Apreciações Musicais - ESC 2018: Arménia



Sevak Khanagyan - "Qami"



André Sousa: Um instrumental muito bem produzido. A Arménia nunca costuma desiludir nessa parte. Gosto bastante da simbiose que é feita entre a parte mais calma e a parte mais pujante deste tema. Uma balada que cruza muito bem a parte mais serena com a actualidade dos sons que se ouvem no panorama internacional. Eu gosto.

Andreia Valente: O instrumental de “Qami” não tem o fator revolucionário que “Fly With Me” tinha. O instrumental é moderno e poderoso, mas não é o ponto forte da canção. 

Catarina Gouveia: O encanto desta canção provém do idioma em que ela é cantada, não propriamente do seu instrumental. Apesar de ser uma boa balada, não é nada memorável nem tem um grande elemento de destaque a não ser o seu final. Suceder a Artsvik é uma tarefa difícil.

Daniel Fidalgo: Arrepiante! Um instrumental inicialmente ao piano e que, mais perto do final, abre luz a uma forte base eletrónica. “Qami” é das melhores baladas eletrónicas deste ano e das que têm mais a oferecer a nível emocional. Sinto que esta canção é uma versão poética de “Not Alone”, representante da Arménia na Eurovisão 2014, uma versão feita à medida daqueles que dão asas aos sentimentos. 

Diogo Canudo: Uma balada moderna que vai em crescendo até explodir no final. Gosto imenso que tenta fugir aos habituais clichés de uma balada sem deixar de sê-la. Trabalho impecável neste ponto.

Elizabete Cruz: No início achei que o instrumental me conseguia prender, mas a verdade é que não gosto assim tanto assim da forma como progride. Dispensava a parte eletrónica da música.

Jessica Mendes: É uma daquelas baladas bonitas que se vai desenvolvendo para chegar a um final estonteante. Nada que não tenhamos visto dezenas de vezes na Eurovisão.

João Vermelho: Acho que a música ganharia mais se o instrumental fosse mais orgânico, porém adoro a melodia e a presença do piano em certas partes.

Neuza Ferreira: Mais um excelente instrumental trazido pela Arménia. Nota-se que o instrumental vai “crescendo” à medida que a canção também cresce, atingindo o auge no refrão e terminando na perfeição. Adoro toda a envolvência.

Patrícia Leite: A Arménia traz-nos este ano uma balada com um instrumental melancólico, mas que também emite uma certa sensação de “leveza”. À medida que o instrumental vai progredindo vai mostrando uma certa essência caraterística das baladas da zona do Médio Oriente que se nota através dos arranjos das cordas. Na minha opinião a Arménia arriscou pela simplicidade e arriscou muito bem!

Pedro Anselmo: Era uma das minhas poucas favoritas da seleção da Arménia. O instrumental de Qami é muito bonito e a passagem para a parte mais eletrónica está muito bem conseguida.

Pedro Lopes: Um instrumental bastante bonito até, que em certos momentos consegue ir buscar sonoridades quer mais tradicionais, quer mais contemporâneas.  

Tiago Lopes: Tem um instrumental atual, podendo demorar a despertar o interesse apenas ouvindo as notas iniciais, sendo que a música vai crescendo tendo uma “explosão” já perto do final. 





André Sousa: A voz é mesmo a parte mais positiva deste tema. O Sevak tem um poder enorme na voz mas, sobretudo, conhece muito bem aquilo que poderá fazer com ela. Isso faz com que resulte tudo tão bem na sua complementaridade. Assim, acredito que esta canção tenham uma grande potencialidade que, infelizmente, ainda não vejo valorizada pelos seguidores e fãs do certame. 

Andreia Valente: Sevak tem uma voz poderosa, mas, tanto a atuação no Depi Evratesil, como a versão estúdio, apresentam uma sonoridade muito processada. Existem vozes masculinas mais impressionantes, este ano. 

