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ESC Gentlemen - Historial

por novembro 06, 2016

ESC GENTLEMEN
RUBRICA GERAL
02/10/2016 - 06/11/2016

Anúncio oficial - [AQUI]

Primeiro Texto: 'E quando os Gentlemen são sex symbols...' - [AQUI]
Segundo Texto: 'E quando os Gentlemen cantam e encantam...' - [AQUI]
Terceiro Texto: 'E quando mesmo com trapos são Gentlemen...' - [AQUI]
Quarto Texto: 'E quando os Gentlemen flopam...' - [AQUI]
Quinto Texto: 'E quando os Gentlemen são desportistas' - [AQUI]
Sexto Texto: 'E quando a imagem não é tudo' - [AQUI]

06/11/2016

ESC Gentlemen - Sexto texto: 'E quando a imagem não é tudo'

por novembro 06, 2016

"E QUANDO A IMAGEM NÃO É TUDO"

Ao longo dos últimos anos, e a cada ano que passa, é tão evidente a importância da imagem na Eurovisão, que me arrisco a dizer que será um dos elementos de maior relevância no futuro do certame.

Mas, a Eurovisão continua a ser um concurso de canções, e confio que, por mais que a imagem seja fundamental, ela não é tudo! Se tudo funcionar lindamente em termos artísticos, de performance e visualmente, mas a canção for paupérrima, não vamos estar perante uma canção com sucesso garantido. E vice-versa, isto é, podemos escutar a canção mais bonita deste mundo, mas sem uma atuação e imagem adequadas, as coisas não irão funcionar.

Assim surge a problemática de que a imagem não é tudo no mundo eurovisivo. Este ano tivemos um bom exemplo: a Irlanda. Nicky Byrne surgiu nesta edição apontado como um sex symbol. Nicky já era conhecido em toda a Europa, pois foi membro de uma banda muito bem-sucedida mundialmente: os Westlife. Além disso, é apresentador de tv, locutor de rádio, compositor, e em tempos foi jogador de futebol na Irlanda e na Inglaterra. Portanto, o seu nome teria um grande impacto nesta edição, e à partida seria muito bem cotado apenas porque se trata do Nicky Byrne. "Sunlight" não é uma canção desagradável, e à primeira audição até lhe podemos atribuir uns pontinhos. Mas depois de alguns meses a ouvi-la, cansa! E em Maio, os eurofãs já estavam tão saturados dela, que foi condenada a ficar retida na semifinal, não invertendo a tendência dos maus resultados da Irlanda no últimos anos. Nem mesmo um ex-Westlife foi suficiente para que isso não acontecesse. 

O mesmo sucedeu com os Blue, em 2011. Aqui o caso não foi muito diferente, mas os Blue criaram um maior impacto. Blue é uma das minhas bandas favoritas da adolescência. Ainda devo ter algures por casa o cd deles, de capa preta, que repetia vezes e vezes sem conta na minha velha aparelhagem de som. Sabia as músicas de cor e salteado! Quando, em 2011, em que ainda era uma recente fã da Eurovisão, surge o seu nome para representar o Reino Unido, fiquei em êxtase! O meu subconsciente amou a canção "I Can" desde o primeiro minuto, só porque se tratava de uma das minhas bandas favoritas, no meu espetáculo favorito (acho que só queria saber disso e de mais nada!). Ouvi até à exaustão, e quando chegou o dia da apresentação em palco, surge uma grande deceção. A canção não estava igual, a melodia foi alterada, e estava perante a performance mais pirosa dos últimos tempos. Ainda assim torcia para que o resultado não fosse mau. E não foi. O 11º lugar não é derrotador, mas para todas as expectativas que eu criei ao longo do tempo, estava esperançada de acreditar num merecido top 3. Mas não o merecia, nem de perto nem de longe, mesmo que lá no fundo eu torcesse. E mais uma vez ficou provado que a imagem, o nome e o impacto não foi suficiente.  


