Ensaios ESC 2018: quem surpreendeu e quem desiludiu - Dia 7



Decorreram hoje os segundos ensaios dos últimos países da Semifinal 2. O Crónicas de Eurofestivais esteve a acompanhar o sétimo dia de ensaios no Press Centre e na Altice Arena, onde tivemos a possibilidade de assistir a cada atuação tanto ao vivo como também tal como será emitida nos live shows, e partilhamos convosco quem surpreendeu e quem ficou aquém das expetativas.


 Quem desiludiu?

Letónia



Numa performance simples, semelhante à do Supernova, "Funny Girl" ganha por ter um excelente trabalho de câmaras, que favorecem imenso os movimentos de Laura e se movem por vezes consoante as batidas da canção. Apesar de ser bonito visualmente, é muito aborrecido e nunca ficará destacado entre a Hungria e a Suécia.

Polónia



A Polónia conseguiu diminuir o grau de awkwardness que esteve na base dos movimentos típicos do Gromee. Continua a ser uma performance inesquecível e um tanto pouco memorável. A pirotecnia é extremamente ineficaz. No entanto, a Polónia não vai ficar pela semifinal. 

Holanda



Waylon é um intérprete estupendo, e esta canção é perfeita para uma atuação num estádio. Para a Eurovisão, resultaria bem se o staging fizesse algum sentido e não fosse uma coisa tão morna. O que melhora esta atuação, contudo, é a menor quantidade de tempo que as câmaras ficam fixas nos dançarinos que acompanham Waylon - perfeito seria se fossem banidos completamente.

Ucrânia


A Ucrânia conseguiu pegar no staging perfeito e grandioso do Vidbir e torná-lo num tech demo nada surpreendente.  No segundo ensaio, foi apresentado um show de pirotecnia mais imponente mas, de qualquer forma, os camera angles continuam a desfocar a atenção do performer, que é o trunfo na manga de “Under The Ladder” e os wide angles são quase fatais para o impacto visual. Para uma atuação que prometia ter um lugar garantido no top 10 da final... talvez para o ano, Ucrânia!

Rússia



É bom ver que os vocais de Julia já não fazem da atuação da Rússia algo inaudível. Porquê? Porque lhe desligaram o microfone no refrão. A  pobreza dos planos de câmara continuam evidentes, o que não tem desculpa para um país como a Rússia, que costuma pensar sempre em grande nas suas atuações - podiam ter pensado mais nisto em vez de acrescentar efeitos de realidade aumentada um pouco desnecessários. Queremos muito a Rússia fora da final.

Geórgia




A única coisa que nos prende à televisão durante o ensaio da Geórgia é o fumo no chão e a pirotecnia em cortina. As vozes dos Iriao funcionam em perfeita harmonia mas continuam a ser um tremendo aborrecimento. Não há mudanças significativas neste segundo ensaio de "For You".




Montenegro




A performance de Montenegro inicia com uma imagem do piano, e depois alterna-se entre Vanja e as quatro coristas, que se movimentam pelo palco de uma forma que resulta muito melhor neste segundo ensaio do que no primeiro. Pareceu-nos que o representante de Montenegro ia perceber que a sua indumentária não fazia sentido nenhum em palco e a iria trocar para o segundo ensaio. Pelos vistos, ele gosta e é o que interessa - afinal de contas, bem ou mal vestido, da semifinal dificilmente passará. 



 Quem surpreendeu?





Moldávia 




Ter uma atuação como a de "My Lucky Day" depois da Rússia é tão, tão bom. Sobretudo tendo em conta que passamos de alguém sem voz para um trio que funciona numa harmonia perfeita. Um staging diferente de tudo o que já foi feito na Eurovisão, a única atuação divertida deste ano. Não havia muita coisa a ser melhorada nesta performance, é um facto. O trabalho de casa foi feito, e já é um bocado óbvio que este será o dark horse do ano. Quem diria que seria possível chegar perto de repetir o feito dos Sunstroke Project?

Eslovénia



A Eslovénia é uma das maiores surpresa do ano. O país tem o staging mais profissional e inteligentemente pensado do ano! Não havia nada para melhorar do primeiro ensaio que foi, na sua essência, fenomenal. A Lea é uma powerhouse e, mesmo com uma canção que apenas vai apelar aos fãs de música mais alternativa,vai conseguir conquistar o público mainstream com a sua dinâmica de performer mais do que merecedora de um lugar na final.




Hungria



A atuação da Hungria alterna wide shots - que fazem sentido pela pirotecnia agressiva que é utilizada em palco -, com planos mais apertados do palco principal e dos membros dos AWS. Em comparação com o primeiro ensaio não há mudanças significativas. É uma atuação que causa impacto e que tem um imenso potencial para ficar posicionada no top 5.

Suécia




A única coisa que não conta com aquela perfeição sueca a que estamos todos habituados é a voz de Benjamin Ingrosso no refrão. Toda a atuação e todo o trabalho nos planos de câmara transparece meses de preparação, por isso é compreensível que do primeiro para este não haja grandes mudanças. Todo o ecrã é ocupado pelas luzes néon utilizadas no Melodifestivalen, e apenas no último refrão são mostradas imagens que abrangem todo o palco.

Malta



O ensaio de Christabelle foi em muito semelhante ao primeiro, com a excepção de que decidiram atrasar um pouco o aparecimento da dançarina. É excelente o trabalho que foi feito a nível de luzes com a atuação de Malta. Não há qualquer falha a nível vocal. Basicamente, a única coisa que não presta nesta proposta é mesmo a canção.



Austrália


Jessica esteve mal vocalmente neste segundo ensaio, mais concretamente na última parte da canção. Durante a bridge de "We Got Love" há demasiadas camera shots  repentinas a acontecer. O trabalho de luzes está bem melhor do que no primeiro ensaio, sendo estes baseados nas luzes néon que a Austrália trouxe para o palco, em que predominam os tons púrpura e azul, e nas luzes do palco durante os refrões. A pirotecnia antes do último refrão resulta igualmente bem.




Imagens/Vídeos: eurovision.tv

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