Ensaios ESC 2018: quem surpreendeu e quem desiludiu - Dia 4


Decorreram hoje os primeiros ensaios dos países da segunda metade da Semifinal 2. O Crónicas de Eurofestivais acompanhou o quarto dia de ensaios no Press Centre, onde tivemos a possibilidade de assistir a cada atuação tal como será emitida no dia 10 de maio, e desvendamos alguns pormenores das performances, assim como as nossas opiniões acerca de quais foram as maiores surpresas e quem ficou aquém das expetativas.

 Quem desiludiu?


Ucrânia



O MÉLOVIN é uma estrela completa. Ele sabe dominar um palco com naturalidade: isso já sabíamos. O problema da atuação da Ucrânica é que estávamos à espera que fossem três minutos mais grandiosos do que a atuação na final nacional ou, pelo menos, que estivesse ao mesmo nível. No entanto, o que a equipa ucraniana nos apresentou foi, em tudo, mais pequeno, mais fraco e menos entusiasmante. A plataforma do piano acústico é muito mais baixa, o fogo no piano é muito mais contido e a presença do MÉLOVIN é muito menos exposta. Continua a ser uma performance digna do palco da Eurovisão e continua na corrida para ganhar a semifinal, mas é muito difícil não ficarmos desapontadas.

Polónia


Tudo o que dá para reter deste ensaio é que Gromee adora compulsivamente "a dança do tubarão". Como esperado, o staging é uma versão barata da Noruega em 2017, com pirotecnia desnecessária e coristas que aparecem nos momentos mais random. O DJ está posicionado numa mesa com arcos de luz da mesma cor dos arcos do palco do Altice, sendo das poucas coisas positivas do staging polaco. Lukas é o salvador da atuação da Polónia, na medida em que tem uma energia que vai de encontro ao ritmo da canção e um imenso carisma em palco.

Geórgia





Não há staging mais simples do que este, porque simplesmente nada acontece . As luzes alternam do azul para o vermelho quando nas partes mais imponentes da canção (groundbreaking, nunca antes visto nem nada) e é só isso. As vozes funcionam, os membros do grupo têm indumentárias semelhantes que resultam bem na sua simplicidade... mas é tudo tão aborrecido. Não havia necessidade de haver duas pessoas com instrumentos em palco se o objetivo é primar pela simplicidade e por um palco clean. A pirotecnia na parte final funciona como um despertador a acordar-nos de um sono profundo.

Montenegro


Vanja está em palco com quatro coristas que fazem movimentos dramáticos do princípio ao fim, e um pianista. É uma típica performance de balada tradicional em que tudo o que está a acontecer é o cantor e quem o acompanha a andar de um lado para o outro. A voz do representante de Montenegro não tem qualquer falha e o coro tem uma harmonia bastante razoável. Tem tudo para ser uma proposta levada a sério, não fosse a indumentária de Vanja, um fato azul metalizado que se assemelha a algo que um apresentador de um circo utilizaria, e das coristas, quatro vestidos de noiva com uns apliques que mais parecem sobras de tecido coladas à toa.


 Quem surpreendeu?

Eslovénia


Woooooow! Quem diria que seria a Eslovénia a ter o melhor e mais arrasador ensaio do dia? Lea Sirk é simplesmente magnífica. A coreografia da seleção eslovena já era excelente, e as melhorias feitas para o palco da Eurovisão podem mesmo fazer com que este país se torne num qualificado surpresa para a final. A audácia de parar a canção a meio, todas as luzes se desligarem como se tivesse acontecido um erro técnico e Lea pedir para o público cantar e aplaudir é maravilhosa.  A indumentária é reveladora e sim, a última frase da canção é cantada em português!

Hungria





Os AWS não podiam fazer menos do que partir tudo. E foi o que aconteceu. O vocalista é excelente, há poucas diferenças entre o live e a versão estúdio, mesmo sem parar quieto um segundo. Pensem num concerto de uma banda do género e transportem-na para um palco onde há um trabalho de luzes maravilhoso e labaredas, fumo e pirotecnia praticamente do início ao fim. Mesmo quem não é fã do género sabe ver que o staging é fantástico e seria um crime deixar a Hungria de fora da final.

 Malta


Malta é mais um país que colmata a falta de LEDs no palco deste ano, trazendo os seus próprios. É, de facto, uma pena que "Taboo" seja uma canção má e desinteressante, porque o palco é totalmente o contrário. Christabelle aparece em palco entre quatro placas LED, de onde se desloca com o avançar da canção. Toda a atuação, que não só inclui os painéis, como também lasers, chamas, realidade aumentada e um ótimo jogo de luzes, faz uma encenação de Christabelle a superar os problemas relacionados com a sua saúde mental, estando em palco uma dançarina que simboliza o próprio "taboo". 

Suécia


Digamos que Benjamin Ingrosso venceu o Melodifestivalen pelo seu staging, e todos nós já sabíamos que o que vimos no festival sueco iria voltar a ser visto em Lisboa. A coreografia mantém-se, com a diferença de haver menos freestyle na parte final. As luzes parecem relativamente maiores, e os planos de câmara estão absolutamente perfeitos. O falsete não é o ponto forte de Benjamin, portanto o coro precisa de estar um pouco mais alto para o refrão ter a força de que precisa. Não houve grandes surpresas, porque não se mexe no que já está maravilhoso.

Letónia


A atuação de "Funny Girl" em pouco ou mesmo nada difere do que já tinha sido feito no Supernova, com uma tentativa de inovar nos planos de câmara. Laura melhorou exponencialmente a nível vocal desde que venceu o festival da Letónia, mas ainda apresenta alguma fragilidade em certos momentos. A indumentária favorece imenso a atuação, e a hairography também dá aquele toque sensual que a canção precisa. Foi um bom ensaio num todo, mas pode não ser suficiente para a passagem do país à final. 

Vídeos: Eurovision.tv

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