O que também não foi suficiente foi o charme de Alexey Vorobyov, no mesmo ano.  Alexey surgiu pela primeira vez na tv russa com apenas 17 anos, no programa "The X Factor". No ano seguinte, arrecadou de imediato um contrato discográfico e depressa alcançou o sucesso no seu país. Em 2008 e 2009 já havia concorrido para representar a Rússia na Eurovisão, mas só o conseguiu através de uma seleção interna em 2011. "Get You" foi escrita pelo famoso produtor marroquino Nadir Khayat, e tinha tudo para triunfar no certame. O ritmo da canção pedia uma performance elaborada, mas a apresentação final ficou muito aquém das expectativas. O 16º lugar soube a pouco para aquele que é um país forte na Eurovisão, e que, naquele ano, prometia "mover mundos e fundos" com esta representação. No entanto, Alexey ficou posteriormente apagado do mundo da música, e só ouvimos o nome dele pelos piores motivos: no início de 2013 sofreu um grave acidente de viação que quase lhe roubava a vida. Felizmente conseguiu recuperar aos poucos, e voltou recentemente a gravar e a atuar.



Axel Hirsoux é o exemplo contrário ao que já fui referindo. Neste caso, Axel possui uma imagem que não corresponde ao standard do espetáculo eurovisivo. Não é sex symbol, não é de um grande reconhecimento europeu, não emana charme entre as mulheres, portanto, não adquire os requisitos mínimos para que os eurofãs se percam de amores logo à primeira vista. No entanto, para mim Axel apresentou uma das melhores canções do certame, não ao nível da melodia, mas ao nível da escrita e da mensagem transmitida. Já o disse anteriormente que não conheço forma mais bonita do que expressarmos os nossos sentimentos por alguém, do que através da música.


Já, em 2006, os vencedores Lordi triunfaram muito graças à sua imagem exuberante, diferente, controversa e marcante. Poderia aqui afirmar que, neste caso, a imagem foi tudo! Mas já alguém imaginou visualmente uma banda com estas características que apresentasse uma canção “de meter dó”? Gosto muito de “Hard Rock Hallelujah” e, quer queiramos quer não, será uma das canções mais soantes quando nos lembramos da Eurovisão. Tenho amigos que não gostam da Eurovisão, sempre a associaram a um festival de música ligeira, e só sabem verdadeiramente a sua verdadeira essência devido ao impacto dos Lordi na sua história. Portanto, o sucesso destes finlandeses só aconteceu com o contributo de ambas as partes: a forte imagem e a apresentação de uma canção com “pés e cabeça”, no mínimo.


A Eurovisão não se faz só da canção, já alguém diria! Mas é certo que, apesar de hoje em dia, a imagem e a performance serem de extrema importância, muitas vezes elas não conseguem levar os países a “bom porto” sozinhas. Nós, eurofãs mulheres, não nos importamos minimamente de apreciar gentlemen's que nos façam suspirar! Mas é sempre mais agradável quando isso acontece ao mesmo tempo que os nossos tímpanos não são perturbados!

06/11/2016


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ESC Gentlemen - Quinto texto: 'E quando os Gentlemen são desportistas'

por outubro 30, 2016

"E QUANDO OS GENTLEMEN SÃO DESPORTISTAS"

Quando falamos em gentlemen, não nos podemos esquecer de falar da boa forma física e de um estilo de vida saudável e é por isso que neste texto vamos falar dos gentlemen que são desportistas. 

Começamos por falar do estupendo Mans, o vencedor do ESC 2015. O artista sueco é o protótipo de homem perfeito. É lindo de morrer, tem uma voz sexy, é fofo, e tem um corpo com as medidas perfeitas. Mans já por diversas vezes partilha no seu Instragram momentos de desporto, recordo que um desses momentos foi a praticar ski, não viesse ele de um país escandinavo. Ao que parece, o jovem leva um vida muito soft, muito saudável e dedicada ao desporto, não apenas para manter a boa aparência física, mas também por uma questão mesmo de saúde, ter um estilo de vida clean. Mans a praticar desporto é um regalo para o público eurovisivo, já que o outfit lhe assenta bastante bem. 


Mas Sergey Lazarov, representante russo no ESC 2016, também não se fica nada atrás, até pelo contrário, apesar de Mans apresentar um corpo escultural, Sergey tem um corpo bem mais trabalhado. O cantor russo apresenta-se-nos com um físico de fazer inveja, sem nenhuma gordurinha, com uns abdominais brutais, mesmo. A própria interpretação dele no ESC 2016 foi de atleta, não é qualquer um que canta e dá todo aquele espetáculo ao mesmo tempo, escalando e saltando degraus. Um corpo destes claro que não aparece do nada, Sergey treina muito e mantém certamente uma alimentação muito regrada. 