Catarina Gouveia: Está longe de ser uma das melhores vozes masculinas do ano, mas cumpre o que a si lhe compete, sendo irrepreensível durante toda a canção.

Daniel Fidalgo: Excelente! Voz cheia de soul e carisma. Sevak acompanha com a sua voz o crescimento da canção, ficando cada vez mais forte à medida que nos aproximamos do final de “Qami”.

Diogo Canudo: Nota-se perfeitamente quando é um profissional que está a cantar. Não é por acaso que ele ganha tantos prémios no seu país e que é um dos artistas jovens mais célebres e adorados. Sem falhas – e a música é muito difícil de cantar, exatamente, pelas extensões de versos que a mesma tem.

Elizabete Cruz: Sevak tem uma voz forte e confiante, que encaixa bem na melodia. Não vejo nada de negativo a apontar.

Jessica Mendes: O que faz com que muitas das músicas deste género acabem ignoradas é a falta de uma voz marcante. Sevak tem essa voz e, até os momentos em que a voz parece forçada se adequam perfeitamente.

João Vermelho: O Sevak tem das melhores vozes deste ano, é simplesmente incrível a maneira como interpreta Qami!

Neuza Ferreira: A voz do Sevak não chega nem aos calcanhares da voz da Artsvik, contudo, encaixa perfeitamente no tema.

Patrícia Leite: A voz de Sevak combina muito bem com o instrumental. A sua rouquidão passa um certo sentimento de “revolta” e desespero, o que faz com que ele consiga passar a mensagem da letra. 

Pedro Anselmo: É um ponto forte da atuação de Sevak Khanagyan, uma voz forte e segura, para além de que transmite emoções ao cantar esta música.

Pedro Lopes: Grande poder vocal. Há primeira audição, a voz de Sevak não é nada de por aí de extraordinário, mas a verdade é que ele vai crescendo à medida que a canção avança, e mostra uma boa amplitude, mesmo ao vivo. 

Tiago Lopes: Outra das melhores vozes a concurso. Sevak consegue interpretar a música com garra e emoção. Nada mais a apontar. 


André Sousa: Espero mais. Fiquei desiludido de o ver em palco. Precisa de dar mais para que consiga marcar a sua presença num tema tão forte como o dele.

Andreia Valente: Se em maior parte da canção Sevak grita “VENTO”, acho que estão a perder uma oportunidade gigante de usar máquinas de vento justificadas. Ponham-no numa camisa branca e deixem o vento fazer o resto do trabalho. 

Catarina Gouveia: A roupa utilizada na seleção da Arménia tem de ir embora. Urgentemente! A julgar pelo tipo de canção, o staging de “Qami” deverá ser algo semelhante à da canção arménia de 2014. 

Daniel Fidalgo: Tudo menos aqueles trajes horríveis apresentados na final nacional da Arménia. Aquela armadura é demasiado distrativa e rouba as atenções do belíssimo tema que Sevak canta com muito sentimento. Espero que a delegação seja inteligente que que foque a apresentação na canção e no intérprete. 

Diogo Canudo: A atuação tem de ser melhorada e o Sevak deve explorar mais os efeitos visuais que usou na sua final nacional.

Elizabete Cruz: O palco com certeza precisa de algo novo e mesmo Sevak parece precisar de um pouco mais de à vontade, mas nada que não se possa resolver.

Jessica Mendes: Quando vi o colete à prova de bala achei que ele podia estar a falar de guerra. Depois vi a imagem da mulher no final e fiquei à nora. Ignorando isso, falta qualquer coisa. Sempre fui adepta de atuações simples mas Sevak não é nenhum Aram Mp3 e precisava de o ser.

João Vermelho: Espero que consigam transmitir a mesma mensagem mas que utilizem a armadura de corpo de uma forma mais inteligente e mais elegante.

Neuza Ferreira: Algo do género do que foi no Depi Evratesil e está feito. Este tema não pede grandes inovações, mas sim algo simples.

