Apreciações Musicais - ESC 2018: Áustria



Cesár Sampson - "Nobody But You"




André Sousa: Mais uma vez volto a frisar, que este ano encontro estilos de música muito mais variados. A Áustria é um caso desses. O tema levado a cabo por Cesár mistura o gospel e as raízes quentes das vozes africanas. No que concerne ao instrumental, é algo que só permite que toda a mensagem seja passada através dos sentimentos. 

Andreia Valente: Adoro tudo da aposta da Áustria. O instrumental de “Nobody But You” é fenomenal e tem elementos de pop, R&B, soul e gospel. É impossível ficar indiferente, especialmente ao último quarto da canção – é arriscado, energético, inovador. Adoro gospel. Adoro R&B. Adoro soul. Adoro “Nobody But You”.

Catarina Gouveia: “Nobody But You” é a canção que vem para fazer com que paremos todos de pedir pelo regresso da Conchita a cada vez que a Áustria revela a sua proposta para o festival. O seu género musical é diferente do que costumamos ver na Eurovisão e propício a que toda a gente adore, se não for à primeira, é à segunda.

Daniel Fidalgo: Consigo imaginar o Sam Smith a interpretar este tema e, embora não seja fã, reconheço-lhe o talento e a qualidade musical. A Áustria tem vindo a acertar o seu caminho na Eurovisão e este ano não é exceção. “Nobody But You” é um tema bastante atual, com elementos pop e gospel e com um refrão muito contagiante e bem composto, aliás, como toda a canção. 

Diogo Canudo: Normalmente não gosto das músicas austríacas, mas esta surpreendeu-me pela positiva. Uma música pop-gospel com um instrumental contemporâneo, bem construído e um refrão bastante forte. Eu gosto.

Elizabete Cruz: Não sendo uma das minhas músicas preferidas do ano, não lhe nego a qualidade. Acho que tem potencial para surpreender.

Jessica Mendes: Pelo início parecia-me que vinha aí uma música cheia de influências jazz mas acabou por evoluir para um pop bastante normal com toques de soul e gospel. Gosto mais dos versos que do refrão, mas não deixa de ser uma boa música.

João Vermelho: Adoro, adoro. O instrumental é lindíssimo. A Áustria volta a não me desiludir, o instrumental combina perfeitamente com os coros e a voz do Cesár, uma construção melodicamente muito bem estruturada.

Neuza Ferreira: O início é interessante e depois vai crescendo. Gosto. Não sei se é de mim, mas há uma parte que me faz lembrar músicas de Natal.

Patrícia Leite: Este é o tipo de canções que, mesmo que só fossem tocadas apenas num piano eram apaixonantes! De certeza que a versão acústica seria um arraso! A canção apresenta um instrumental calmo no início, dando mesmo a sensação de tristeza, mas rapidamente progride e explode no refrão, reproduzindo sentimentos de uma certa liberdade e “sofrimento” ao mesmo tempo por ainda não ter atingido aquilo que quer. Muito bem, a Áustria está a voltar ao topo!

Pedro Anselmo: Inicialmente faz-me lembrar Hozier, o que me leva uma desilusão ao longo da canção. É interessante, até pelos coros, mas não me deu o clique.

Pedro Lopes: Contemporâneo nível máximo. Mas, não sei, há qualquer coisa nesta que marca também pela diferença. Vamos todos bater palmas ao longo dos três minutos, não vamos?

Tiago Lopes: Uma sonoridade bastante agradável, facilmente encontramos algo parecido a tocar na rádio nos dias de hoje. Ainda assim, é uma aposta pouco comum no palco eurovisivo e que se destacará das outras propostas a concurso.


Confira a votação da OGAE França: 


André Sousa: A voz com que nos brinda o Cesár é algo de outro mundo. A voz quente dos estilos africanos, faz com o tema ganhe um outro encanto. Gosto mesmo muito, e destaco como um grande ponto positivo de toda esta composição. Com raízes claras de gospel, a intensidade dada à canção é óptima. Uma grande aposta, a meu ver, da Áustria, este ano.

Andreia Valente: A grande surpresa do ano, para mim. Cesár Sampson tem vocal range extremamente dinâmico e um timbre ao qual estou pronta para louvar para o resto desta temporada eurovisiva. Aqueles agudos? Divinais. Produto dO Espírito Santo que abençoa os nossos ouvidos.

Catarina Gouveia: Ouvir o César cantar é o equivalente a ter uma manta macia nos pés num dia de inverno. É confortante, aconchegante. Arrisco dizer que é a melhor voz masculina do ano.

Daniel Fidalgo: Dá para notar as potencialidades vocais de Cesár. Vai, sem sombra de dúvidas, arrasar em Lisboa com a sua voz calorosa e marcante. 

Diogo Canudo: Acho que o César vai estar muito confortável a cantar esta música em palco. Gostei da forma também como os coros desta música foram utilizados, sem pecarem em excesso. Escolha inteligente!