E falando em desportistas, não podíamos deixar escapar o nosso Rui Andrade, que nunca representou Portugal na Eurovisão, mas que já tentou algumas vezes, e que seguramente faria um brilharete se conseguisse. O jovem natural de Amarante, canta como poucos da sua geração. É um artista que acompanho desde a minha adolescência. Desde teatro, televisão, música, é um artista a 100%. Pelo que parece, Rui gosta muito de cuidar do seu físico, e diga-se de passagem que vale bem a pena. O artista dedica-se bastante à atividade física. Em alguns sites vimos fotos de Rui a fazer cross fit, uma das atividades físicas que transformou o seu corpo, num corpo bem volumoso e bem definido. Pessoalmente, olhando para Rui vê-se que respira desporto, e que mantém um estilo de vida bastante ativo. 



Agora passando à secção dos lingrinhas, (perdoem-me a expressão) que preferem não ter um corpo muito escultural, mas atlético, temos Frans e Michal Szpak. Quanto ao primeiro, confesso que odeio o miúdo e muito mais a sua prestação no ESC 2016, contudo, não deixo de concordar que até apresenta um físico gracioso. O Justin Bieber sueco não tem um corpo muito trabalhado, mas tem um estilo de vida bastante descontraído e desportista. O jovem tem hábitos saudáveis e a sua robustez física causou ainda alguns suspiros durante o ESC 2016.



E como os tempos mudam, e ainda mais hoje em dia há uma enorme preocupação com o corpo e com a saúde, este ano no ESC, foi mais um ano recheado de homens com belas fisionomias, e Michal Szpak não foge à regra. O representante da Polónia na edição deste ano da Eurovisão publica nas suas redes sociais imensas fotos no ginásio e a praticar desporto. Para além do distinto estilo que tem, Michal destaca-se pelo físico cuidado que tem. Claro que não é um Mans ou um Sergey, não tem um corpo tão volumoso, mas Michal tem um corpo mais atlético, bem estruturado. Pela regularidade com que o artista partilha as fotos, podemos deduzir que tem um estilo de vida bem ativo. Percebe-se claramente que Szpak tem muito cuidado com o físico.  



Claro que o aspeto físico é sempre um dos principais requisitos que os artistas têm de ter em conta. Como já disse por diversas vezes, a música, apesar de ser o que mais importa neste concurso, não é só o que chama a atenção. O que os nossos olhos veem também conta muito. É por isso que cada vez mais há uma enorme preocupação com o cuidado do físico, algo que os artistas, especialmente os que aparecem em televisão, têm. E a nós não nos incomoda nada, pelo contrário, alegra-nos as vistas vermos corpos atléticos a pisarem os palcos do ESC. 


 30/10/2016




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ESC Gentlemen - Quarto Texto: 'E quando os Gentlemen flopam...'

por outubro 23, 2016


"E QUANDO OS GENTLEMEN FLOPAM..."

Em todas as edições do Festival Eurovisão da Canção surgem artistas cujo favoritismo é atribuído, mas, após a sua primeira performance, ou até mesmo o primeiro ensaio, muitos desiludem e passam diretamente para a categoria de “flopados”.

Á primeira vista, recordo-me logo de Amaury Vassili, intérprete francês em 2011. Pela primeira vez, a França apresentava uma proposta diferente, uma canção cantada, na íntegra, na língua da Córsega. Amaury é um cantor lírico, o que também o diferencia, uma vez que não é um estilo muito comum apresentado pela França. A versão estúdio desta canção está muito bem conseguida, com uma batida de fundo que atribui uma certa intensidade. No entanto, na atuação final, a melodia foi praticamente abafada. Portanto, sobrava o poder vocal para salvar a performance. Nunca tive dúvidas que ele existisse, aliás, diria que Amaury tem “voz até ao pescoço”, mas o seu nervosismo atraiçoou o seu desempenho. De uma canção que tinha tudo para ter sucesso, que marcava pela diferença, surgiu uma interpretação pouco conseguida, que não correspondeu às expectativas.



Robin Stjernberg é um dos intérpretes suecos do qual dificilmente me irei esquecer em todo o certame. Sempre gostei da sua canção “You”, a sua letra e a sua melodia. Robin foi atirado para a Second Chance nas eliminatórias do Melodifestivalen, e a sua vitória era imprevista. Apesar disso, tinha confiança que tivesse algo a dizer na Eurovisão. Afinal era a Suécia e jogava em casa! Robin estava extremamente nervoso, e logo quando deu a sua primeira nota, não a conseguiu prolongar. O público aplaudia e dava ânimo para que as coisas se alinhassem. Houve algumas alterações na apresentação em palco. Apesar de compreender o porquê dessas mudanças, não resultou como o esperado e não foi transmitida a ideia. A fasquia estava muito elevada após a vitória estrondosa de Loreen no ano anterior, mas ainda assim esperava-se uma melhor classificação para a equipa da casa. A Suécia não conseguiu ir além do 14º lugar.



