Apreciações Musicais - ESC 2018: Israel



Netta - "TOY"



André Sousa: Viciei-me desde o primeiro momento. Quando é que as pessoas conseguem ver que Israel, este ano, apresenta uma composição fantástica? Não é à toa que mal foi revelada a canção, a mesma subiu logo para primeiro lugar nos sites de apostas. Eu acredito que isto tenha uma potencialidade enorme para ganhar o certame. E se querem que seja sincero, vou amar ver isto no palco da Eurovisão.

Andreia Valente: Israel, meu bem, estás desculpada pelo percalço do ano passado. Que coisa maravilhosa que a canção israelita é. Não há nenhuma canção com mais singularidade do que “Toy”- é divertida, poderosa e completamente polarizante: metade das pessoas vai amar e a outra metade vai odiar. O instrumental de “Toy” é caricato e intenso e eu desafio a qualquer humano a conseguir não dançar durante os 3 minutos.

Catarina Gouveia: Ouvi “Toy” e pensei instantaneamente: o que foi isto, o que é que acabou de acontecer? Ninguém estava à espera de tamanho arraso, ninguém. É particularmente incrível como conseguiram fazer uma música moderna, cativante, mas ainda assim não deixando de incluir elementos musicais típicos do país. A melhor proposta israelita desde 1998 e uma das melhores do ano.

Daniel Fidalgo: Melhor produção eletrónica do ano! A canção está cheia de sintetizadores e elementos que nos remetem para a modernidade e para algumas sonoridades étnicas. A produção está muito bem feita e expressa uma dinâmica difícil de se encontrar. Até o galinheiro da minha tia isto mete. Como não amar?

Diogo Canudo: Nos últimos anos nota-se que Israel tem feito de tudo para ser notado na Eurovisão e tem arriscado nas suas propostas. Apesar disso ser sempre um ponto positivo, há músicas que simplesmente não nos tocam. Esta, para mim, é uma delas. Moderna, ousada, enérgica, mas não mais que isso.

Elizabete Cruz: Divertido e original, este é o instrumental que ninguém esperava mas que faz uma pessoa facilmente se apaixonar. Não sei nem dizer se é bom ou mau, mas com certeza sei que amo.

Jessica Mendes: Sabem aquela expressão que diz “é tão mau que é bom”? É o caso. “Toy” é péssima, mas todos gostamos. É animada, tem muitas sonoridades diferentes e faz-nos dançar.

João Vermelho: O instrumental mais icónico deste ano, Israel recriou-se e trouxe mais uma vez um instrumental capaz de um top 5! Criativo, apelativo, dançante, carismático.

Neuza Ferreira: Instrumental super alternativo, diferente do que estamos mais habituados a ouvir na eurovisão. A meu ver, esta estranheza é o que faz todo o tema render.

Patrícia Leite: Israel traz-nos uma música bem animada. Primeiro é muito estranho. Parece uma “chicken crazy song”, mas à medida que os sons vão sendo introduzidos no looper, vai transmitindo uma boa energia, até que, quando chega ao refrão, explode. Surpreendeu imenso.

Pedro Anselmo: Tem muita energia, é diferente e catchy e, para mim, é horrivelmente horrível. Não consigo gostar disto nem achar graça.

Pedro Lopes: Muito bem construído, há que admitir! Mesmo que seja contemporâneo, tem sonoridades que já estamos habituados a ouvir em outros artistas do país, o que significa que conseguiram fazer uma boa conjugação.

Tiago Lopes: Bravo, Israel! Uma letra moderna com sons étnicos que resultou numa junção que resultou perfeitamente bem!





André Sousa: Já era um confesso admirador da Netta no Rising Star, mas agora com este tema é que eu me rendi por completo. É daquelas canções em que uma pessoa não consegue estar parada, em que só apetece dançar, em que nem conseguimos controlar os estímulos do nosso corpo. Amo isto.

Andreia Valente: Nós não merecemos a Netta Barzilai. Uma artista completa com a atitude que o palco da Eurovisão precisa. A Netta tem uma voz fenomenal que me deixa com o queixo no chão.

Catarina Gouveia: O intensivo concurso israelita Rising Star escolheu a melhor voz que estava a concurso. Apesar dos apetrechos que a atuação irá envolver, Netta tem uma força vocal surpreendente.

Daniel Fidalgo: Fogo, a imitar galinhas malucas desta maneira? Extremamente artístico. Netta tem uma voz potente, cheia de personalidade. É daquela vozes que não deixa ninguém indiferente. 

Diogo Canudo: Por aquilo que deu para ver no Rising Star, a Netta está confortável com tudo aquilo que canta, por isso esta música, que apesar de ser difícil, não irá ser problema. Acho que vai arrasar neste ponto.

