Apreciações Musicais - ESC 2018: Hungria



AWS - "Viszlát nyár"



André Sousa: Não vou negar que para o estilo deles estão muito bem, mas eu não gosto mesmo nada deste estilo. Por isso digo que foi uma péssima escolha da Hungria. 

Andreia Valente: Os amantes de metal têm aqui o seu presente anual. Já fazia falta metal que não fosse um pop mainstream sem vergonha.

Catarina Gouveia: O meu eu de há 10 anos atrás ficou com convulsões com isto. Que nostalgia do bem, que throwback incrível. Já não consigo vibrar com isto como vibraria nessa altura, mas muito obrigada, Hungria!

Daniel Fidalgo: Variedade! Uma canção Metal, muito bem produzida e com uma muito potencial. E aquela mudança de tom no final? É divinal! 

Diogo Canudo: “Viszlát Nyár” deve ser uma lufada de ar fresco para os admiradores deste tipo de música. Eu não sou de todo fã e não consigo apreciar qualquer beleza na proposta que a banda apresenta. 

Elizabete Cruz: MEU DEUS QUE INSTRUMENTAL É ESTE EU ESTOU MORTA! Nunca na minha vida eu estava à espera de dar play na música e ter heavy metal nos meus ouvidos. E que felicidade que foi ouvir de novo este género musical no festival! Ouvir isto trouxe tamanha nostalgia que foi amor à primeira vista.

Jessica Mendes: Sou fã de rock mas não sou de extremos. Assim sendo, gosto de metade desta música e abomino a parte que é só gritaria. Ainda assim, este género é sempre bem-vindo.


João Vermelho: Rock! Era isto que era preciso! Um rock como deve ser, instrumental impecável, ao contrário do que muitos dizem não é só baralho!

Neuza Ferreira: Quem não gosta de um bom thrash metal?! Pessoalmente adoro este instrumental.

Patrícia Leite: Rock ‘n roll! A canção mais metálica deste festival está aqui! Uma mudança radicalíssima de um ano para o outro. Será que querem seguir o mesmo caminho dos “Lordi”?

Pedro Anselmo: Que saudades de ouvir metal na Eurovisão. O facto de ser raro, torna-a ainda mais especial e espetacular. Tem um ritmo e uma energia inigualáveis. E aquele último minuto da canção é o melhor minuto de música do ESC 2018.

Pedro Lopes: Gosto de música rock, e até ‘sinto’ o instrumental desta. Mas acho sempre que há algo de bastante exagerado no arranjo, o que acaba por saturar a audição da mesma.

Tiago Lopes: Típica música hard rock.   


André Sousa: A voz está bem gritada – nada mais. 

Andreia Valente: Adoro um homem com raiva na voz, de vez em quando. A voz do Örs nunca se torna incomodativa. 

Catarina Gouveia: Adequadíssima e impressionante.

Daniel Fidalgo: A indicada para este género de canção. Sempre que ouço, sinto que lhe vão saltar pela boca as cordas vocais, mas tudo bem! É mesmo assim que funciona. 

Diogo Canudo: O vocalista tem uma excelente voz, adoro a garra na voz que ele tem principalmente no refrão. Acredito que seja o homem com melhor voz e projeção desta edição eurovisiva. Parabéns por isso.

Elizabete Cruz: Mesmo sendo uma música heavy metal, a verdade é que o vocalista dos AWS é até bastante soft na maneira que canta. A voz sai naturalmente, não parece que vai rebentar uma corda vocal a qualquer instante. Acredito que o fato de ele não ser tão agressivo na maneira de cantar vai ser uma mais-valia.

Jessica Mendes: Estava tudo ótimo até ele começar a gritar como se lhe estivessem a dar umas facadas no lombo. 


João Vermelho: O Örs Siklósi tem das vozes mais expressivas deste ano! A forma louca e perfeita como ele canta (sim é cantar não é gritar) é algo do outro mundo.

Neuza Ferreira: O intérprete tem uma voz completamente adequada ao estilo. É competente e de certeza que no palco eurovisivo vai estar on point.

Patrícia Leite: A típica voz metálica e esganiçada. Ideal para este instrumental. 

Pedro Anselmo: É preciso ter boa capacidade vocal para algo assim. O cantor dá tudo, nem sei como não fica sem voz. É possível sentir a emoção e a angústia que ele transmite.