Apesar de existirem diversos nomes que poderia referir, aponto desde já os mais recentes: Amir, Minus One, Jüri Pootsmann ou Lighthouse X.

Este ano a França está nas bocas do mundo. Organizou o inesquecível Campeonato Europeu de Futebol de 2016, e foi notícia ao longo do ano por diversas questões políticas. Já que está na onda nas organizações, poderia ter sido muito bem apontado como o vencedor desta edição do ESC. Após uma sucessão de maus resultados, a França conseguiu um honroso 6º lugar, com uma canção bilingue, animada, que fica no ouvido, e com um intérprete muito carismático. É um ótimo resultado, mas que soube a pouco aos fãs eurovisivos que lhe atribuíam, pelo menos, um top 3.



O grupo Minus One estava no topo das minhas preferências de 2016. O Chipre é um patinho feio da eurovisão, e quase nunca o seu valor é reconhecido. Este ano não foi exceção. A sua passagem à final foi mais que merecida, mas o resultado pouco satisfatório. “Alter Ego” é uma canção bastante orelhuda. Talvez seja a que mais ando por aí a cantarolar. O intérprete é bastante competente, tem um visual marcante, e a performance do grupo em geral merecia bem mais do que o seu 21º lugar. É uma canção difícil de cantar, pela sua energia e pelo seu ritmo. Eu costumo dizer que, nalguns anos, o Chipre esmera-se! Mas quase sempre cai no grupo dos flops, como é o caso também do ano de 2011. San Aggelos S’Agapisa é uma das minhas performances favoritas de sempre. Já passaram 5 anos e ainda hoje lá vou eu ver esta atuação. Nunca encontrei uma justificação para a sua retida na semifinal, ainda por cima em penúltimo lugar.



O último lugar da primeira semi-final deste ano também consta na lista dos meus flops eurovisivos. No ano anterior, Elina Born e Stig Rästa compuseram e interpretaram “Goodbye to Yesterday”, que fez um enorme sucesso. Os mesmos compositores criaram “Play”, mantendo o mesmo estilo musical, a mesma linha, com a intenção de garantir o mesmo resultado. Mas o que sucedeu foi exatamente o oposto. A canção de Elina e Stig era bem melhor que a de Jüri Pootsmann, e por isso esta nunca me cativou. Mas também não esperava o pior resultado possível. Para os fãs, talvez este seja o último lugar mais injusto de sempre. De facto, não o merecia.



Já “Soliders of Love”, de Lighthouse X, cativou-me desde o primeiro minuto. As vozes não são as mais perfeitas do mundo, mas a sua junção funcionava lindamente, e a melodia era contagiante. Este era um mau resultado já esperado, mas no fundo, eu ainda tinha esperança que poderia ir um pouquinho mais longe.



Poderia aqui estar várias horas a falar de expectativas defraudadas, mas o que é certo é que, no meio de inúmeros resultados injustos, só um pode vencer, em cada ano de edição. Este ano foi uma intérprete feminina. Será que no próximo ano é a vez de um gentleman?

23/10/2016



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ESC Gentlemen - Terceiro Texto: 'E quando mesmo com trapos são Gentlemen...'

por outubro 16, 2016

"E QUANDO MESMO COM TRAPOS SÃO GENTLEMEN..."

O Festival Eurovisão da Canção é todos os anos marcado por algum galã ou galãs que nos enchem os olhos. Sim, porque neste concurso, a música não é o único fator que conta para o sucesso do artista. Sejamos sinceros, quando aparece um homem com as medidas certas, parece-nos que a música, mesmo que seja medíocre, torna-se perto de um fenómeno.

No texto desta semana falamos sobre os galãs que atuaram no ESC com outfits horrendos ou com trapitos apenas, mas que apesar desse deslize de moda, não deixam de ser o que nós sabemos, uns verdadeiros gentlemen. 