Elizabete Cruz: Netta tem uma voz fantástica mas a maior curiosidade aqui vai para saber como é que ela faz o som da galinha. Dizer que Netta se vai destacar é com certeza favor.

Jessica Mendes: Ela é excelente e vai dar muito bem conta do recado.

João Vermelho: A Netta é totalmente diferente.

Neuza Ferreira: A voz dela é bastante melódica, mas impressionante mesmo é o que consegue fazer usando um looper... Incrível!

Patrícia Leite: Para além de muito boa, imita muito bem uma galinha. apresentado.  

Pedro Anselmo: Pelo menos é fluente e consegue pronunciar bem a letra, que é um bocado difícil.

Pedro Lopes: Netta tem uma voz muito boa até. O início da sua proposta é de génio. Mas… imitar o som de uma galinha? A sério? Eu nem sei reagir perante tal. 

Tiago Lopes: Poderá ser acusada de ter uma voz “artificial” devido ao instrumento que usa no auxílio às suas performances. Não é uma voz excelente, mas tem o seu próprio estilo e encaixa na música.


André Sousa: Têm noção que isto vai ser arrasador no palco eurovisivo? Eu não duvido disto e só espero que ela não fique tão estática no palco.

Andreia Valente: Aqui é que está o diamante. Netta será a primeira artista autorizada para fazer processamento de voz em runtime, o que é revolucionário. Para além de ser uma performer com uma atitude incrível, Netta vai ter a oportunidade de mostrar um talento incrível a nível de técnico com o seu looper.

Catarina Gouveia: Isto vai ser a desbunda completa, o Altice Arena vem abaixo e o mundo vai acabar. A inclusão de um looper numa performance eurovisiva vai ser algo nunca antes visto e talvez seja esse o elemento que mais irá cativar o júri internacional.

Daniel Fidalgo: Tenho a certeza absoluta que Netta vai encher o palco eurovisivo sem precisar de grandes artifícios. A carisma e personalidade da cantora são mais do que suficientes para deixar marca. 

Diogo Canudo: Israel vai inovar neste ponto e espero que a Netta processe a sua voz. Seria importante para a inovação do concurso.

Elizabete Cruz: Estou demasiado ansiosa para ver o que vai acontecer. De qualquer forma, tenho a certeza que vou amar.

Jessica Mendes: Se ela fizer o que fez durante a final nacional, vai deixar muito a desejar. Não espero menos que pessoas vestidas de galinha em palco. O Gabbani não criou uma tendência para nada.

João Vermelho: Eu acho que isto só pode dar show, a Netta é bastante carismática e se as bailarinas do videoclip tiveram na atuação vai ser algo épico.

Neuza Ferreira: Este tema permite um show autêntico em palco! Por mim até podem trazer umas galinhas para decorar a cena e tudo.

Patrícia Leite: Não conheço até ao momento interpretações desta canção, mas, espero que ao vivo, tal como a música, a apresentação seja pautada pela cor, ritmo e muita alegria.

Pedro Anselmo: Penso que não será um problema, com muita cor e muita dança. Será que vai trazer galinhas?

Pedro Lopes: Baseio a minha opinião nas atuações no Rising Star. E vimos o tipo de “animal de palco” que Netta é!

Tiago Lopes: Não é possível pedir mais a Netta. Apesar de poder estar restringida ao looper, certamente vai conseguir captar a atenção do espectador. É caso para dizer que tem: Charisma, Uniqueness, Nerve and Talent.


André Sousa: Uma letra que aborda temas actuais de uma forma descontraída e até alegre. Uma abordagem diferente de falar dos direitos das mulheres de forma a chegar às pessoas de uma forma mais positiva.

Andreia Valente: A letra de “Toy” é destinada a tornar-se num hino alternativo para o movimento #MeToo, que quer que o mundo chegue ao consenso de que as mulheres não são “brinquedos” para serem abusados. A delegação israelita sabe que a letra não poderia ser algo comum e tinha que chegar às headlines, daí o “I’m taking my Pikachu  home”.

Catarina Gouveia: A letra mais brilhante do ano! Aniquilou qualquer verso machista, qualquer canção sobre o amor, ou que lute pela paz no mundo. Um hino ao empowerment feminino, que apoia o movimento #MeToo, construída de forma excelente. I’m taking my pikachu home!

Daniel Fidalgo: “I´m not your toy/You stupid boy!”. Você quer feminismo? A letra é animada e vai de encontro à personalidade energética de “TOY”. Embora considere que se podia ter feito mais neste requisito, a canção fica a ganhar com esta letra de empoderamento feminino. 

Diogo Canudo: Uma música empoderamento da mulher e do seu papel na sociedade. Gosto do tema abordado, não é uma típica letra de amor, e só por isso ganha.