Patrícia Leite: Todo o cenário e luzes estão de acordo com a canção. No início escuro e frio, tal como o início da canção, que produz uma certa melancolia e, à medida que a canção vai progredindo o palco vai clareando, tal como a música que, à medida que vai progredindo vai “explodindo”. Quanto aos cantores, apesar de ser uma canção intimista, os backing vocals deveriam de estar presentes no palco, ainda que mais atrás e num local mais escuro. Em relação ao guarda-roupa, ainda não percebi o porquê de o cantor usar aquela armação no tronco. De resto, acho que esta canção pode resultar muito bem.

Pedro Anselmo: Talvez o ponto mais fraco, na actuação da final nacional esteve sozinho e penso que precisa de algo mais. Para além disso não gostei da vestimenta que levou.

Pedro Lopes: Do que vi na final nacional, Sevak acaba por pecar um pouco na sua presença em palco. Nada de mais acontecesse. Poderíamos achar que não seria necessário. Mas ao menos, podiam-lhe dizer para arranjar uns movimentos de braços e pernas mais assertivos…

Tiago Lopes: Estou descansado neste parâmetro. A Arménia é dos países que melhor trabalha de forma a aproveitar o intérprete, a música e o palco. 


André Sousa: Das letras que mais gosto este ano. Muito introspectiva, muito real, muito sentida. Gosto mesmo muito.

Andreia Valente: Confesso, na minha simples ignorância, não entender por completo a letra de “Qami”. Começa por falar de solidão, depois de amor às nuvens e depois culpa o vento por levar-lhe as memórias. Não percebo se “Qami” é uma música de amor às condições atmosféricas ou se existe outro humano envolvido.

Catarina Gouveia: É bom saber que vamos ter uma canção 100% cantada em arménio na Eurovisão pela primeira vez na história. O que acontece quando os países decidem cantar no seu próprio idioma é isto: conseguir construir uma letra que demonstra esforço, sem frases básicas nem rimas previsíveis. "Qami" faz uma ligação entre as emoções que sente e a natureza. Podemos não perceber nada do que ele diz, mas a força da canção transmite tudo. 

Daniel Fidalgo: Um belo poema escrito na língua nativa e que pretende ser uma reflexão sobre o passar do tempo e as memórias que se vão perdendo.  

Diogo Canudo: Uma canção com uma letra invulgar. É um poema de amor, mas ao mesmo tempo cheio de força e instropeção, e repleto de memórias e de metáforas. Eu gosto.

Elizabete Cruz: Que bom que é ver a Arménia a cantar na língua nativa! Mas sinceramente achei a letra tão repetitiva que fiquei surpresa quando vi que havia tantos versos diferentes.

Jessica Mendes: Pára tudo! A Arménia a cantar em arménio? Já não reconheço este concurso. A letra é repetitiva até mais não e, para dizer a verdade, isso chateia-me porque esperava muito melhor que “dá-me asas para te seguir”.

João Vermelho: Não é uma obra de arte, mas a letra tem o seu significado, gostei bastante deste trecho “Onde me tiraste as minhas quentes lembranças? Oh vento, Dá me asas, Para eu te seguir” e em arménio ficou lindo!

Neuza Ferreira: É uma letra simples e bonita.

Patrícia Leite: O ponto forte desta canção. Não só pela mensagem que passa, mas pelo idioma em que ela é cantada. A mensagem é fortíssima. Sob o tema “vento” (tradução de “Qami”), a letra fala-nos de um amor desaparecido e de memórias horríveis. Terá esta música tenha alguma coisa a ver com a situação política que se passa próximo deles, na Síria?! Não sei, mas a meu ver teremos uma Arménia na final a lutar pelo troféu.  

Pedro Anselmo: Só por ser em arménio, ganha logo pontos. Apesar de não entender, dá para ver que é um poema bonito.