Começamos pelo gentleman português Carlos Paião, um dos maiores ícones da música portuguesa. Paião participou no ESC 1981 com “Play-Back. O tema era uma sátira aos artistas que cantavam em playback. O tema apesar de ter ficado bastante popular no nosso país, sendo ainda hoje ouvido inúmeras vezes, obteve o penúltimo lugar no certame que ocorreu nesse ano em Dublin, na Irlanda. Carlos Paião e os back vocals pareciam-me sinceramente os power rangers, ou então palhaços. As roupas não tinham pés nem cabeça. Usavam uma espécie de fatos de treino às cores, todos com cores diferentes. Percebo que a situação que se pretendia criar seria uma situação de alguma comédia, de ridicularizar algumas questões concretas, mas aquelas roupas eram o descalabro. No entanto, Paião não deixou de ser um gentleman pelo talento incalculável que tinha. Um grande senhor, um incrível intérprete e um distinto cantor da nossa pátria.   

Mas em 2006 também encontrámos umas roupitas sem jeito nenhum, como as do Dima Bilan. O jovem artista russo participou duas vezes no ESC: em 2006 com “Never Let You Go” obtendo o segundo lugar na final, e em 2008 com “Believe” tendo obtido a vitória nesse ano. Mas foi no ano de 2006 que se descobriu que Dima provavelmente teria problemas de visão, gravíssimos, diga-se de passagem. A indumentária com que Dima se apresentou no concurso era simplesmente ridícula para o programa. Parecia saído de um filme de ação com o Jackie Chan. Não compreendo como é que o deixaram atuar daquela forma, acho que devia ter sido barrado pelos seguranças. Mas parece que nada disto importou porque conseguiu um segundo lugar na final. Felizmente em 2008, Bilan apresentou-se com um outfit melhorzito, apesar de parecer estar preparado para um reveillon no Brasil. 



E o israelita Boaz Mouda, que em 2008 encantou com “The Fire In Your Eyes”, mas assustou um pouco com o traje de circo que vestia? As calças eram giram e adequavam-se ao corpo, mas aquele colete acetinado, que era aquilo? A única parte boa do colete era que permitia vermos os músculos bem trabalhados de Boaz. Opá, tudo bem, o colete era horrível, fazia parecê-lo um domador de leões do circo, mas ninguém reparou de facto nisso porque estavam todos mais preocupados a olhar para os músculos e para o sorriso do artista. Só aquele sorriso dá direito a um lugar como gentleman na nossa rubrica. O mesmo se sucede com Eric Saade, o sueco que representou o país em 2011 com “Popular”. Só nos conquistou porque tem um sorriso fofo, por isso e pelo seu talento o consideramos um gentleman. Mas jovem, atenção ao que vestes. A conjunção das peças não foi nada favorável. Além disso, parecia que estava a usar um colete de forças. E ainda mais, não consigo entender o porquê de insistirem tanto em levar casacos de cabedal ao ESC. Não acho nada nada elegante para o contexto. No entanto, não deixa de ser um artista admirável. 



Já Cezar, o romeno que cantou “It´s my life” em lírico no ESC 2013, surpreendeu com uma atuação bastante inesperada num sentido positivo. Marcou pela diferença e presenteou-nos com um tema que não é fácil de ser esquecido. No entanto, Cezar pecou ao escolher um traje demasiado espalhafatoso. Às vezes é bom ter um elemento na atuação que marque a diferença: ou o outfit, ou a música, ou a interpretação. Neste caso em concreto o romeno já tinha uma interpretação que se destacava, não precisava de outro elemento que o fizesse. Por vezes torna-se “too much”. Aqui não seria exigível haver mais um elemento fora do comum, porque pode distrair os telespetadores. A verdade é que, e apesar deste longo vestido ter tornado a atuação um pouco confusa, Cezar arrasou e é um gentleman para nós porque quebrou algumas barreiras e preconceitos. E ser gentleman às vezes não é só ter uma certa beleza física, mas sim ter atitudes que podem transformar o mundo num lugar mais compreensível e tolerante à diferença. 



E falando em trapos, quem é que se lembra do Serhat? Parece que o artista de São Marino parou nos anos 80. Por um lado acho o artista um homem charmoso, no entanto faz-me lembrar um artista de filmes pornográficos. Sinceramente, odiei tudo na sua performance no ESC 2016. O cantor vestia um terno cor de vinho com um chapéu da mesma cor. Um outfit nada ousado e remetia para o passado. Cada vez que recordo este tema e esta atuação, viajo automaticamente para os anos 80. O ESC deveria ser algo inovador, para o futuro, porque passado é passado. Se Serhat tivesse usado uma indumentária mais moderna, mais atual, talvez a atuação tivesse corrido um pouco melhor. Ou então não, porque “I din´t Know” é das piores músicas de sempre do Festival! 