Elizabete Cruz: É para mim uma das vozes mais interessantes do ano. Não sei como vai funcionar ao vivo, mas estou expectante.

Jessica Mendes: Cesár tem uma excelente voz e um timbre muito jazz que fica perfeito nos versos da canção. 

João Vermelho: A voz do Cesár não podia encaixar melhor nesta canção, amo a voz dele, encaixa na perfeição com a letra e o instrumental, espero que ao vivo seja tão bom quanto na versão estúdio!

Neuza Ferreira: Adoro o timbre do César, não sei explicar porquê, é algo que me parece diferente. Espero que ao vivo consiga mostrar um bom poder vocal.

Patrícia Leite: A voz é simplesmente espetacular para este tema. Nada a apontar, é segura e bem colocada. Faz lembrar o Sam Smith. Os coros em versão gospel combinam muito bem com a música. 

Pedro Anselmo: Tem uma boa voz, é competente.

Pedro Lopes: Excelente voz! Mais um cantor que domina bastante bem os agudos… e sabemos bem o quanto pode encantar os nossos júris! Ah, e não esqueçamos os coros, que vão dar uma grande ajuda à música em sim.

Tiago Lopes: Tendo sido requisitado por duas vezes para ser back vocal na Eurovisão, Cesár tem a experiência vocal necessária para defender este tema. É uma voz grave e bastante segura.


André Sousa: Aguardo por ver. Mas acredito que seja algo enérgico, algo muito vibrante mas, cima de tudo, algo muito verdadeiro e despido de grandes efeitos visuais. 

Andreia Valente: Não temos muito para nos basearmos quando falarmos em como Cesár poderá domar um palco. Pelo videoclip, é claro que Cesár movimenta-se de forma natural e experiente. Eu aposto que ele vai ser extraordinário no palco – confiante, expressivo e, sejamos sinceros, extremamente jeitoso.

Catarina Gouveia: Se a Áustria em 2017 inseriu elementos no cenário para ofuscar a mediocridade da canção, este ano não há razões para o fazer. Quero toda uma performance digna de participar numa cena do “Sister Act”.

Daniel Fidalgo: Espero uma apresentação sóbria e que o foco vá para o cantor e para a beleza do seu timbre. 

Diogo Canudo: Espero algo imaginativo em palco, além do comum artista no centro do palco e dos coros no canto. O uso de um bom cenário também vai fazer a diferença em maio. 

Elizabete Cruz: É difícil prever como vai ser em palco, mas a Áustria tem música suficiente para criar um bom ambiente em palco.

Jessica Mendes: Não me parece que vá sair daqui algo memorável, mas tenho confiança nas capacidades dele de encher o palco.

João Vermelho: Acho que a Áustria deveria se inspirar no seu videoclip e tentar explorar algumas ideias, como aquelas luzes e aqueles recortes nas estatuas, acho que seria interessante ver algo do género em palco!

Neuza Ferreira: Estou curiosa com o que vão fazer em palco. Não me ocorre nada que possa ter um efeito “wow”.

Patrícia Leite: Estou ansiosa para ver como a atuação ao vivo se vai sair. A música é fantástica e penso que poderá dar-se muito bem se tudo for feito com ponderação. 

Pedro Anselmo: Estou à espera de uma actuação dinâmica, com todo um coro gospel no fundo do palco.

Pedro Lopes: Para alguém que já esteve no palco da Eurovisão nos últimos dois anos, mesmo que como backing vocal, espero que esteja já habituado a lidar com o tamanho da Eurovisão.

Tiago Lopes: Para além de cantor, o artista austríaco é também modelo, o que poderá levar a ter uma boa interação com as câmaras. A nível de palco espero algo simples com um coro a acompanhar.  


André Sousa: Mais uma letra que gosto, contudo nada assim de muito especial. É uma letra que faz com que as pessoas se identifiquem com ela, mas nada mais do que isso.

Andreia Valente: Uma letra to the point. Ele está decidido em convencê-la de que ela deveria ficar com ele porque ele não consegue ver-se com mais ninguém. “So am I right giving my all making you stay tonight?” – consigo sentir a intensidade.  

Catarina Gouveia: Esta é uma canção escrita por alguém que simplesmente ignorou as regras da Dua Lipa. Ainda que seja um tema mais do que batido em canções do festival e não só, está escrita de uma forma brilhante. O refrão é divinal.

Daniel Fidalgo: Um poema que fala sobre o amor incondicionalmente, tão forte que é capaz de mudar a vida de alguém. Algo já ouvido, mas que se adequa muito bem na voz de César e neste tema apaixonante.  

Diogo Canudo: Pode não ser o melhor poema do mundo, mas, para o instrumental que apresenta, até está bem construído. Nota-se que perderam tempo a escrevê-la, e isso já é bastante positivo. 

Elizabete Cruz: Cesár não consegue partir para outra e escreveu uma letra longe de ser especial sobre isso.

