E Foi Por Pouco... 6 - Madara, Giovanni Montalbano, VILNA, Jessica Andersson, Catarina Miranda




Giovanni Montalbano - "Per quello che mi dai"
4.º lugar no 1in360

Música: À partida eta pode parecer apenas mais uma balada banal sem nada que a distinga das demais a não ser o facto de ser cantada em italiano. Ouvindo melhor, notamos que "Per quello che mi dai" tem uma estrutura diferente com um crescendo de cordas a aparecer logo depois do primeiro refrão a que se segue uma acalmia antes da explosão final.

Apresentação: Giovanni Montalbano, além de ter uma voz muito bonita, entrega-se à música e dá-lhe todo o sentimento de que esta precisa. A apresentação na final nacional, não sendo fenomenal, foi elegante e o final, com a bailarina, deu-lhe um toque especial.

Comparação com a vencedora: Não havia nenhuma música capaz de pôr São Marino na final mas era escusado escolherem uma que os fizesse lutar pelo último lugar. "Per quello che mi dai" pode ser uma balada banal e até esquecível, mas não marcaria pela negativa como "Who we are" fará com algumas pessoas.

Pontuação: 8 pontos

     






MADARA - "Esamība"
3.º lugar no Supernova

Música: "Esamība" é uma música muito diferente daquilo que a Letónia tem enviado para a Eurovisão. É uma canção clássica que só peca por demorar demasiado tempo a explodir e, quando isso acontece, a transição é um pouco brusca. É uma proposta arrojada e que não deixa ninguém indiferente.

Apresentação: Dá a sensação de estarmos num concerto de música clássica ou, neste caso, um solo a meio do concerto. A voz de Madara combina na perfeição com a música e torna tudo ainda mais mágico.

Comparação com a vencedora: "Esamība" iria certamente destacar-se e marcar as pessoas. "Funny Girl" não é mais que uma música básica que já todos ouvimos dezenas de vezes. Madara teria certamente um lugar melhor.

Pontuação: 10 pontos





VILNA - "Forest Song"
5.º lugar no Vidbir 2018.

Música: "Forest Song" é uma irmã com melhores genes de "Higher Ground". É mágica, misteriosa, absolutamente divinal. É um pouco repetitiva, mas isso não é necessariamente negativo quando estamos perante uma grande voz e um excelente instrumental. Esta canção dá-nos vontade de vestir uma túnica branca e ir para a floresta plantar árvores!

Apresentação: Este pequeno ser, com uma aparência tão frágil, tem uma das (se não a melhor) melhores vozes de todas as finais nacionais deste ano. Não optaram por um grande show a nível visual, mas os close-ups a Vilna, lindíssima e com um carisma apaixonante, atribuíram toda a mística à performance.

Comparação com a vencedora: Tem uma melhor voz, uma canção mais arrojada e original, teria uma maior probabilidade de fazer um bom staging - se bem que é da Ucrânia que estamos a falar, onde até com uma canção mediana conseguem fazer uma grande performance e ter um bom resultado (em 2017 não havia salvação possível), e "Under The Ladder" não será diferente. 

Pontuação: 10 pontos









Jessica Andersson - "Party Voice"
11.º lugar no Melodifestivalen 2018.

Música: "Party Voice" foi uma prenda para todos nós, os que sentimos saudades do Melodifestivalen de antigamente, do seu schlager, da Charlotte Perrelli, dos Alcazar - de basicamente tudo aquilo que os suecos querem que nos esqueçamos. Misturar o pop tradicional sueco com um sample da "Hung Up" foi absolutamente genial... e aquela bridge! Conjugar tudo isso com uma letra que promove o female empowerment de uma forma descontraída,  catchy e memorável, faz de "Party Voice" uma das melhores canções desta temporada eurovisiva. 

Apresentação: Uma atuação que depende muito pouco de apetrechos para além da cantora, bailarinas e backing vocalists, mas visualmente agradável devido a toda a atmosfera de disco pop - às cores, às indumentárias, à pirotecnia. O foco principal vai para Jessica Andersson, por ser uma das imagens de marca do Melodifestivalen (foi a sua sétima participação no festival), uma intérprete super competente, absurdamente bonita, que transmite alento, humildade e uma vontade de estar em palco que contagia.

Comparação com a vencedora: O regresso às origens de Fredrik Kempe foi uma lufada de ar fresco num festival que perde cada vez mais a sua essência para dar lugar a um evento onde se escolhe quem constrói um melhor staging, e se perde o foco principal no intérprete e canção. Benjamin Ingrosso foi uma excelente escolha, tendo em conta que este método tem corrido bem à Suécia nos últimos anos.

Pontuação:  12 pontos.

       



Catarina Miranda - "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada"
2.º lugar no Festival da Canção 2018.

Música: Um belíssimo tema, com influências jazz, delicadamente acompanhado pelo som inspirador de um piano. Catarina Miranda possui uma sensibilidade artística impecável, tanto a nível vocal, como visual. A canção vai crescendo ao longo da sua duração, bem como a voz de Catarina. A canção segue uma suavidade que chega a despertar sentimentos bonitos em quem está a ouvir. A letra do tema é um verdadeiro poema. Tem todos os ingredientes para ser um grande sucesso em Portugal!

Apresentação: Das apresentações mais simples e artísticas já assistidas no Festival da Canção. O que torna a apresentação tão especial é a simples melodia, o carisma, a emoção e a técnica de Catarina. Visualmente funciona muito bem. A exuberância da cantora confunde-se com a qualidade do tema.

Comparação com a vencedora: Daria, tal como "O Jardim", uma excelente representação de Portugal no certame europeu. 

Pontuação:  12 pontos


     

Vídeos: 1in360talent, LTV Supernova, Festival da Canção, Melodifestivalen, Telekanal STB

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