Apreciações Musicais - ESC 2017: Bielorrússia


NAVI - "HISTORYJA MAJHO ZYCCIA"



André Sousa: Isto é algo bastante tradicional. Um estilo que ultimamente se tem ouvido com mais regularidade nas rádios, e na televisão.

Andreia Valente: Para quem é obcecado com música folk como eu sou, consegue reconhecer marcadores tradicionais mais importantes. Não há nada de inovador para o mundo da música, mas é inovador para o mundo do ESC, uma vez que os Firelight falharam miseravelmente em 2014. 

Catarina Gouveia: É uma proposta completamente inesperada por parte da Bielorrússia. Claramente inferior às canções dos últimos anos, mas, mesmo que não seja algo que eu pessoalmente goste, tem o seu cunho pessoal e isso é um ponto a favor – arrisco-me a dizer que talvez seja o único.

Daniel Fidalgo: O que faz falta na Eurovisão! Excelente instrumental. Étnico, divertido, com propósito. Muito bom!

Diogo Canudo: “Historyja Majho Zyccia” tem um instrumental animado, divertido, com o uso de vários instrumentais que fazem mostrar a beleza da canção facilmente. No entanto, não faz de todo parte dos meus gostos musicais, e acabo por descartá-la por esse mesmo motivo. Mas não deixa de ser uma proposta diferente e até irreverente…

Elizabete Cruz: A Bielorrússia traz este ano um instrumental que cativa e que deixa um sorriso no rosto de quem o ouve. Facilmente nos transporta para um outro universo e nos deixa com uma disposição completamente diferente.

Jessica Mendes: Perdoa-se a pobreza que este tema tem no final pelo facto de ter aquilo que eu considero a essência da eurovisão: cultura. Além disso é uma daquelas músicas onde é impossível não sorrir.

Joana Raimundo: Adooooro! Não acham isto lindo? Eu nem sei bem que sons estão na música, mas penso que haja algo de tradicional pelo meio, que faz isto funcionar muito bem. 

Neuza Ferreira: Ao início parace aborrecido e sem nexo, mas com o avançar torna-se super cativante. 


André Sousa: Não divido da capacidade de ambos, contudo não me identifico em nada com o tema. 

Andreia Valente: Harmonia excelentes. As vozes transmitem uma alegria contagiante. A vocalista é impressionante. 

Catarina Gouveia: Os Naviband funcionam bem enquanto dupla, ambos têm uma boa voz. Os “hey hey ayayayayaho” são um pouco (muito) irritantes e repetitivos.

Daniel Fidalgo: A voz do elemento masculino é ofuscada pela belíssima voz da intérprete. Mas, o resultado final, continua a ser bom. 

Diogo Canudo: A voz da intérprete tem um tom doce e meigo e apresenta muita segurança e habilidade da mudança de notas. No entanto, já ele deixa muito a desejar… e ao vivo ainda é pior. Eu fazia uma canção em que só ela pudesse cantar.

Elizabete Cruz: Os vocais estão a precisar de ser melhorados, até porque parece que facilmente são engolidos pela vida do instrumental. 

Jessica Mendes: Ela canta muito bem, ele nem por isso, mas funcionam relativamente bem em conjunto.

Joana Raimundo: Este é um dueto maravilhoso, e a conjugação das duas vozes, que por sinal são bastante boas, funciona perfeitamente. 

Neuza Ferreira: A voz dele é tão meh, mas a voz dela é magnífica e vale pelos dois (para o bem da Bielorrússia).


André Sousa: Acredito que possam fazer uma boa apresentação ao vivo. É ver como será. 

Andreia Valente: Nunca o folk se sentiu tão vivo no festival como quando estes dois talentosos intérpretes sobem ao palco com absolutamente cenário nenhum. A atuação dos NAVIBAND não necessita de mais coisa alguma porque a energia que as vozes, a batida, a guitarra, o movimento em palco e o hook chamativo irradiam é mais que suficiente para incitar Kiev a cantar e ninguém conseguirá não bater palmas.

Catarina Gouveia: Tenho para mim que a dupla vai passar a atuação aos saltos, baseando-me no que vejo no videoclip da canção, o que irá fazer com que eu deteste a canção ainda mais um pouco.

Daniel Fidalgo: Transmite animação e simplicidade. A manter em Kiev.

Diogo Canudo: Não sei como podem explorar em palco esta música. Devem ficar palco estáticos a cantarem um para o outro, como foi na final da Bielorrússia.

Elizabete Cruz: Para além da química dos dois cantores é ainda de notar a enorme boa disposição dos dois, claramente necessária nesta música. Eles podem ir a Kiev conseguir um resultado horrível, mas que se vão divertir muito, com certeza vão!

Jessica Mendes: Faz-me falta uma dança tradicional ou algo que se pareça. Aqueles ataques de epilepsia da vocalista não dão com nada.

Joana Raimundo: Espero que não os vejamos vestidos de gala e que levem assim algo mais tradicional, acho que seria a conjugação perfeita para esta música.