Pedro Lopes: Mais uma letra que menciona as relações complicadas. Como a achar que vou ficar meio deprimido com estas letras.

Tiago Lopes: Pela primeira vez ouviremos a língua arménia na Eurovisão e neste caso perdemos a oportunidade de perceber uma das letras mais bonitas deste ano. “Qami”, “vento” em português, fala da solidão e saudade das memórias que o vento levou.


André Sousa: Espero que um bom resultado na final para a Arménia.

Andreia Valente: “Fly With Me” ficou em 18.º na final e é melhor que “Qami” em todos os aspetos. No entanto, acho que “Qami” apela a uma maior audiência. Provavelmente, passará à final muito à rasca e depois fique à porta do top 15 na final.

Catarina Gouveia: Não deverá chegar perto do resultado de “Fly With Me”, mas deverá apurar-se para a final.

Daniel Fidalgo: É finalista sem sombra de dúvidas. E não me importava de ver a Arménia a sediar a competição pela primeira vez. 

Diogo Canudo: Espero um top 10. A melhor balada do ano.

Elizabete Cruz: Provavelmente a Arménia vai-se dar bem.

Jessica Mendes: Vai depender tudo da atuação, mas acredito num top 15.

João Vermelho: Penso que chegará à final facilmente, mas não a vejo a ficar no lado esquerdo da tabela na final.

Neuza Ferreira: Passa à final.

Patrícia Leite: Top 10 ou meio da tabela.

Pedro Anselmo: Acredito que consiga passar à final. Estará dentro do top 20.

Pedro Lopes: Arménia na final, perto do top 15, uma classificação melhor que a do ano passado. Mas esta Europa às vezes troca-nos as voltas…

Tiago Lopes: Top 15 na final.


André Sousa: 10 pontos.

Andreia Valente: 7 pontos.

Catarina Gouveia: 4 pontos.

Daniel Fidalgo: 12 pontos.

Diogo Canudo: 12 pontos.

Elizabete Cruz: 4 pontos.

Jessica Mendes: 8 pontos.

João Vermelho: 7 pontos.

Neuza Ferreira: 8 pontos.

Patrícia Leite: 10 pontos.

Pedro Anselmo: 4 pontos.

Pedro Lopes: 6 pontos.

Tiago Lopes: 8 pontos.

Total: 100 pontos





André Sousa: Mais do que espectáculo, isto aqui é voz, é sentimento!

Andreia Valente: Eu não sei porque é que ele está tão zangado, mas eu também não sou fã de vento.

Catarina Gouveia: Espero que o lugar de Sevak na final não seja levado pelo “Qami”!

Daniel Fidalgo:  A Arménia tem-se destacado por ser, cada vez mais, uma potência eurovisiva!

Diogo Canudo: A minha favorita.

Elizabete Cruz: Quem deu aquela roupa ao homem pensa que a Altice é uma arena de gladiadores?

Jessica Mendes: Alguém que lhe arranje também um casaco a dizer FBI para combinar com o colete à prova de bala.

João Vermelho: A armadura dele não é o colete, mas sim a voz!

Neuza Ferreira: Todos os anos a Arménia me surpreende.

Patrícia Leite: Espero que um bom resultado na final para a Arménia.

Pedro Anselmo: Arménia a mostrar a beleza da sua música.

Pedro Lopes: Típica balada do senhor charmoso.

Tiago Lopes: Que o vento te leve do abismo para o top!


1.º Estónia - 144 pontos; 2.º Bélgica - 115 pontos;  3.º Israel - 112 pontos; 4.º Bulgária - 105 pontos; 5.º Arménia - 100 pontos; 6.º República Checa - 86 pontos; 7.º Lituânia - 77 pontos; 8.º Albânia - 76 pontos; 9.º Azerbaijão - 69 pontos; 10.º Bielorrússia - 48 pontos; 11.º Islândia - 31 pontos. 

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