Pedro Lopes: Qual a necessidade de o intérprete se por a berrar tanto na música? É essa a verdadeira intenção? Então perto do final da canção, é uma coisa que já perdeu a piada toda. Só assim naquela, destruíram qualquer possibilidade de eu elogiar a voz ou mesmo a música como um todo. Continuo sem perceber se a intenção era mesmo aquilo e pergunto se não havia a hipótese de não parecerem tão exagerados.

Tiago Lopes: Não consigo avaliar, à minha maneira, as qualidades deste intérprete.





André Sousa: Uma presença pujante que se torna no ponto forte de toda a composição. Parece que estou num bar de motards no meio da loucura dos copos espalhados pelo chão e dos gritos descontrolados. 

Andreia Valente: Só espero que eles deixem o palco em pedaços no final da atuação.

Catarina Gouveia: Ponham isto a fechar a semifinal, para não haver o risco de haver alguém sem palco para pisar. Ah, e exijo um moshpit na plateia em pé, no mínimo.

Daniel Fidalgo: Quero ver guitarras partidas no chão e o vocalista a saltar para cima do público, esmagando assim aqueles que dizem que esta canção é má.

Diogo Canudo: É preciso um ambiente mais rockeiro, um cenário que mais se enquadre na mensagem que o grupo quer transmitir. No entanto, como banda, têm uma atitude exemplar e impecável.

Elizabete Cruz: Típica presença de banda rock/metal, com um belo ar de “não quero saber, só estou aqui para tocar”. Nada a ser mudado, portanto.

Jessica Mendes: O que é que se espera de uma banda? Nada mais que ser uma banda.

João Vermelho: Eles dão tudo em palco, partem a loiça toda!

Neuza Ferreira: Os AWS vão arrasar no palco. Só espero uns bons planos de câmara, de resto eles vão dar conta do recado.

Patrícia Leite: Quando estão em palco dão tudo o que tem e o que não têm. Por vezes até exageram, com alguns momentos que sugerem algum distúrbio mental. Fora disso, têm muito boa energia, usam os efeitos apropriados e recomendados ao tipo de música.

Pedro Anselmo: O pavilhão vai ser demasiado pequeno para esta banda.

Pedro Lopes: É notório o sentimento e a entrega da banda em palco. Apesar de não apreciar muito a música, por agora, a atuação ao vivo será o seu ponto forte. Poderá resultar mal, na mesma…

Tiago Lopes: AWS têm o estilo de uma banda do seu estilo de música, não deverão mudar muito.


André Sousa: Nada a acrescentar a algo que não é nada positivo. 

Andreia Valente: Uma letra de raiva contra o verão? Contra o sonho? Se fosse uma letra kumbaya era um plotwist genial.

Catarina Gouveia: Eu não sei o que é que eles andam a tomar para ter estas revoltas alucinantes mas eu quero experimentar.

Daniel Fidalgo: Canção cantada em húngaro! Não poderia ser melhor! 

Diogo Canudo: Uma letra de despedida, de um amor verdadeiro que teve de acabar. Gosto da forma como o tema é explorado nesta canção, num tom mais frio e duro. É uma maneira diferente de apresentar uma letra de amor. 

Elizabete Cruz: A única coisa má de as músicas serem cantadas nas línguas maternas é que muita gente não vai ter acesso a boas letras como esta. Esta é uma letra de despedida, sobre seguir em frente, mas que na realidade é asbtrata o suficiente para que possa significar várias coisas.

Jessica Mendes: Fiquei desiludida quando vi a tradução a vi que era só ais uma música cujo tema é o amor. Esperava melhor.

João Vermelho: Partilho do mesmo sentimento de tristeza da despedida do verão.

Neuza Ferreira: Thrash metal em húngaro?! Melhor ainda! A letra traduzida para inglês é boa, sim, mas em húngaro tem muito mais poder. Letras na língua materna, regra geral, são sempre boas.

Patrícia Leite: Uma letra muito depressiva e revoltante. Quando lemos o título (“Adeus Verão”), dá a ideia da falta dos dias de sol, praia, etc., coisas que se repetem todos os anos. No entanto, ao analisar a letra com maior profundidade, ela passa-nos uma mensagem de revolta, isolamento e um certo isolamento em relação ao seu intérprete. Algo que percebemos através do instrumental. Tem o ponto positivo de ser cantada na língua materna. Será o suficiente para conquistar a Europa?

Pedro Anselmo: Das melhores letras do festival. Fala acerca da perda de alguém querido e da falta que lhe faz. Húngaro nesta canção parece uma língua tão bonita.

Pedro Lopes: Bad… não lhe encontro significância de maior.

Tiago Lopes: Se com este género de música se avizinhava uma difícil compreensão da letra, em húngaro poucos entenderão o que é cantado.


