Apreciações Musicais - ESC 2018: Bélgica



Sennek - "Matter of Time"


André Sousa: Continuo a tentar perceber o que vêem neste tema. Por mais que o ouça, não consigo encontrar nada de especial. Muito bem que o instrumental “despido” permita que a voz da intérprete se destaque, mas nada mais do que isso. Uma música, para mim, é um tanto ou quanto enfadonha. 

Andreia Valente: Para um país que costuma andar 5 anos à frente no que toca a modernidade musical, algo vacilou. Já se ouviu demasiadas canções inspiradas em 007 e eu, como alguém que não é nada fã de James Bond, sinto-me traída pela Bélgica. Esperava mais de vocês. “A Matter Of Time” é monótona – demasiado arriscada para ser música de elevador, mas demasiado repetitiva para um palco eurovisivo. 

Catarina Gouveia: Para uma fã da banda sonora do 007, ter uma canção como esta na Eurovisão é o equivalente a uma prenda de natal tardia. “A Matter Of Time” é como se fosse a união de uma “Tomorrow Never Dies” com uma “The World Is Not Enough”, e isso é absolutamente maravilhoso. 

Daniel Fidalgo: QUALIDADE! Qualidade tem sido o nome do meio das apostas belgas nos últimos anos. Uma canção onde se misturam sonoridades oriundas de instrumentos reais e alguns elementos eletrónicos. “A Matter of Time” está extremamente bem concebida. Um tema perfeito para servir de trilha sonora a um filme norte-americano merecedor de Óscar. Faz lembrar as grandes divas da música, embora Sennek tenha mais ar de de artista pop alternativa. 

Diogo Canudo: Uma música que me faz lembrar imenso “The World Is Not Enough” dos Garbage e de que eu gosto imenso. É uma canção sofisticada, bem pensada, elegante, com um refrão forte. Não há mais nada que se possa pedir numa proposta: bom gosto.

Elizabete Cruz: Mais uma vez, a Bélgica traz uma música diferente mas ainda assim cheia de qualidade. Mais uma lição de bom gosto para todos nós.

Jessica Mendes: É uma música muito bem construída que mistura o clássico e o moderno e vai crescendo de forma perfeita até ao refrão. Apesar de ser diferente da maioria do que ouvimos hoje em dia, tem a particularidade de ficar no ouvido com uma só audição. 

João Vermelho: Um instrumental com muita qualidade. A Bélgica a presentear-nos com mais uma excelente canção, a composição melódica é fantástica! Adoro a batida, o elemento do violino e do coro.

Neuza Ferreira: Mais um instrumental brilhante vindo dos belgas. É mais um instrumental que não se enquadra totalmente nos padrões eurovisivos. Para mim, é uma obra prima relaxante e completamente harmoniosa.

Patrícia Leite: Um instrumental pesado e melancólico. O arranjo das cordas, durante a progressão, transmitem uma espécie de romantismo em conjunto com algum secretismo e ação. Um dos melhores instrumentais da edição. 

Pedro Anselmo: Mais uma canção excelente por parte da Bélgica. Este país é sinónimo de qualidade. Uma canção moderna e cheia de classe. Vejo-a como o tema de abertura de um “007: A Matter of Time” (Espero que alguém tenha esta ideia de o realizar).

Pedro Lopes: Mais uma música que vai ao encontro das técnicas mais modernas que têm sido a corrente aposta da Bélgica. Fica atrás de City Lights, mas não foge muito desse estilo.

Tiago Lopes: À primeira audição não me pareceu ser uma música por aí além.





André Sousa: O que destaco de positivo em toda esta composição é mesmo a voz peculiar da Sennek. A artista tem uma voz que embala mas que, ao mesmo tempo, tem a capacidade de explodir no tempo certo e acrescentar um tanto mais que esta canção precisava. 

Andreia Valente: Laura Groeseneken tem um timbre maravilhoso ao qual “A Matter Of Time” não faz jus. Sinceramente? Acho que a Laura vai ser uma deceção ao vivo.

Catarina Gouveia: Desconhecia a Sennek até ser confirmada como representante da Bélgica e descobrir o seu trabalho e atuações ao vivo tem sido magnífico. Tem uma daquelas vozes que conforta mas também arrepia, é excelente.

Daniel Fidalgo: Nota-se uma técnica e qualidade muito bem trabalhadas. Sennek é formada nos estilos musicais de categoria, como o jazz, e traz todo o seu trabalho vocal para este tema.

Diogo Canudo: “A Matter of Time” não é exigente a nível vocal, mas também não há necessidade para ver uma projeção de voz tão forte. Sennek é impecável neste ponto.

Elizabete Cruz: Sennek tem uma voz maravilhosa que duvido que vá desiludir no palco.

