Apreciações Musicais - ESC 2018: Letónia



Laura Rizzotto - "Funny Girl"




André Sousa: Um instrumental envolvente e sedutor. Parece que, por momentos, estou a assistir à banta sonora de um filme das 50 Sombras de Grey. Eu, particularmente gosto bastante deste ritmo quente de um Brasil a representar a Letónia. 

Andreia Valente: Embora seja uma canção triste, o instrumental tem uma sensualidade intrínseca. Distingue-se do pop eurovisivo mas torna-se apenas mais uma canção que passaria nas rádios em 2017.

Catarina Gouveia: Percebe-se facilmente a intenção de “Funny Girl”: é sexy, conjuga as canções do The Weeknd com a OST de 50 Shades of Grey, é rádio friendly. Não é má, mas não acrescenta nada ao concurso, ao contrário das canções dos últimos três anos.

Daniel Fidalgo: Interessante. O suficiente para nos manter atentos até ao fim da canção. É obscuro e romântico ao mesmo tempo. Mas falta um pouco mais de rasgo, de não ter medo de arriscar. A canção fica a meio de algo que poderia ter sido muito bom. O refrão não me soa impactante o suficiente. 

Diogo Canudo: “Funny Girl” é uma música pop-contemporânea, com o seu quê de subtileza e peculiaridade. Gosto bastante do instrumental e não enjoa, o que é bom.

Elizabete Cruz: A Letónia deixou este ano a eletrónica e enveredou por uma vibe mais jazz. Resultou? Nem por isso. A música, não sendo má, é esquecível. Com certeza não tenciono ouvir isto muitas vezes na minha vida.

Jessica Mendes: Não é nada de novo e lembra muito aquela música do The Weeknd para o 50 shades. Não é má, mas também não é nada de especial.


João Vermelho: Gosto do lado misterioso do instrumental, e ganha pela diferença.

Neuza Ferreira: Adoro este instrumental meio intimidador.

Patrícia Leite: O instrumental transmite-nos a ideia de um certo mistério a par de alguma sensualidade através da batida lenta que possui. No entanto durante quase toda a música não mostra evolução, o que faz com que se torne um pouco aborrecido de se ouvir, mas deixa de ser uma boa música.

Pedro Anselmo: Esta canção faz-me muito lembrar a banda sonora de 50 Shades of Grey… e eu não sou grande fã do estilo, apesar de reconhecer o seu valor e de achar que está bem feita.

Pedro Lopes: Outra música com um instrumental que encontramos nos filmes 007. Mais uma que vai também buscar certos elementos mais misteriosos, um pouco melancólicos até. Mas gosto, ao fim ao cabo!

Tiago Lopes: Uma melodia a lembrar os filmes da saga 50 Sombras de Grey, sons algos sensuais. 





André Sousa: A voz só vem complementar toda a sedução de que esta canção se veste. Eu gosto muito da forma como ela prenuncia as palavras, como as interpreta, como se apodera da letra e faz dela uma espectáculo ali no palco. 

Andreia Valente: A Laura Rizzotto tem uma excelente voz no estúdio e torna-se um desastre desafinado ao vivo. Espero que melhore até maio. 

Catarina Gouveia: Gosto muito da voz da Laura, é muito doce mas sensual ao mesmo tempo. 

Daniel Fidalgo: Agradável e bem controlada. Não é das minhas favoritas, no entanto. 

Diogo Canudo: Uma voz competente e segura, que nos transmite segurança em palco. No entanto, gostava que fosse mais explosiva no final do instrumental, para ficar ainda mais na nossa memória na altura das votações.

Elizabete Cruz: Laura tem com certeza uma boa voz e consegue fazer passar a mensagem. Uma pessoa acaba por acreditar na sofrência dela.

Jessica Mendes: Gosto muito do timbre dela mas alguém lhe devia dizer que dá jeito entrar na música nos tempos certos porque isto é tudo ao lado.


João Vermelho: Adoro o timbre e a voz da Laura, apenas acho que ela pode melhorar um pouco a parte técnica, pois na final nacional podia estar melhor.

Neuza Ferreira: Laura tem um timbre bonito e melódico. É uma voz competente para o tema apresentado.

Patrícia Leite: Uma voz que se conjuga bem com o instrumental. Tem uma dose de sensualidade, doçura e suavidade. No entanto, na apresentação ao vivo apresenta algumas inseguranças esporádicas, consequência provável dos nervos. Penso que ainda poderá melhorar até maio. 

Pedro Anselmo: Gosto muito da voz de Laura, é bastante segura, também tem boa escola.