Jessica Mendes: É mais uma música de amor entre outras tantas repleta de clichés.

João Vermelho: Acho que é a letra mais bem composta. Não é uma letra muito repetitiva, sabe brincar com a melodia e a letra e o refrão é lindo: “It wouldn’t be right letting you go running away from love/Ain’t nobody but you I can hold on to”

Neuza Ferreira: Gosto desta letra, neste instrumental e nesta voz. Penso que iria odiar isto noutras circunstâncias.

Patrícia Leite: A letra fala-nos de um amor difícil de esquecer. Apesar de ser um tema um bocadinho melancólico, combina com o instrumental, na medida em que no início, tal como a letra, o instrumental é um pouco triste, mas à medida que vai progredindo dá a ideia que o cantor não desiste do que quer, tal como o instrumental, que dá a sensação de liberdade. 

Pedro Anselmo: Uma letra um bocado repetitiva, mas que não é muito difícil de cantar.

Pedro Lopes: A letra está bem construída, é bem orelhuda, e fixámos o refrão num pestanejar.

Tiago Lopes: Mais uma letra sobre o amor. Desta vez, Cesár canta sobre uma relação prestes a terminar e declara-se de modo a salvar esse amor. Fica bem com o instrumental.


André Sousa: Eu só espero que a Áustria passe à final e que fique num bom lugar. É só o que espero.

Andreia Valente: Mundo, ouve-me. A Áustria não só merece um lugar na final, embora esteja na semifinal mais difícil, mas merece ficar no top 10 da final. Lembram-se dos 0 pontos para o Nathan Trent em 2017? Não se atrevam. 

Catarina Gouveia: Acredito que a Áustria pode alcançar o seu melhor resultado desde 2014.

Daniel Fidalgo: Espero que a Áustria termine a corrida num merecido top 10. 

Diogo Canudo: Top 15 na final.

Elizabete Cruz: Acredito que esta música consiga um lugar na final.

Jessica Mendes: Bottom 5 da final.

João Vermelho: Acredito na passagem à final, mas dado ao histórico da Áustria penso que não vai ficar no lado esquerdo da tabela.

Neuza Ferreira: Passa à final.

Patrícia Leite: Um top 5 será muito bem merecido. Será que lutará pelo 1º lugar?

Pedro Anselmo: Passa as semifinais, mas fica pelos últimos 10 da final.

Pedro Lopes: Consegue qualificar-se para a final, com um top 15 no final da noite de sábado.

Tiago Lopes: Poderá ser um outsider na competição. Acredito na classificação para a final e um top 10.


Confira a votação da OGAE França: 


André Sousa: 8 pontos.

Andreia Valente: 12 pontos.

Catarina Gouveia: 8 pontos.

Daniel Fidalgo: 10 pontos.

Diogo Canudo: 8 pontos.

Elizabete Cruz: 5 pontos.

Jessica Mendes: 10 pontos.

João Vermelho: 8 pontos.

Neuza Ferreira: 8 pontos.

Patrícia Leite: 12 pontos.

Pedro Anselmo: 3 pontos.

Pedro Lopes: 7 pontos.

Tiago Lopes: 8 pontos.

Total: 107 pontos


André Sousa: Esta é daquelas que depois da Eurovisão, continua presente na minha playlist.

Andreia Valente: Maravilhoso. Fenomenal. Estou conquistada dos pés às minhas pontas espigadas.

Catarina Gouveia: Já dizia a Madonna: “I’m not religious, but it makes me wanna pray.”

Daniel Fidalgo: Aposto que Sam Smith iria amar “Nobody But You”. 

Diogo Canudo: A Áustria está a esforçar-se!

Elizabete Cruz: Tenho a certeza que escrever uma música a dizer que não consegue ultrapassar alguém não o vai ajudar com isso, mas tudo bem.

Jessica Mendes: Para uma música com nome de álbum do Michael Bublé, não está nada mau.

João Vermelho: A Áustria novamente no meu top 10!

Neuza Ferreira: Não importava que isto passasse na rádio umas 10x por dia.

Patrícia Leite: De ouvir e chorar por mais!

Pedro Anselmo: Pede a Deus um milagre. Amén!

Pedro Lopes: Porque é que penso em gospel aqui? Coros? Não sei, só sei que me agrada!

Tiago Lopes: Depois do top 10 não precisas de correr mais atrás dela. 


1.º Estónia - 144 pontos; 2.º Bélgica - 115 pontos;  3.º Israel - 112 pontos; 4.º Áustria - 107 pontos; 5.º Bulgária - 105 pontos; 6.º Arménia - 100 pontos; 7.º República Checa - 86 pontos; 8.º Lituânia - 77 pontos; 9.º Albânia - 76 pontos; 10.º Azerbaijão - 69 pontos; 11.º Bielorrússia - 48 pontos; 12.º Islândia - 31 pontos. 

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