Apreciações Musicais - ESC 2018: Azerbaijão



Aisel - "X My Heart"


André Sousa: Um instrumental bastante actual. A batida dá a intensidade que é necessária para a interpretação se tornar mais pujante. O refrão faz-me parecer um tema que já ouvi várias vezes numa rádio qualquer. No entanto, volto a destacar a variação entre os pontos mais baixos e os mais altos do tema. No geral, acho que resulta bem.

Andreia Valente: “X My Heart” está no continente errado. Eu não me importaria de ouvir esta canção na rádio – tem uma voz competente, uma progressão comum do pop e um refrão que fica na cabeça durante o dia todo. No entanto, não deixa de ser o resultado de pouco esforço por esta suposta “Dream Team”. 

Catarina Gouveia: Sempre fui apreciadora da dupla Philipp Kirkorov e Dimitris Kontopoulos, logo fiquei entusiasmadíssima quando foi divulgado que eles seriam os autores da canção azeri, e voltei a ficar desiludida quando foi revelada, como aconteceu com a música da Grécia em 2017. “X My Heart” é um pop datado e antiquado. Uma das piores canções do Azerbaijão até à data. 

Daniel Fidalgo: “X My Heart” é uma canção pop, com um sentimento melancólico preso às sonoridades dançantes, mas ao mesmo tempo cheias de esperança. É aquela canção que que dá vontade de ouvir no final da noite, depois de termos dançado horas e horas a fio… não é que seja nada de extraordinário ou particularmente inovador, mas resulta… principalmente num ano de Eurovisão onde a maioria aposta no lema dos sentimentos, em canções lentas ou a meio gás… “X My Heart” é orgulhosamente contagiante. Poderia ser ainda melhor, mas o resultado final é bastante satisfatório. 

Diogo Canudo: “X My Heart” tem um instrumental super antiquado, faz-me lembrar imenso as músicas da Eurovisão em 2006 – o que não é um bom sinal. Até o instrumental no refrão é super repetitivo, chega a ser irritante…

Elizabete Cruz: Não sei nem como lidar com este instrumental. Ao fim de 30 segundos já dá vontade de desligar. Super genérico, sem nada que me agarre à música, é na minha opinião das coisas mais desinteressantes do ano.




Jessica Mendes: Não é bom agora nem era há 15 anos atrás quando se faziam este tipo de músicas.

João Vermelho: Um instrumental pouco inovador, um pop com uma melodia já ouvida imensas vezes, mas a verdade é que fica na cabeça principalmente no refrão, acho que quando ouvi a segunda vez na integra já a sabia de cor.

Neuza Ferreira: Um instrumental pop, normal, sem invenções, e que agrada aos meus ouvidos.

Patrícia Leite: O instrumental é caraterizado por uma típica balada pop bem ritmada, mas facilmente esquecível. O início não é “apelativo”, mas quando chega ao refrão até dá vontade de abanar o pé. O final termina com o desejo a mais. 

Pedro Anselmo: É um tema com um instrumental agradável de se ouvir e catchy, mas agora quanto ao resto…

Pedro Lopes: Não. Não era nada disto que esperava por parte do Azerbaijão. Músicas deste estilo estamos nós um pouco cheios. A música é boa, claro. Não é uma balada, o que é bom face aos nossos receios iniciais quanto à Eurovisão deste ano. Mas tanta promoção à “cantora” de jazz para depois sair isto…

Tiago Lopes: O Azerbaijão este ano apresenta-nos uma vez mais, uma proposta totalmente diferente do que enviou em anos anteriores. Apesar desta “originalidade”, “X my heart” não é uma música que seja totalmente inovadora a nível de composição e é facilmente comparável a tantas outras. 


André Sousa: Gosto bastante da voz da Aisel. Acredito que o tema poderia puxar ainda mais pelas capacidades vocais dela, visto que ela consegue – de certeza. O que espero dela, é que dê de tudo no palco eurovisivo, pois deposito muitas esperanças nesta canção.

Andreia Valente: Uma autêntica desgraça que a “Dream Team” tenha usado um talento do jazz, transformando-o num som genérico norte-americano. Qualquer voz minimamente decente conseguiria cantar “X My Heart” e a AISEL tem uma voz extraordinária. Um desperdício descomunal.

Catarina Gouveia: Aisel tem uma excelente voz, e até isso se torna questionável pela forma barata como esta canção está produzida. 

