Ensaios ESC 2018: quem surpreendeu e quem desiludiu - Dia 3


Decorreram hoje os primeiros ensaios dos países da primeira metade da Semifinal 2. O Crónicas de Eurofestivais acompanhou o terceiro dia de ensaios no Press Centre, onde tivemos a possibilidade de assistir a cada atuação tal como será emitida no dia 10 de maio, e desvendamos alguns pormenores das performances, assim como as nossas opiniões acerca de quais foram as maiores surpresas e quem ficou aquém das expetativas.

 Quem desiludiu?

Austrália 


Podemos concordar todos e não apoiar todos os países que tragam os seus próprios painéis LED para este palco? Podemos! Sobretudo quando não fazem falta. Jessica Mauboy tem uma das melhores vozes do ano e esse é mesmo o ponto forte desta proposta. Está sozinha em palco, pois a Austrália só perderia em acrescentar distrações à excelência de Jessica. A coreografia é digna de pop star, ainda que há melhorias a fazer nos planos de câmara para que esta resulte 100% bem. No entanto, para uma favorita à vitória é uma atuação que deixa um pouco a desejar. As winner vibes das pré-festas eurovisivas não se mantêm depois deste ensaio - e a queda agressiva nas apostas é o reflexo disso mesmo.

Rússia


O ensaio mais temido do dia. Sim, Julia está mesmo em cima de uma montanha. Sim, Julia canta mesmo mal. Sim, a voz dela é abafada pelas coristas e nós agradecemos. A montanha não fica bem em palco, e o que salva a atuação é mesmo os dois bailarinos que fazem com que o público se distraia do nonsense que se está a passar em palco. A Rússia tem presença certa na final, mas desta vez não a merece.

Holanda


O representante da Holanda aparece neste ensaio acompanhado de um três pessoas com guitarra, que não estão mesmo a tocar guitarra. A sua função mesmo é, do nada, começar a fazer breakdance. Breakdance, numa canção rockeira. A ideia por escrito não faz sentido e o resultado no ecrã muito menos. Waylon está em palco sobre um género de pedestal com luzes. Parece adequado para o tipo de canção que é, pois dá aquela imagem de estrela de rock, e a sua atitude transparece isso mesmo, para não mencionar toda a pujança que é envergar um casaco com padrão de leopardo que parece inspirado no icónico de Shania Twain. 

Sérvia


Os Balkanika baniram Sanja Ilic para receber um terceiro membro feminino, que ajuda na atuação mas que não a salva de cheirar a flop. Os quatro vocalistas têm uma coreografia baseada em movimentos pouco fluidos que até resultariam bem se os planos de câmara os favorecessem. Sendo uma canção um pouco cansativa para quem não é fã do género nem destas misturas, deveria haver algo que agarrasse o espectador de alguma forma, e esse algo não deveria ser apenas o gesto da saudação nazi que é feito pelas três vocalistas. A Sérvia tem o dom de arruinar boas canções com o seu staging péssimo e este ano não foi exceção.


 Quem surpreendeu?

Moldávia



Tivemos provas de que a Moldávia é perita em fazer um staging divertido em 2017, e este ano conseguiram superar-se. Para quem duvidou da capacidade dos DoReDos de serem um trio coeso, com uma energia incrível e uma cumplicidade genuína: estão enganados! O staging gira em torno de uma grande caixa branca, com várias portas e janelas, onde acontece toda uma encenação de um triângulo amoroso que até parece digno de um musical. Aos DoReDos juntam-se três bailarinos que parecem clones  de cada um dos vocalistas da Moldávia. O Press Centre vibrou com isto e isso também se irá sentir na classificação final. Temos aqui o dark horse do ano, que poderá conquistar um top 10 fácil na final.

Noruega



A atuação de "That's How You Write a Song" em pouco difere da do Melodi Grand Prix. A realidade aumentada utilizada na final norueguesa foi aperfeiçoada, havendo algumas adições, algumas delas um pouco desnecessárias - do nada, aparecem corações dignos de um filtro do Snapchat que não fazem sentido. O palco está em tons de azul e rosa, há pirotecnia e, claro, o violino que define o vencedor do ESC 2009. A dinâmica de Rybak com os bailarinos é excelente. Não é novidade nenhuma que Rybak é um performer incrível e que é a figura perfeita para abrir uma semifinal. Ainda é um candidato a vencer a Eurovisão este ano.

Roménia


Os The Humans conseguiram perceber que a performance da seleção romena não iria a lado nenhum. A atuação inicia-se com Cristina posicionada entre dois membros da banda, que se encontram de costas, com máscaras brancas, que a agarram e arrastam depois do primeiro verso - estranho e completamente deslocado. O palco está muito escuro e sombrio, estando preenchido com aqueles manequins das lojas de roupa, e a vocalista caminha entre eles resultando muito bem visualmente. Para além de estar muito bem vestida, a Cristina sabe como defender a sua canção e não tem qualquer falha a nível vocal. É pouco provável que a Roménia não mantenha o historial de 100% de qualificações.

São Marino


Wow, a dupla de São Marino aceitou a crítica aos robôs em palco adicionando ainda mais robôs e tornando a performance mil vezes mais ridícula. Um dos robôs tem um cartaz onde está escrito "I'm not your robot", e, imaginem, outro a dizer "Will you marry me?". Sim, ele está mesmo a pedir Jessika em casamento, pois ela acaba por tirar uma aliança do dedo do robô. Enquanto dupla, não têm química nenhuma nem parecem muito contentes por lá estar. Uma coisa é certa: toda a atuação pode ser ridícula e as chances de passar à final quase nulas, mas foi a que mais reações despertou aqui no Press Centre por estar a roçar o limite de joke entry, sendo mesmo uma das mais aplaudidasO impacto dos close-ups aos robôs a dançar é... qualquer coisa.

Dinamarca


A atuação do DMGP já estava quase perfeita, e como não se mexe no que já está perfeito, o staging é praticamente igual, com a excepção de haver uma bandeira branca em palco e do cabelo de Rasmussen, que está um pouco diferente. No final da performance cai neve artificial. Os vocals do representante dinamarquês não estiveram perfeitos, sendo algo não muito comum e, por isso mesmo, não preocupante.

Imagem/Vídeos: Eurovision.tv

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