugal - 77 pontos; 3.º Bulgária - 75 pontos; 4.º Sérvia - 71 pontos; 5.º Dinamarca - 70 pontos; 6.º Finlândia - 68 pontos; 7.º Polónia - 65 pontos; 8.º Suécia - 65 pontos; 9.º Hungria - 64 pontos; 10.º Bélgica - 63 pontos; 11.º Arménia - 60 pontos; 12.º Austrália - 60 pontos; 13.º Islândia - 59 pontos; 14.º Holanda - 58 pontos; 15.º Albânia - 56 pontos; 16.º Macedónia - 56 pontos; 17.º Estónia - 55 pontos; 18.º Bielorrússia - 54 pontos; 19.º Áustria - 49 pontos; 20 Geórgia - 46 pontos; 21 Moldávia - 45 pontos; 22.º Montenegro - 41 pontos; 23.º Rússia - 37 pontos; 24.º Grécia - 37 pontos; 25.º Irlanda - 33 pontos; 26.º Chipre - 32 pontos; 27.º República Checa - 30 pontos; 28.º Letónia - 29 pontos;  29.º Roménia - 27 pontos; 30.º Malta - 23 pontos; 31.º Croácia - 22 pontos; 32.º Eslovénia - 14 pontos.

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