Pedro Lopes: A voz da Laura parece muito doce, por vezes até demais para o tema em questão. Só que, a verdade é que não tivemos muito disso na sua atuação ao vivo… que foi um pouco pautada pela insegurança vocal. Deviam ser os nervos, que esperemos que estejam mais controlados no ESC. Porque a voz que encontramos na versão estúdio é mesmo muito agradável!

Tiago Lopes: Laura tem um timbre muito bonito, uma ótima dicção e encaixa muito bem nesta música.


André Sousa: É algo que ela pode melhorar. Contudo, tem de se focar no contacto visual e nos bons planos de imagem. 

Andreia Valente: A Laura é uma performer perfeita. Ela tem um je ne sais quoi de estrela de Broadwway. Se calhar, é só o título da canção que avaria as minhas referências.

Catarina Gouveia: Esta miúda é qualquer coisa. As suas expressões corporais e a maneira como defende esta canção é a melhor coisa desta proposta.

Daniel Fidalgo: A Letónia tem estado bem nos últimos anos. Este ano não deve dececionar.

Diogo Canudo: Laura Rizzotto está a evoluir para ser no futuro um autêntico monstro de palco. A forma como interpreta a canção, a subtileza, a elegância, a garra e a forma como seduz os telespectadores… eleva “Funny Girl” a um outro nível. Tenho a certeza absoluta que a música tem o valor que tem exactamente porque é a Laura que a interpreta.

Elizabete Cruz: Com tão pouco naquele palco, admito que Laura conseguiu fazer muito. Ela tem carisma, soube encher o palco e “atuar” consoante o que a música pedia. Mas espero que em Maio possamos ver um pouco mais desta prestação.

Jessica Mendes: O trabalho de câmaras da final nacional foi muito bem conseguido e o vermelho combina na perfeição com a música. É manter.

João Vermelho: Quer a nível vocal, quer a nível visual acho que atuação pode ser melhorada em comparação com a da final nacional.

Neuza Ferreira: Espero que apostem em bons planos de câmara, que se foquem na intérprete no momento certo. Este tema pede simplicidade.

Patrícia Leite: Uma presença de palco que está de acordo com a música. Simples, apenas com algumas luzes e muitos planos de câmaras que funcionam na perfeição. Espero que em Lisboa, se mudarem algo que mudem para melhor, porque por mim, está ótimo como está.

Pedro Anselmo: Parece que já tem experiência, aparenta ser muito confiante na sua actuação.

Pedro Lopes: Eu gostei da atitude na entrega à música, no Supernova. Mas espero mesmo mais segurança na sua atuação no palco de Lisboa. A sua atitude na entrega à canção está no ponto!

Tiago Lopes: Sedução e poder é o que espero desta atuação, Laura tem a presença e os instrumentos para chamar o espectador.


André Sousa: Eu gosto. Gosto disto muito também pela forma como a letra é interpretada pela Laura. 

Andreia Valente: A letra de “Funny Girl” retrata uma situação em que se está na friendzone como a “amiga engraçada” e, pensando bem, não me lembro de alguma vez ouvir uma canção com esta temática. Bravo.

Catarina Gouveia: Um amor não correspondido, onde o seu boy magia a tem como a “miúda engraçada” e nada mais que isso. Tipo, quem nunca?!

Daniel Fidalgo: É interessante e soa a algo diferente daquilo que normalmente passa pela Eurovisão. Por aí, deve ganhar alguns votos. 

Diogo Canudo: Gosto particularmente da sinceridade que a letra nos presenteia. “Funny Girl” está carregada de comparações, de desejos, de esperanças e, ao mesmo tempo, de desilusões que teimam em permanecer. Bela forma de expressar o amor. 

Elizabete Cruz: A música podia chamar-se “Friendzone” porque é sobre isso mesmo. Há sempe algo novo para explorar nas canções de amor, não é mesmo?

Jessica Mendes: É muito pouco interessante mas acaba por ir de encontro ao instrumental.

João Vermelho: Adoro a letra, ficou logo na minha cabeça, gosto da mensagem, mas não acho que seja uma letra incrível e inovadora.

Neuza Ferreira: Adora a mensagem transmitida neste poema e ganha bastante com o instrumental que lhe é conferido.

Patrícia Leite: A canção fala-nos de um caso amoroso, possivelmente extraconjugal, devido às sensações transmitidas pelo instrumental. Será uma boa aposta da Letónia?

Pedro Anselmo: Penso que a letra desta canção não é nada de especial, existem centenas do mesmo género.