Daniel Fidalgo: Gosto bastante do timbre de Aisel. Pelo que li, a cantora tem a sua voz treinada para o jazz, provavelmente o género mais difícil de se cantar. Nota-se a qualidade vocal de Aisel, mesmo sento “X My Heart” um hino das pistas de dança. 

Diogo Canudo: Rumores afirmam que Aisel farta-se desafinar. Verdade ou não, a música não é muito exigente a nível vocal.

Elizabete Cruz: Pelo menos Aisel consegue (ou parece conseguir) cantar. Merecia uma música bem melhor.

Jessica Mendes: Não dá para ir buscar a Samra para “cantar” isto e deixar a Aisel, que efetivamente sabe cantar, para quando o Azerbaijão tiver uma boa música?

João Vermelho: A voz da Aisel é excelente apesar de não dar para entender o seu potencial nesta canção.

Neuza Ferreira: A versão estúdio está maravilhosa, mas será que ao vivo vai ser assim? Com o Azerbaijão fico sempre com um pé atrás.

Patrícia Leite: Não sei se o tipo de voz será o mais adequado a esta canção. No início quase não é percetível o que a cantora diz. Contudo, à medida que a música progride, a voz vai-se adequando. Talvez graças aos backing vocals

Pedro Anselmo: A voz de Aisel não me parece mal.

Pedro Lopes: A voz pareceu-me ser o que de melhor vamos encontrar nesta proposta de Aisel. Mas convém esperarmos por uma atuação ao vivo. Já sabemos às vezes o que “a casa gasta” …

Tiago Lopes: Embora tenha muitos anos da sua carreira musical como cantora de jazz, a voz de Aisel para além de ser competente, é versátil e encaixa bem neste tema.


André Sousa: Aguardo algo enérgico, pujante e explosivo. 

Andreia Valente: A AISEL é lindíssima e chega para tornar uma balada intrigante. Agora, uma canção pop com ritmo? Não faço a menor ideia. 

Catarina Gouveia: O Azerbaijão nunca falhou neste aspeto desde que se estreou no festival, e duvido que isso aconteça pela primeira vez este ano. Há que trabalhar para compensar a falta de qualidade da canção.

Daniel Fidalgo: O Azerbaijão raramente peca neste requisito. São esperados grandes jogos de luzes e muito fogo de artifício. Espero que Aisel transmita o sentimento melancólico intrínseco à canção e, claro, que apresente uma coreografia simples, mas impactante. 

Diogo Canudo: Não conheço a cantora nem sei se de facto a mesma é boa em palco. Porém, normalmente, os artistas azeris primam por artistas que marcam os telespectadores. Aisel não deve ser diferente. 

Elizabete Cruz: Com certeza o Azerbaijão vai inventar algo muito bom para salvar uma música muito má.

Jessica Mendes: As espetativas estão sempre altas quando se fala das atuações azeris mas nem a melhor atuação salva a miséria que é esta música.

João Vermelho: O Azerbaijão tem sempre ideias cabulosas e interessantes todos os anos, por isso imagino que venha mais um cenário bastante apelativo e original que pode dar mais vida à canção.

Neuza Ferreira: Consigo imaginar o Azerbaijão a fazer algo de muito positivo com este instrumental e com esta letra.

Patrícia Leite: Desconheço como será a atuação ao vivo desta canção, mas pressupõe-se que seja uma atuação cheia de cor e efeitos pirotécnicos. Apesar de tudo, isso não será suficiente para conquistar o público. 

Pedro Anselmo: Espero uma atuação dinâmica como já é costume ser feito pelo Azerbaijão.

Pedro Lopes: Estava à espera de uma música ao género “chill”, com uma atuação a condizer. Venham os fireworks, está-se mesmo a ver…

Tiago Lopes: Sendo um dos países mais competentes no que toca ao staging, o Azerbaijão de certo que saberá fazer vir ao de cima o melhor de Aisel em termos de performance


André Sousa: Uma letra que fala de amor, de coração, de vida, de sentimentos. Não é com isso que as pessoas se identificam? No entanto, deixa um pouco a desejar, pois não a considero relativamente coerente nem consistente. 

Andreia Valente: A pior letra desta edição da Eurovisão. “Misty moon I’m your loon, let’s rock the nation”?!  Que vergonha. 

Catarina Gouveia: “X My Heart” está ao nível da canção grega de 2017. Atrevo-me mesmo a dizer que a Dream Team pegou em “This Is Love” e reformulou-a em dez minutos, resultando nesta coisa básica e sem sal com um certo inglês inventado.