Elizabete Cruz: É um hino de empoderamento feminino que para além de ficar facilmente no ouvido, não é demasiado pesado.

Jessica Mendes: Depois de “and before I leave let me show you Tel Aviv”, Israel presenteia-nos com um “I’m taking my Pikachu home”. Poesia!

João Vermelho: Das letras que mais rápido ficou na minha cabeça, dos refrões mais apelativos deste ano.

Neuza Ferreira: “I'm not your toy, stupid boy” é a única coisa que me fica na cabeça.

Patrícia Leite: Dá a ideia de uma relação que não terminou bem. A protagonista está farta de brincadeiras e “parte para outra”. Gosto da forma como a letra é interpretada. Cheia de garra e “bola prá frente!”

Pedro Anselmo: Eu não consigo dizer nada acerca desta letra, eu fico parado a olhar para ela com “poker face” e com vontade de chorar.

Pedro Lopes: Apesar de não parecer, há uma mensagem até forte na música, feminista. E há que ter atenção a essa seriedade que se pretende passar, mesmo que há volta seja tudo meio a ‘gozar’.

Tiago Lopes: Uma letra com um tema atual. “Toy” fala da objetificação da Mulher, que em muitas sociedades não passa de um símbolo de prazer e esta letra entende-se como uma revolta sobre isso mesmo.





André Sousa: Um top 3 na Eurovisão. Mas isso há dúvidas?

Andreia Valente: Que incógnita. Se Israel estivesse na segunda semifinal, ganhava a semifinal. Adorava ver Israel a ganhar com “Toy”.

Catarina Gouveia: Eu quero tanto, taaaanto ver isto a ganhar a Eurovisão. Ainda não acredito que isso aconteça mas espero que fique no top 5, no mínimo.

Daniel Fidalgo: Algo me diz que Israel vai estar de volta ao top 5! 

Diogo Canudo: Possível vencedora.

Elizabete Cruz: Top 10 com certeza.

Jessica Mendes: Top 10.

João Vermelho: Acredito num top 10 sem problema algum e quem sabe um top 5 na final.

Neuza Ferreira: Top 10.

Patrícia Leite: Apesar da alegria contagiante, um meio da tabela infelizmente. 

Pedro Anselmo: Não me digam que isto é favorito a ganhar… Pelas reacções a isto, digo que entrará no top 10.

Pedro Lopes: Ou vai ser odiada, ou adorada. Aliás, isso vai mesmo acontecer. Daí, ou saí um muito bom resultado, ou um dos piores de sempre para o país.

Tiago Lopes: Arrisco no top 3.


André Sousa: 12 pontos.

Andreia Valente: 12 pontos.

Catarina Gouveia: 10 pontos.

Daniel Fidalgo: 10 pontos.

Diogo Canudo: 10 pontos.

Elizabete Cruz: 10 pontos.

Jessica Mendes: 6 pontos.

João Vermelho: 8 pontos.

Neuza Ferreira: 7 pontos.

Patrícia Leite: 8 pontos.

Pedro Anselmo: 1 ponto.

Pedro Lopes: 6 pontos.

Tiago Lopes: 12 pontos.

Total: 112 pontos


André Sousa: Nunca um galinheiro me deu tanta vontade de ser campónio.

Andreia Valente: WE’RE DANCING WITH MY DOLLS ON THE MOTHA-BUCKA BEAT.^

Catarina Gouveia: WIG!

Daniel Fidalgo: É #1 na comunidade de galinhas loucas da minha tia Zeza. 

Diogo Canudo: Não se metam com a Netta, estúpidos rapazes!

Elizabete Cruz: Reclamavam que havia muitas músicas em inglês, tomem lá galinhês.

Jessica Mendes: A nível de Toy prefiro mesmo aquela do “vou beijar, vou dançar, vou hum hum até me cansar”.

João Vermelho: Algo muito fora da caixa.

Neuza Ferreira:  Israel aposta sempre em grande!

Patrícia Leite: Com esta animação, até as galinhas a cantariam!

Pedro Anselmo: Quando eu pensava que Israel não podia levar algo pior que o ano passado, eis que aparece isto…

Pedro Lopes: De tão má que possa ser, acaba por se tornar boa. Quão paradoxal isto é.

Tiago Lopes: A fuga das galinhas invadiu a Eurovisão.


1.º Estónia - 144 pontos; 2.º Bélgica - 115 pontos;  3.º Israel - 112 pontos; 4.º Bulgária - 105 pontos; 5.º Albânia - 76 pontos; 6.º Azerbaijão - 69 pontos; 7.º Bielorrússia - 48 pontos; 8.º Islândia - 31 pontos. 

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