Pedro Lopes: A letra tem um sentimento carregado e pesado. Percebe-se facilmente. E facilmente também se encaixa nas vivências de muitas pessoas, que se poderão rever nas palavras que a Laura canta.

Tiago Lopes: Uma composição que fala de uma relação a três, na perda de um homem para outra mulher e na dificuldade em manter essa relação. Letra interessante. 





André Sousa: Gostava de ver isto na final, contudo fico com algumas dúvidas. 

Andreia Valente: Vai ficar pela semifinal.

Catarina Gouveia: A vibe mais alternativa trouxe bons resultados à Letónia. O ano passado foi o que foi, e mudaram a jogada este ano. Não me parece que vá resultar. 

Daniel Fidalgo: Se passar à final, vai ser por pouco.  

Diogo Canudo: Tenho medo que seja esquecida na altura da votação, mas merece a final.

Elizabete Cruz: Semifinal.

Jessica Mendes: Não a vejo na final.

João Vermelho: Creio que passará à final, mas duvido que tenha uma boa posição na final.

Neuza Ferreira: Não creio que passe à final.

Patrícia Leite: Infelizmente estará nos últimos lugares da final.

Pedro Anselmo: Deverá conseguir passar à final, mas ficará pelos últimos 10.

Pedro Lopes: Sinto que possa ser um pouco difícil a qualificação.

Tiago Lopes: Passa à final e top 10.


André Sousa: 7 pontos.

Andreia Valente: 4 pontos.

Catarina Gouveia: 4 pontos.

Daniel Fidalgo: 7 pontos.

Diogo Canudo: 7 pontos.

Elizabete Cruz: 3 pontos.

Jessica Mendes: 5 pontos.

João Vermelho: 7 pontos.

Neuza Ferreira: 7 pontos.

Patrícia Leite: 7 pontos.

Pedro Anselmo: 3 pontos.

Pedro Lopes: 6 pontos.

Tiago Lopes: 8 pontos.

Total: 75 pontos


André Sousa: Quando da voz sai aquela sensualidade capaz de te arrepiar.

Andreia Valente: Sempre a apoiar os nossos irmãos brasileiros na Eurovisão.

Catarina Gouveia: É muito mau achar que o melhor de “Funny Girl” são os hairflips da Laura? 

Daniel Fidalgo: Letónia extremamente internacional este ano. Cantora brasileira, com nome de comida italiana, a cantar em inglês e a representar a Letónia. 

Diogo Canudo: 50 Sombras de Grey na Eurovisão? O mundo está perdido!

Elizabete Cruz: Da próxima vez faz ar sisudo amiga, se ele gostar então é para casar!

Jessica Mendes: Uma brasileira com nome de comida italiana a representar a Letónia com uma música em inglês. Celebrate diversity.

João Vermelho: Que ela não seja a funny girl desta semifinal.

Neuza Ferreira: It’s getting hard conseguir um lugar na final, infelizmente.

Patrícia Leite: Um jogo de emoções.

Pedro Anselmo: O Brasil, que tanto adoraria participar no ESC, tem aqui a sua representante.

Pedro Lopes: Música de cinema versão 2.

Tiago Lopes: Proibido a menores de 18 anos.


1.º Estónia - 144 pontos; 2.º Finlândia - 117 pontos; 3.º Bélgica - 115 pontos;  4.º Israel - 112 pontos; 5.º Áustria - 107 pontos; 6.º Dinamarca - 106 pontos; 7.º Bulgária - 105 pontos; 8.º Grécia - 103 pontos; 9.º Arménia - 100 pontos; 10.º Holanda - 88 pontos; 11.º República Checa - 86 pontos; 12.º Suíça - 83 pontos; 13.º Austrália - 82 pontos; 14.º Hungria - 81 pontos; 15.º Noruega - 79 pontos; 16.º Lituânia - 77 pontos; 17.º Albânia - 76 pontos; 18.º Chipre - 75 pontos; 19.º Letónia - 75 pontos; 20.º Macedónia - 70 pontos; 21.º Azerbaijão - 69 pontos; 22.º Sérvia - 68 pontos; 23.º Croácia - 66 pontos; 24.º Roménia - 65 pontos; 25.º Irlanda - 61 pontos; 26.º Eslovénia - 57 pontos; 27 Rússia - 56 pontos; 28.º Geórgia - 49 pontos; 29.º Bielorrússia - 48 pontos; 30.º Moldávia - 43 pontos; 31.º São Marino - 42 pontos; 32 Islândia - 31 pontos. 

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