Quem não precisou de se vestir maravilhosamente para ter uma atuação linda de morrer foi Freddie, o representante húngaro no ESC 2016.  O seu “Pioneer” deixou muita menina colada ao ecrã. Sim, eu fui uma delas! O jovem artista levou uma roupa muito simples, muito vulgar ao concurso: uma blusa branca , umas calças de ganga, um cinto castanho e umas botas castanhas . Sinceramente, não é o tipo de outfit que eu vestiria no Festival. No entanto, quem precisa de roupa quando se tem um Freddie? Este deus grego até podia estar nu (o que seria um sacrifício ver) que ia continuar a ser um dos maiores gatões que passou na história do certame. Vejamos, Freddie preenche todos os requisitos de um verdadeiro gentleman: é lindo de morrer, charmoso, tem atitude em palco, tem uma voz de arrepiar. É um talento enorme. Este é mais um dos casos em que usar trapos é indiferente. 


Enfim, com trapos ou farrapos, ser gentleman é uma questão de atitude. E para se usar qualquer trapito é necessário ter uma atitude do caraças! Estes foram os nossos gentlemen que mandam grande pinta mesmo com outfits de quinta categoria.  

16/10/2016
  
                         
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ESC Gentlemen - Segundo Texto: 'E quando os Gentlemen cantam e encantam...'

por outubro 09, 2016

"E QUANDO OS GENTLEMEN CANTAM E ENCANTAM..."

Foi ao longo dos últimos anos que se foi reforçando a importância da performance, do espectáculo visual e da apresentação para o sucesso de uma edição eurovisiva. No entanto, a Eurovisão é um concurso de canções. E quem não sabe cantar, também não sabe interpretar canções, de um modo geral. Claro que há exceções que, mais tarde, serão referidas, mas, e já que estamos a falar de homens, existem muitos intérpretes eurovisivos que cantam e encantam!

Começo esta enumeração por um dos mais aplaudidos vencedores de sempre da Eurovisão: Alexander Rybak. Em 2009, ainda era novata no meu interesse pelo certame. Recordo-me de me saltar logo à vista a interpretação da Noruega. Era diferente e atraía a atenção do telespectador. O violino foi o personagem principal, a forma como ele o tocava e também o sentia, mas a sua voz não ficou nada atrás! Rybak é um entendido em música. Começou a tocar aos 5 anos de idade, e desde aí que tem formação musical em várias vertentes. Para além de ser um menino bonito, não foi só isso que lhe deu o recorde de pontos na sua vitória. A sua voz, a sua composição de Fairytale, a sua performance e a sua entrega fizeram com que obtivesse um dos troféus mais merecidos na final eurovisiva.



O início da carreira de Loïc Nottet é bastante recente, mas nem por isso pouco lotada de sucessos. Este rapaz já deu que falar na Bélgica, na Eurovisão e até no youtube. Loïc tornou-se famoso após a sua participação no The Voice da Bélgica, depois de arrecadar o segundo lugar e de ter sido um dos favoritos do público para ganhar. Posteriormente foi elogiado pela cantora Sia, após ter publicado um cover da sua conhecida canção “Chandelier”. Daí até ter assinado um contrato com a Sony Music Belgium e a ter sido convidado para representar o seu país na Eurovisão em 2015, foi um pequeno passo. Inicialmente, não era conhecida a interpretação ao vivo da sua canção "Rhythm Inside", e o seu vídeo clip não foi suficiente para marcar os fãs. Mas quando surgiu a sua apresentação em palco, rapidamente se tornou um favorito. Foi evidente o seu talento na composição musical, na coreografia e na intimidade que a canção transmitia, mas sem dúvida que a sua voz ao vivo também contribuiu para o resultado final tao satisfatório: sem deslises, sem desafinações e tão segura!


Il Volo é aquele conjunto de 3 vozes que nunca irei esquecer. O meu favoritismo desde o início por eles foi evidente, foi insistente. E como eu gostaria que tivessem arrecadado a vitória! Ainda hoje, tantas vezes, dou por mim a cantarolar “Grande Amore” e a fazer de conta que domino o italiano. É uma canção forte, intensa, marcante, já o sabemos. Mas se não fosse interpretada por três excelentes vozes, não seria a mesma coisa. Fico impressionada com a forma como três cantores líricos tão jovens, que ainda têm tanto tempo para trabalhar e para evoluir, já tenham este domínio vocal tão impressionante.