Jessica Mendes: Sennek tem uma voz maravilhosa com uns graves fantásticos que a distinguem das demais e se encaixa perfeitamente nesta música.

João Vermelho: Se a Sennek não desiludir, a nível vocal vai ser fantástico. Esta música promete e na versão estúdio é incrível.

Neuza Ferreira: Era capaz de a ouvir cantar durante 24h: que voz tão aprazível, limpa, simples, suave. Tem uns vocais muito bons; estou curiosa para ver como é ao vivo. 

Patrícia Leite: A voz resulta perfeitamente com o instrumental. Não sei porquê, no início faz-me lembrar a Adele. Nada a apontar.

Pedro Anselmo: Gosto bastante da voz dela, muito bonita.

Pedro Lopes: Bastante agradável de se ouvir a voz da Sennek. Podia estar um dia inteiro a ouvi-la cantar, falar, declamar… doce de mais até para o tema em questão.

Tiago Lopes: Explorando outras atuações de Sennek, dá para perceber que tem uma voz segura, com um timbre peculiar. Irá interpretar muito bem esta música.  


André Sousa: Sinceramente, começo a temer que isto em palco seja uma desgraça – assim como foi o tema que representou o país no ano passado. Só espero estar enganado. 

Andreia Valente: Se há alguém que sabe como elevar uma canção com staging é a Bélgica. Se conseguiram pegar numa vocalista tímida e desconfortável como a Blanche e tornar “City Lights” num sucesso visual, então não há como falhar com a “A Matter Of Time”.

Catarina Gouveia: A performance estará a cargo do produtor Hans Pannecoucke, que se encarregou também do staging dos The Common Linnets em 2014, que foi excelente. As expetativas estão em alta, e espero que consigam fazer algo bonito e intimista.

Daniel Fidalgo: Espero algo épico, sem perder simplicidade. Imagino a cantora num vestido leve e comprido, a cobrir uma razoável área do palco, ao mesmo tempo que o jogo de luzes e câmaras enaltecem a qualidade de Sennek.  

Diogo Canudo: A Bélgica irá ser certeira neste ponto – já o ano passado o foi. Não é necessário coisas espampanantes. Bom gosto é o necessário.

Elizabete Cruz: Estou muito ansiosa para ver o que vai acontecer. A Bélgica tem mostrado muito poder em palco e duvido que este ano vá ser diferente.

Jessica Mendes: Estou muito curiosa para perceber como vão meter esta música em palco, mas espero algo meio sombrio e estranho.

João Vermelho: Esta música tem imenso por onde pegar para fazer um cenário perfeito! Esta é uma outra canção que acho que poderia se inspirar perfeitamente no videoclip, mas ao mesmo tempo fazer algo mais obscuro.

Neuza Ferreira: Não consigo fazer nenhuma previsão de como isto poderá resultar no palco eurovisivo, mas, sinceramente, ainda bem... espero surpreender-me!

Patrícia Leite: Estou ansiosa para ver como será a apresentação desta música em palco. Imagino que seja uma atuação intimista com alguns efeitos de luzes, mais frequentes a partir do meio da canção - por ser aquela onde a canção começa a ficar mais intensa com o uso das cordas. 

Pedro Anselmo: Espero uma atuação cheia de classe e mais intimista, tal como a canção pede.

Pedro Lopes: Espero que a Sennek não tenha a mesma tendência de ser dominada pelos nervos. Quero vê-la bem descontraída como a música pede!

Tiago Lopes: Esta música não pede um grande aparato cénico, a delegação da Bélgica vai tomar bem conta deste tema.


André Sousa: Letra simples que joga pelo seguro. Algo introspectivo, algo da vida – que faz com que qualquer comum se identifique. 

Andreia Valente: A melhor parte de “A Matter Of Time”. Uma canção que fala sobre o comodismo de seguirmos uma vida rotineira pré-estabelecida por padrões sociais. Quase que faz sentido o instrumental ser repetitivo e monótono, certo? 

Catarina Gouveia: Temos aqui uma das melhores composições do ano. “A Matter of Time” descreve o rumo que devemos tomar nas situações mais adversas e aproveitar o tempo que nos está reservado, tirando o foco do que é irrelevante.

Daniel Fidalgo: Que grande texto! Melhor letra do ano! A mensagem da canção é baseada numa visão oposta ao lado bonito de um relacionamento: o seu fim. Fala da agressividade emocional de encontrar o fim da estrada ao lado de alguém. “We try to retrieve something stolen/By remembering how it used to be golden.”. 

Diogo Canudo: Um poema bem construído e que prima pelo uso exagerado de rimas – mas que funciona. Gosto particularmente da mensagem de força e de introspeção que deixa a quem a ouve.