André Sousa: Competiram para o último lugar, e eu acho que vão conseguir. 

Andreia Valente: Vai passar à final. Na final ficará à porta do Top 15.

Catarina Gouveia: O potencial desta canção é o seu factor nostalgia, que não garante assim tantos votos quanto isso. Deve passar, mas ficará no lado direito da tabela. A não passagem também não me surpreendia de todo.

Daniel Fidalgo: É algo a que o povo eurovisivo não está acostumado a escutar, pelo que temo um pouco pelo futuro desta canção. Penso que é impactante o suficiente para passar à final. O resultado na final parece-me muito incerto. 

Diogo Canudo: Duvido que vá à final.

Elizabete Cruz: Esta música claramente veio para surpreender. Estou a aguardar um efeito Lordi.

Jessica Mendes: Se a Ucrânia teve o resultado que teve no ano passado, esta música vai ficar ainda pior.

João Vermelho: Infelizmente penso que se passar à final será com alguma dificuldade, e na final não sei bem. Porém rock costuma dar-se muito bem na Eurovisão, é uma grande incógnita.

Neuza Ferreira: Espero que passem à final.

Patrícia Leite: Não sei se passarão da semifinal, demasiado psicadélico, demasiado exagerado. 

Pedro Anselmo: Acredito num top 20 na final. 

Pedro Lopes: Hungria fora da final.

Tiago Lopes: Ou correrá muito bem, ou será péssimo. Imprevisível.


André Sousa: 0 pontos.

Andreia Valente: 7 pontos.

Catarina Gouveia: 6 pontos.

Daniel Fidalgo: 8 pontos.

Diogo Canudo: 0 pontos.

Elizabete Cruz: 12 pontos.

Jessica Mendes: 7 pontos.

João Vermelho: 12 pontos.

Neuza Ferreira: 8 pontos.

Patrícia Leite: 4 pontos.

Pedro Anselmo: 12 pontos.

Pedro Lopes: 4 pontos.

Tiago Lopes: 1 pontos.

Total: 81 pontos





André Sousa: Os meus ouvidos sangram com isto.

Andreia Valente: Os que gostavam de “Alter Ego” por ser “rock” devem achar que “Viszlát Nyár” é demasiado hardcore.

Catarina Gouveia: Eu também ficava revoltada com o fim do verão, mas depois descobri as maravilhas do autobronzeador.

Daniel Fidalgo: Berrei!

Diogo Canudo: A Hungria tem tiros muito certeiros. Este foi apenas um tiro ao lado.

Elizabete Cruz: Esta não é a música que a Eurovisão queria, mas é a música que a Eurovisão precisava.

Jessica Mendes: Para a próxima deixem de fora os gritos, sim?

João Vermelho: Nunca pensei ouvir uma musica de metal com uma letra sobre as saudades do verão.

Neuza Ferreira: Quero justiça para este tema húngaro!

Patrícia Leite: É quase até cuspir sangue!

Pedro Anselmo: Budapeste 2019, por favor!

Pedro Lopes: Preciso de levar proteção para os ouvidos?

Tiago Lopes: Abrir uma banca de tampões para os ouvidos em frente à Arena deverá ser um bom negócio.


1.º Estónia - 144 pontos; 2.º Finlândia - 117 pontos; 3.º Bélgica - 115 pontos;  4.º Israel - 112 pontos; 5.º Áustria - 107 pontos; 6.º Dinamarca - 106 pontos; 7.º Bulgária - 105 pontos; 8.º Grécia - 103 pontos; 9.º Arménia - 100 pontos; 10.º Holanda - 88 pontos; 11.º República Checa - 86 pontos; 12.º Suíça - 83 pontos; 13.º Austrália - 82 pontos; 14.º Hungria - 81 pontos; 15.º Noruega - 79 pontos; 16.º Lituânia - 77 pontos; 17.º Albânia - 76 pontos; 18.º Chipre - 75 pontos; 19.º Macedónia - 70 pontos; 20.º Azerbaijão - 69 pontos; 21.º Sérvia - 68 pontos; 22.º Croácia - 66 pontos; 23.º Roménia - 65 pontos; 24.º Irlanda - 61 pontos; 25.º Eslovénia - 57 pontos; 26 Rússia - 56 pontos; 27.º Geórgia - 49 pontos; 28.º Bielorrússia - 48 pontos; 29.º Moldávia - 43 pontos; 30.º São Marino - 42 pontos; 31 Islândia - 31 pontos. 

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