Zeljko Joksimovic já participou duas vezes na Eurovisão como intérprete. É talvez uma das minhas vozes favoritas de sempre. Pelo simples facto: é exactamente igual ouvi-lo cantar ao vivo, em estúdio, em vídeo. Canta sempre da mesma forma, de uma forma excelente! A sua voz é tão segura, mas tão segura que impressiona. É limpa, madura e, ao mesmo tempo, linear. Adoro!

Valorizo imenso o trabalho de Nadav Guedj em 2015. Pode não ser o melhor cantor do mundo, mas não podia deixar de o referir aqui pela sua capacidade de cantar e dançar uma coreografia tão exigente, ao mesmo tempo. E ainda assim marcar a história de Israel na Eurovisão, que teimava em não passar da semi-final até ao ano de 2015. “Golden Boy” ficou marcada na memória dos eurofãs, sendo esta também uma canção que nunca nos deixa estar quietos quando a escutamos.

E por falar em canções que nunca nos deixam estar quietos, uma das vozes masculinas que mais me marcou em 2010 foi a de Vukašin Brajić. "Thunder And Lightning" faz parte da minha playlist de hoje em dia, apesar de ter sido uma canção que passou muito despercebida na eurovisão. Gosto muito da canção mas não escondo que prefiro a versão ao vivo, precisamente pela voz forte e convicta de Vukašin.

Ainda que em géneros diferentes, o mesmo acontece com “My Heart is Yours” de Didrik Solli-Tangen. É uma canção bem romântica, lamechas, bastante calma e, por isso, não estamos com disposição para a ouvir todos os dias. Mas quando a oiço, gosto de contemplar a voz segura e experiente do norueguês Didrik, principalmente na parte final, onde alcança notas soberbas.


Num panorama mais animado, temos o nosso Sebalter. Tenho que confessar que foi um desperdício o abandono da carreira musical para se dedicar à advocacia, a sua área de formação. Sebalter é talentoso, tanto vocalmente como a tocar violino e como entretainer. “Hunter of Stars” é outro exemplo de uma canção marcada na memória dos eurofãs e que não seria a mesma se não fosse cantada por Sebalter.


Refiro também Farid Mamadov, que teve uma excelente performance apesar de aliada ao nervosismo evidente. Recordo-me perfeitamente de o ver a tremer no início da canção, mas como sabia que tinha competência vocal suficiente, nunca duvidei que iria resultar.

Dima Bilan é uma das figuras masculinas que mais marcou a história da eurovisão. Em 2006, Dima Bilan tentou a sua sorte com “Never Let You Go”, com a qual obteve o segundo lugar. Como homem persistente que é, voltou a competir no ano seguinte, e foi aqui que se viu realmente que, apesar de ser uma figura mediática, também sabe interpretar uma canção mais calma, com uma mensagem incrível. A sua performance com “Believe” deu-lhe a vitória e um marco eurovisivo, tendo alcançado o sucesso mundial posteriormente.

E como estamos em 2016, não poderia deixar de relembrar as vozes que, para mim, mais marcaram a edição: Justs, da Letória e Michal Szpak, da Polónia. “Heartbeat” e “Color of Your Life” conquistaram-me desde o primeiro dia em que as escutei. Mas quando eu tomei conhecimento da clareza vocal destes dois cantores, fiquei completamente rendida. Justs arrepia com as suas notas arranhadas e Michal marca pela sua imagem e pela voz que nada se relaciona com ela.


Os programas de talentos ainda continuam a ser os meus favoritos na televisão. É aí que temos noção de como existem vozes verdadeiramente incríveis. Estes programas são vistos maioritariamente por mulheres, o que justifica a maior preferência por homens. E é assim que descobrimos homens que cantam e encantam, e que todos os anos, nos fazem render, mais ainda, ao espectáculo eurovisivo.

09/10/2016


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ESC Gentlemen - Primeiro Texto: 'E quando os Gentlemen são sex symbols...'

por outubro 02, 2016

"E QUANDO OS GENTLEMEN SÃO SEX SYMBOLS..."

Quando vemos a Eurovisão, o que devia captar mais a nossa atenção seria as músicas dos nossos concorrentes favoritos, mas sejamos sinceros, quando os artistas são sexy, a coisa muda de figura. Para mim, mesmo que o tema seja mediano, se o intérprete for um Mans ou um Freddie, aí, meus amigos, a música torna-se fabulosa. Claro que um verdadeiro gentleman não é só gentleman por ser bonito ou sexy, mas também por ter atitude e carisma. 