Elizabete Cruz: A letra é complexa, mas partes dela ficam facilmente no ouvido, então diria que a letra vem com o pacote completo.

Jessica Mendes: É meia sombria e misteriosa como a própria música.

João Vermelho: É uma questão de tempo para entender a genialidade por detrás desta letra...

Neuza Ferreira: Letra simples, bonita e com significado, que, na verdade, é o que mais importa.

Patrícia Leite: A letra, tal como o instrumental, é muito intensa. A sua mensagem é sobre como conseguir algo que queremos e que, se lutarmos, é apenas uma questão de tempo até ao seu alcance.  

Pedro Anselmo: É uma letra interessante e bem feita, diferente, sem levar demasiado ao que é costume ouvir.

Pedro Lopes: Interessante, não muito difícil de compreender o que se pretende de dizer. Mais uma curta chamada de atenção… continuemos a correr, é tudo uma questão de tempo!

Tiago Lopes: Uma composição poderosíssima. “Matter Of Time” fala do fracasso, da beleza de algo valioso que estava destinado a falhar, da apatia, da ausência de emoções, do pertencer ao lugar errado. Basicamente da conformidade.


André Sousa: Uma passagem confortável à final. E um resultado final agradável.

Andreia Valente: Um lugar na final tem o nome da Bélgica, não por ser uma das melhores canções mas porque não consigo imaginar a Bélgica a ficar na semifinal. Na final, só Deus sabe se as pessoas vão realmente votar numa fórmula que deu vitória à Áustria em 2014 (“Rise Like A Phoenix” é uma canção 007 muito superior).

Catarina Gouveia: Dificilmente conseguirá igualar os resultados dos últimos dois anos, mas a passagem à final está praticamente garantida.

Daniel Fidalgo: Candidata à vitória! Já está na hora, sejamos sinceros…

Diogo Canudo: Não me importava que ficasse no top 5.

Elizabete Cruz: Mais um top 10 para a Bélgica, com certeza.

Jessica Mendes: Top 10.

João Vermelho: Mais um top 10 para a Bélgica, sem dúvidas.

Neuza Ferreira: Top 10.

Patrícia Leite: Após 3 anos consecutivos no top 10 será desta que a Bélgica leva o caneco? Para mim, é um top 5.

Pedro Anselmo: Espero mais um top 10.

Pedro Lopes: A onda dos bons resultados continua a favor da Bélgica. Desta vez, acredito que seja o júri a ser p melhor amigo do país, tal como aconteceu em 2016.

Tiago Lopes: Poderá passar à final por ser uma música que se destaca de todas as outras na sua semifinal.





André Sousa: 5 pontos.

Andreia Valente: 7 pontos.

Catarina Gouveia: 12 pontos.

Daniel Fidalgo: 12 pontos.

Diogo Canudo: 10 pontos.

Elizabete Cruz: 7 pontos.

Jessica Mendes: 10 pontos.

João Vermelho: 8 pontos.

Neuza Ferreira: 10 pontos.

Patrícia Leite: 12 pontos.

Pedro Anselmo: 10 pontos.

Pedro Lopes: 7 pontos.

Tiago Lopes: 5 pontos.

Total: 115 pontos


André Sousa: Já tenho música para me acompanhar naqueles dias em que a depressão bate à porta.

Andreia Valente: Pela primeira vez nos últimos 4 anos, a Bélgica vai ficar fora do meu Top 3. O que te aconteceu, meu país eurovisivo favorito?

Catarina Gouveia: Esta é a canção que eu ouviria ao regressar a casa após esfaquear o meu marido e atirá-lo ao rio.

Daniel Fidalgo: Quando a Arte conhecer os belgas, vai ficar com inveja.

Diogo Canudo: Bélgica, uma das novas super potências da Eurovisão.

Elizabete Cruz: Claramente “It’s just a matter of time” para que a Bélgica ganhe o concurso.

Jessica Mendes: É uma questão de tempo até a Bélgica ganhar isto.

João Vermelho: A Bélgica nos últimos 4 anos tem ensinado de como se mantém a fasquia elevada.

Neuza Ferreira: It’s just a matter of time até a Bélgica voltar a ganhar a Eurovisão.

Patrícia Leite: Uma excelente canção para um filme da saga 007.

Pedro Anselmo:  É só uma questão de tempo até a Bélgica vencer a Eurovisão.

Pedro Lopes: Será “A Matter of Time” até a Bélgica tornar a vencer o ESC.

Tiago Lopes: Será uma questão de tempo até a Bélgica ganhar novamente.


1.º Bélgica - 115 pontos; 2.º Albânia - 76 pontos; 3.º Azerbaijão - 69 pontos.

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