Neuza Ferreira: Bastante boa, principalmente no início. Variada. São bastantes ativos e isso cativa o púlibco... Com certeza que irão levar bastante energia para o palco eurovisivo! Tenho vontade de ir dançar com eles.


André Sousa: Mais uma mensagem repleta de boas energias e positividade. Gosto disso. 

Andreia Valente: Ouvir a língua bielorussa dá-me imenso prazer. Uma letra jovial sobre paixão pelo dia de hoje e esperança pelo dia de amanhã. Não é preciso sequer ver a tradução para nos percebermos que é uma letra cheia de positivismo!  

Catarina Gouveia: É a primeira vez que o país não leva uma canção em inglês à Eurovisão, e eu sou 100% a favor disso. Ainda que a história seja um pouco banal, é uma letra bonita.

Daniel Fidalgo: Menos uma em inglês. Well done! 

Diogo Canudo: Aplaudo por cantarem na sua língua nativa (hoje em dia é muito raro os países cantarem noutra língua que não o inglês). No entanto, não deixa de ser uma letra banal em que são mencionados os novos objetivos da vida de cada pessoa. Além disso, o pós-refrão com tantos “Hey, hey” irritam-me profundamente.

Elizabete Cruz: Este é o caso de letra que não teria interesse nenhum se fosse em inglês porque não é nada de especial. Mas sou fã assumida das línguas de leste e esta música conquistou-me justamente por causa do idioma. 

Jessica Mendes: Digam-me quem é que não se juntou a eles na parte final logo da primeira vez que ouviu a música?

Joana Raimundo: Para já, acho maravilhoso terem mantido a língua materna. Depois, é em geral uma mensagem positiva, que celebra a vida. Querem pedir mais do que isto?

Neuza Ferreira: Boa, porque é em Bielorruso, se fosse cantada em inglês seria terrível e enjoativa. O refrão é chato (o que é uma pena).


André Sousa: Duvido que consigam um lugar na final.

Andreia Valente: Vai ser complicado passarem à final mas a minha esperança está nos NAVIBAND. 

Catarina Gouveia: Duvido que tenha alguma hipótese de se apurar…

Daniel Fidalgo: Merece a final, sem sombra para dúvidas.

Diogo Canudo: Deve ficar pela semifinal.

Elizabete Cruz: Eu temo que a música não passe à final, mas que merece, merece!

Jessica Mendes: Final, mas sem um grande lugar.

Joana Raimundo: É a primeira vez que a Bielorrússia leva uma música cantada na sua língua, e por isso, já merecem a final. 

Neuza Ferreira: Espero que fiquem pelo menos no meio da tabela. Qualquer coisa menos do que isso seria uma injustiça.


André Sousa: 3 pontos.

Andreia Valente: 12 pontos.

Catarina Gouveia: 2 pontos.

Daniel Fidalgo: 8 pontos.

Diogo Canudo: 2 pontos.

Elizabete Cruz: 6 pontos.

Jessica Mendes: 6 pontos.

Joana Raimundo: 7 pontos.

Neuza Ferreira: 8 pontos.

Total: 54 pontos.


André Sousa: Este é daqueles temas que por mais que me esforce não contigo ter uma expressão. 

Andreia Valente: O amor que tenho à energia dos NAVIBAND é imensurável. 

Catarina Gouveia: Que dor de cabeça depois de tanto aiaiai!

Daniel Fidalgo: Hey Hey AIAIAIAIAIAI

Diogo Canudo: Eles não se cansam de dizer “Hey! Hey! Hay-yay-yay-a-ho!”?

Elizabete Cruz: Porque é que as pessoas não percebem que diferentes idiomas tornam músicas medianas em coisas mesmo boas?

Jessica Mendes: Ao menos não é em inglês.

Joana Raimundo: São o Romeu e a Julieta da Eurovisão. 

Neuza Ferreira: Ótima música para se ouvir numa taberna.


1.º Azerbaijão - 77 pontos; 2.º Portugal - 77 pontos; 3.º Sérvia - 71 pontos; 4.º Dinamarca - 70 pontos; 5.º Finlândia - 68 pontos; 6.º Polónia - 65 pontos; 7.º Suécia - 65 pontos; 8.º Hungria - 64 pontos; 9.º Bélgica - 63 pontos; 10.º Arménia - 60 pontos; 11.º Austrália - 60 pontos; 12.º Islândia - 59 pontos; 13.º Holanda - 58 pontos; 14.º Albânia - 56 pontos; 15.º Macedónia - 56 pontos; 16.º Bielorrússia - 54 pontos; 17.º Áustria - 49 pontos; 18 Geórgia - 46 pontos; 19 Moldávia - 45 pontos; 20.º Montenegro - 41 pontos; 21.º Rússia - 37 pontos; 22.º Grécia - 37 pontos; 23.º Irlanda - 33 pontos; 24.º Chipre - 32 pontos; 25.º República Checa - 30 pontos; 26.º Letónia - 29 pontos;  27.º Roménia - 27 pontos; 28.º Malta - 23 pontos; 29.º Eslovénia - 14 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

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