Em 2009, a Eurovisão recebeu um dos grandes gentlemen da sua história, que por sinal foi vencedor: Alexander Rybak. Acho que muito pessoal vai discordar, mas este é um exemplo de que não é preciso ser-se demasiado lindo para ser sexy. O Alex tem um carisma diferente, e talvez seja isso o que lhe dê aquela pinta. Acho que todos deliraram quando ele atuou na Arena Olympic Indoor, em Moscovo, com o seu violino. Sinceramente, acho que ele só venceu pela pinta, pela fofura, pelo charme. A música era gira, sim, mas nem tanto para ser a vencedora. O Alex faz-me lembrar uma espécie de minion de tão fofo. 


Quando falamos em sex symbols, não podemos deixar de falar no Freddie, que representou a Hungria no ESC 2016. O jovem abusa na sensualidade. O homem transpira charme. E cada vez que vejo a atuação dele no festival pergunto-me por que raio levantou aquela camisola. A verdade é que o outfit não era grande coisa, mas quem reparou nisso? Eu não. Nem precisava de ter levantado a blusa para adorarmos a sua participação, só a voz dele o torna um sex symbol. Qual rapariga ou rapaz não se arrepiou ao ouvir aquela voz? Aquela rouquidão foi um sucesso. Um dos maiores símbolos de sensualidade do ESC, sem dúvida alguma.  


Passamos ao "bello reggazzo" Marco Mengoni, que foi representante da Itália em 2013, com a música "L’essenziale". Mas agora, porque será ele um dos sex symbols eurovisivos? Bem a resposta é muito simples. Em primeiro lugar, Marco respeita, a nível físico, uma elegância natural. Não possui o melhor corpo, nem os melhores abdominais, mais possui uma cara de tal forma sedutora (principalmente com a sua sobrancelha direita e os seus magníficos dentes) que arrepia o coração de qualquer pessoa. Mas o que o torna realmente sexy é o facto de ser italiano. É uma espécie de afrodisíaco.


Sákis Rouvás representou a Grécia em 2004 e também em 2009, com a canção "This is our night". Sákis é outro dos sex symbol eurovisivos, Isto deve-se ao facto de possuir um corpo bem estruturado, bem definido, e com uns abdominais que, mesmo não sendo nada de outro mundo, fazem inveja a muitos homens. O cantor grego possui atualmente 43 anos, mas continua um autêntico galã!  A forma como atuou no ESC de 2009, principalmente a nível da dança, não deixou ninguém indiferente. Pessoalmente, acho-o um sex symbol bimbo, isto é, tem certa pinta, mas acaba por tornar-se um pouco azeiteiro.


Não nos podemos esquecer do representante do Azerbaijão no ESC 2013, Farid “Mamma” Mia! Este é o típico baixinho, mas gostoso. Pode ser baixinho, mas tem tudo nos trincos, sim senhor. Um verdadeiro gentleman que arrasou numa atuação cheia de carisma e poder. Possui um charme diferente, e apesar de não ser o meu tipo de homem, vejo nele um verdadeiro sedutor. É caso para dizer “hold me”! 


Achavam que me esquecia do Sergey Lazarev? Claro que não. Só o olhar do representante russo no ESC 2016 mata qualquer um de ataque cardíaco, e aqueles abdominais podiam muito bem servir de uma bela e suave almofada. Este fofo fez derreter muitos corações de fãs eurovisivos.  Confesso que também não é muito o meu tipo de homem, mas dava para umas belas voltas, não é verdade? Perdoa-me Sergey,  “you´re not the only one.”, mas és cá um pão!


E como se costuma dizer, guarda-se o melhor para o fim. O meu sex symbol é e sempre será o Mans. Este homem não é grego, mas é um Deus, um ser de outro mundo.  Acho que é o sorriso dele que o torna deslumbrante. É discreto, não faz grandes exibicionismos, porque na realidade não o precisa de fazer para qualquer uma se apaixonar por ele. O representante sueco e vencedor do ESC 2015 tornou-se um fenómeno mundial, e não é para menos. Mans é cativante, parece parvo, mas a realidade é que ele parece que ilumina as atuações, as suas performances. Fiquei fã, és o meu "hero"!


Os gentleman “sex symbol” estão presentes em quase todas as edições do ESC, sendo também um elemento muito importante para satisfazer os olhos dos telespectadores, e para criar um espetáculo visual à altura, a imagem física também influencia muito os resultados finais, porque na verdade, os giraços têm sempre o apoio do pessoal. 

02/10/2016


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