Daniel Fidalgo: Sinceramente esta “poesia” não me agrada. Falta de conteúdo e originalidade neste requisito. A mensagem é um lugar comum, acerca de auto confiança e de se ser cada vez mais forte. Já ouvi isto milhares de vezes, dentro e fora de fronteiras eurovisivas. 

Diogo Canudo: “Luna moon me up, to the to-o-op” acho que resume aquilo que eu não penso desta letra.

Elizabete Cruz: Letra tão desinteressante como a música. Não podia ser de outra maneira.

Jessica Mendes: “luna moon me up” é digno de quem escreveu “rain falls from above”.

João Vermelho: Nada de novo, mais uma canção de amor com a mesma construção melódica e frásica com a ideia de uma esperança de um novo amor.

Neuza Ferreira: Sem dúvida que é o pior no meio de tudo. Esta letra não me sai da cabeça, porque me parece tudo igual. A parte positiva é que encaixou muito bem no instrumental.

Patrícia Leite:  A letra passa uma mensagem de felicidade, o que vai de encontro também à energia transmitida pelo instrumental. Nada a apontar.

Pedro Anselmo: Não tenho palavras para descrever esta letra…

Pedro Lopes: Onde está mesmo a língua materna, que íamos ouvir pela primeira vez no ESC? Ah ‘tá. 

Tiago Lopes: Uma letra sobre o um virar da página e encarar a vida de forma mais confiante. Composição com muitos clichés e trocadilhos.


André Sousa: Uma passagem à final, de certeza!

Andreia Valente: Acho que Azerbaijão tem uma canção suficientemente comercial para passar à final à vontade. Se tiver um bom staging, pode ficar à porta do top 10 na final.

Catarina Gouveia: Ver o Azerbaijão falhar a final pela primeira vez na história seria algo interessante (e justo), mas deverá roubar o lugar de algum país mais merecedor, e ficar no fundo da tabela na final. 

Daniel Fidalgo: A final é garantida. Uma boa posição? Uma incógnita. Mas espero que alcance, pelo menos, o top 15. 

Diogo Canudo: Por ser o Azerbaijão passa à final. Por mim ficava na semifinal. 

Elizabete Cruz: Infelizmente o Azerbaijão deverá conseguir um lugar decente na final.

Jessica Mendes: Semifinal.

João Vermelho: Acredito que passe à final, mas não vejo a obter um top 15.

Neuza Ferreira: A concorrência é muito grande, mas creio que tem potencial para avançar até à final.

Patrícia Leite: Pela primeira vez, o Azerbaijão ficou aquém das minhas expetativas. Ainda assim, é possível que fique no top 20.   

Pedro Anselmo: Vai ficar pela semifinal.

Pedro Lopes: Aconteça o que acontecer, o Azerbaijão continua na final. Mesmo que prove que não o merece…

Tiago Lopes: Facilmente alcançará a final com um resultado no top 15.





André Sousa: 5 pontos.

Andreia Valente: 6 pontos.

Catarina Gouveia: 4 pontos.

Daniel Fidalgo: 10 pontos.

Diogo Canudo: 4 pontos.

Elizabete Cruz: 2 pontos.

Jessica Mendes: 3 pontos.

João Vermelho: 6 pontos.

Neuza Ferreira: 5 pontos.

Patrícia Leite: 7 pontos.

Pedro Anselmo: 2 pontos.

Pedro Lopes: 5 pontos.

Tiago Lopes: 10 pontos.

Total: 69 pontos


André Sousa: "A música não é fogo de artifício", mas o "Heart" da Aisel é.

Andreia Valente: Podemos banir a “Nightmare Team” da nossa festa, por favor? 

Catarina Gouveia: Da saga “rain falls from above”, apresentam-nos “luna moon me up to the top”.

Daniel Fidalgo: “X My Heart” será o slogan do PSD nas próximas autárquicas.

Diogo Canudo: Azerbaijão, acabaste de destroçar o meu coração.

Elizabete Cruz: Pior proposta de sempre do Azerbaijão, sim ou com certeza?

Jessica Mendes: Até o Benfica desta época é um equipa melhor que esta dream team.

João Vermelho: Espero que a atuação ao vivo não desiluda como o ano passado.

Neuza Ferreira: Azerbaijão sendo Azerbaijão...

Patrícia Leite: Uma boa música para se ouvir na autoestrada.

Pedro Anselmo: “Luna moon me up”… Épico.

Pedro Lopes: A ilusão, caída numa ligeira desilusão!

Tiago Lopes: Já prevejo coreografia de Xutos e Pontapés.



1.º Albânia - 76 pontos; 2.º Azerbaijão - 69 pontos.

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